informação recolhida junto do “diário ateísta“
Assunto: A igreja católica persiste no dissimular dos crimes do foro sexual de doentes; na gestão danosa e na falsificação de documentos na ordem hospitaleira de S. João de Deus.
Ordem Hospitaleira de São João de Deus, entidade canónica de direito pontifício
Instituto de São João de Deus, instituição particular de utilidade pública administrativa
Rua S. Tomás de Aquino, 20
1600-871 LISBOA
Telefone: (351) 217 213 300
Fax: (351) 217 213 370
CIPC n.º 500 927 731
Enunciado dos crimes e da denúncia:
A igreja católica persiste no dissimular dos crimes do foro sexual de doentes; na gestão danosa e na falsificação de documentos na ordem hospitaleira de S. João de Deus.
Foram várias as tentativas fracassadas, por parte dos irmãos da ordem hospitaleira de São João Deus, junto da autoridade canónica competente da ordem e dos bispos diocesanos, pediram-nos que colocássemos sinteticamente os diversos crimes ocorridos nas casas do Instituto S. João de Deus:
Abuso sexual a menores e a doentes de psiquiatria:
Crime de pedofilia, com o doente Bruno Coquinhas, adolescente de Montemor-o-Novo, utente do hospital e vítima do padre frei Álvaro Lavarinhas, aquando da sua permanência naquele hospital, como capelão e secretário da direcção.
Crime de abusos sexuais a um doente mental, de psiquiatria o Sr. Corte de Gouveia, utente do centro assistencial do Telhal, vítima de frei Adelino Manteigas, naquela comunidade religiosa.
Vários crimes de abuso sexual com doentes de psiquiatria na sacristia da capela da comunidade e na propriedade de Portalegre.
Práticas de sexo em grupo, com doentes de psiquiatria “mais dotados” por altos quadros dos diversos centros assistenciais da Ordem Hospitaleira;
Partilha de dados e de informação no Wi-fi do instituto São João de Deus entre funcionários, frades e doentes, debilitando o poder ético e moral da ordem sob ameaça sistemática e com chantagens – de – segregação sexual, por parte de funcionários e técnicos superiores do Instituto de S. João de Deus.
Livre e rude ostentação de práticas de homossexualidade, práticas de sexo em grupo e exibição de textos sedutores e fotos em público na internet. Solicita-se consulta do histórico do wi-fi da ordem hospitaleira.
Paternidade – não – assumida do filho do enfermeiro Luís Daniel, director da casa de saúde de S. José de Villar de Frades, com a Dra. Gabriela, na casa saúde de S. João de Deus, em Barcelos. Renomeado pela 3.ª vez como director da casa de saúde; depois da renúncia voluntária do capelão ex frade da ordem hospitaleira, por não dar cobreara outras irregularidades das comunidades de Braga.
Assiduidade repetida e consentida por superiores da ordem em – casas e bares de alterne – em Barcelos, Braga, Viana do Castelo, Montemor-o-Novo, Évora e em Lisboa por parte do consagrado frei Luís Vieira da Silva.
Concluindo:
1. Os irmãos da Ordem Hospitaleira de S. João de Deus, solicitam à Santa Sé uma Visitação Canónica Apostólica, com os poderes canónicos idênticos ao da comissão pontifícia que acompanha os Legionários de Cristo, para visitar todas as casas da ordem hospitaleira em Portugal e no mundo.
2. Que o mandato do superior-geral Frei Donatus Forkan da fatebenefratelli, seja submetido a um visitador apostólico – permanente, por parte da Congregação para os Religiosos; com poderes canónicos de nomear, destituir e expulsar da ordem frades, funcionários e lóbis que possam por em causa a vida religiosa, moral, ética e espiritual da clausura dos confrades.
3. Que o superior provincial e o seu conselho, frei José Augusto Gaspar Louro, devem ser substituídos por um re-fundador ou um re-formador da ordem hospitaleira – nomeado pela Santa Sé – com poderes canónicos especiais e «extraordinários» tendo em vista o bom governo das casas da província portuguesa; da disciplina religiosa e, particularmente, da vida pastoral, «moral» e a animação espiritual dos frades da ordem de São João de Deus.
Propomos como testemunhas para os abusos sexuais:
§ frei Amadeu Videira, oh
§ frei Feliciano José Gaita, oh
§ frei Joaquim Ramos, oh
§ frei José Caldeira, oh
§ frei Germano Paulo Antunes, oh
§ frei Manuel Vargas Canês, oh
§ Ex irmão, P. José Manuel Machado, padre da diocese de Angra do Heroísmo
§ Ex irmão José Manuel, residente em Ponta Delgado
§ Ex irmão Valter, residente no Algarve
§ Dr. Fernando Paulo, funcionário do centro assistencial do Telhal;
§ Ex directores clínicos da casa de saúde do Telhal;
§ frei Aires Gameiro, sacerdote da oh
Crimes de gestão danosa, abuso de poder e violação do voto de pobreza:
Venda da milionária propriedade e mansão de Lagos de Tomé Feteira por Gonçalo Castelo Branco e frei José Augusto Gaspar Louro em representação da ordem hospitaleira. A contabilidade canónica encontra-se a monte e é um paraíso fiscal da ordem – isenta – de – impostos.
A recepção da milionária fortuna de Tomé Feteira, na Av. Júlio Dinis, n.º 23, não está imaculada, montante superior a mais de 150 milhões de euros, em apartamentos, isentos de imposto de sisa, de IMT, de IMI e de outros impostos às finanças; não é pacífico no interior da ordem. Estando este imóvel sobre a administração directa de frei José Augusto, de Gonçalo Castelo Branco e do Jurista Nogueira da Costa.
As obras na portaria, na capela e no adro da capela do Telhal, da responsabilidade de Gonçalo Castelo Branco e frei José Augusto Louro, encontram-se sem registos contabilísticos, sem orçamentos de obra e sem aprovação canónica e civil. Construção nunca superior a 250.000,00€, tendo ultrapassada mais de 400%.
O museu S. João de Deus, estrutura faustosa, imoral e imprópria numa aldeia rural; planificada para 1 milhão e meio de euros tendo acabado em 5 milhões de euros; sobre a tutela de frei José Augusto e do financeiro Gonçalo Castelo Branco; sem o consentimento dos frades, sem controlo financeiro da ordem religiosa; com elevadas comissões e percentagens, com prestação de serviços trabalhos sem registos contabilísticos no paraíso fiscal da ordem e com o não pagamento de impostos, no foro do IRC;
Obras ostentosas na sede do Instituto de S. João de Deus, da responsabilidade de frei José Augusto e de Gonçalo Castelo Branco; sem aprovação dos frades, com materiais de marca que denunciam o voto de pobreza evangélica e o incumprimento pagamento de impostos por parte dos prestadores de serviços;
Abuso de poder com o uso de dinheiro arbitrariamente no despedimento de enfermeiros, empregados e médicos – sem justa causa – laboro e responsabilidade da coordenadora-geral Anabela Rodrigues, do frei José Torres, e de frei José Augusto, do Luís Daniel, enfermeiro e Gonçalo Castelo Branco.
Obras na casa de saúde de Angra do Heroísmo – projecto A – aprovado pela autoridade competente da ordem, da ARS dos Açores; no entanto o executado pelo frei Adelino Manteigas, por frei José Augusto e por Castelo Branco foi o projecto B, O mais caro, O recusado pela autoridade religiosa e pela ARS dos Açores;
As dívidas de milhões, do Instituto de S. João de Deus, instituição particular de utilidade pública administrativa; a «entidade que gere as dívidas», independentemente dos milhões doados por Tomé Feteira «aplicados em títulos do tesouro», em nome da província hospitaleira portuguesa da ordem de S. João de Deus, no Montepio-Geral e no Banco Santander Totta, de Mem-Martins, sem o devido pagamento dos impostos, dos direitos sucessórios e das mais-valias ao Estado.
Diversos – roubos aos doentes – em dinheiro e géneros, por parte de frei Luís Vieira da Silva, no centro assistencial de S. João de Deus, em Barcelos, denunciados ao Padre Geral Pascoal Piles, pelo frei José Torres e frei José Augusto Gaspar Louro.
Os salários milionários e imorais dos frades; os salários amorais do médico Vitor Cotovio, director clínico do Telhal, do ISJD e da residência de cuidados continuados, S. João de Ávila. Os salários e as percentagens ofensivas de Luís Daniel, Gonçalo Castelo Branco, Anabela Rodrigues, da débil economista Sónia Ângelo e dos demais directores administrativos, clínicos e de enfermagem dos 8 centros assistências do instituto S. João de Deus.
Prática de internamentos fictícios ou de prolongamentos por 3, 5 a 7 dias depois da alta médica e da saída real dos utentes para suas casas.
Uma plebe de consultores e técnicos externos da ordem, com salários e avenças mensais exorbitantes iguais ao de muitos banqueiros privados portugueses, acima de 40% a 50% dos salários propostos pela tutela, pelas demais obras de caridade, pelo Estado. Sem moral e sem respeito pela fome dos pobres…
Concluindo:
1. A contabilidade da província da ordem Hospitaleira de S. João deve ser revista, auditada, penalizada e destinada ao pagamento imediato das dívidas do devedor instituto S. João de Deus, à segurança social, às finanças, ao Estado e aos fornecedores, mediante comprovativos fiscais e aprovados pelas finanças.
2. O Estado português deve instaurar uma – sindicância financeira – e – diversas auditorias por especialidade até apurar os destinos e as contas bancárias dos destinatários «isentos» de comprovativos fiscais das finanças da república e das regiões autónomas dos Açores e da Madeira.
3. O Tribunal da Rota Romana deve penalizar canonicamente o superior-geral e o seu conselho pela cumplicidade e pelo branqueamento nas irregularidades financeiras da ordem hospitaleira, em Portugal.
4. A Congregação para os religiosos, da Santa Sé, deve implementar inflexíveis regulamentos internos, novas formas de management, uma gestão inovadora mais transparente, que denuncie as velhas e sempre novas práticas marginais à lei civil e à ética religiosa.
Propomos como testemunhas dos crimes de gestão danosa, abuso de poder e violação do voto de pobreza:
§ frei Aires Gameiro, sacerdote da oh
§ frei Amadeu Videira, oh
§ frei Horácio Martins Monteiro, oh
§ frei Feliciano José Gaita, oh
§ frei José António Ferreira Mariano, sacerdote da oh
§ frei José Caldeira, oh
§ frei Joaquim Vaz Correia, oh
§ frei Germano Paulo Antunes, oh
§ frei Manuel Vargas Canês, oh
§ frei Messias Vaz, oh
§ frei Casimiro Ferreira da Costa, sacerdote da oh
§ frei Manuel Costa Janela, oh
§ Irmãs Vitorianas, da comunidade do Hospital de Montemor-o-Novo
Falsificação de documentos e de correspondência:
Os estatutos jurídicos do Instituto S. João de Deus – instituição particular de utilidade pública administrativa foram rasurados, emendados e alterados pelo jurista Nogueira da Costa, «sem consentimento» e sem «aprovação competente» da Conferência Episcopal Portuguesa, mas submetidos à segurança social, à ARS, ao Ministério da Saúde e às demais instituições oficiais do Estado português.
É público na ordem hospitaleira – que a nomeação como secretário provincial do frei José Álvaro da Silva Lavarinhas, sacerdote da oh, tinha como objectivo várias etapas selectivas:
a) suprimir dos arquivos da ordem hospitaleira documentação que pudesse incriminar o anterior provincial frei José Paulo Simões, agora «desvinculado» da província portuguesa, com residência em Nampula;
b) suprimir dos arquivos, documentos…, cartas…, processos canónicos…, e actas que pudessem incriminar o frei José Augusto Louro, o frei Adelino Manteigas e o próprio frei Álvaro Lavarinhas dos seguintes processos:
- no Seminário Maior dos Açores, nas práticas da homossexualidade; no abuso sexual com doentes na comunidade hospitaleira;
- na casa de saúde do Telhal, nas práticas «repetidas», «conscientes» e «rudemente premeditadas» de abuso – sexual – com doentes mentais;
- nas saídas e nas frequentes idas para a propriedade de Portalegre, para orgias de sexo – em – grupo com doentes mentais. Esta e outras foram motivos de uma «queixa formal» de toda a comunidade conventual do Telhal, ao superior-geral Frei Donatus Forkan da fatebenefratelli, que abafou, silenciando com o seu conselho geral, sem pena canónica e sem auscultação à comunidade que enviou o memorando;
- suspeita de falsificação, que obriga a anulação ou repetição e vigia canónica, do último capítulo provincial. Nós os frades, canonicamente, estão obrigados, pelo direito próprio, a enviar em envelope lacrado o nome dos capitulares designados ao capítulo.
- Será possível que, só um frade, da corrente mais evangélica tenha ido a capítulo, que todos os mendigos da nova era e os outros lóbis tenham estado todos presentes?
- A Congregação dos religiosos – da Santa Sé – deveria mandar dissecar; porque esta não pode ser uma prática pastoral, religiosa, moral e própria de uma comunidade religiosa.
- A elaboração de cartas, relatórios e de documentos, enviados pelo frei José Augusto Louro, na sua qualidade de superior provincial são auguradas rudemente pelo frei Álvaro Lavarinhas; tendo em vista o ajuste de contas; a humilhação dos frades e a promoção da sua auto-afirmação, para branquear a sua imagem moral – na – ordem.
Concluindo:
1. A congregação dos religiosos, a congregação da fé e, particularmente, a secretaria de Estado do Vaticano devem nomear um Visitador Apostólico para estudar todas estas e outras irregularidades, que possam pôr em causa a missão evangelizadora da igreja; o carisma fundacional e espiritual do nosso Santo Fundador, São João de Deus, o patriarca dos pobres.
Apostasia comunitária; a vida irregular; a ausência de um projecto de vida espiritual dos frades; a laicização das casas, a insuficiente vida religiosa e mais de 95% de funcionários e assessores sem formação evangélica, sem práticas da caridade. Porém a forte – «minoria amoral» manipula a ordem por motivos de questões sexuais, financeiras e politicamente à esquerda do partido comunista português.
A coordenadora da pastoral da saúde, Susana Queiroga, socióloga, não reúne as condições pastorais, doutrinais e o reconhecimento de idoneidade da comunidade para o desempenho de tão elevada missão de cura das almas.
O coordenador do departamento clínico, Vitor Cotovio, afecto a grupos de esquerda hostis ao governo do continente, das regiões autónomas e da igreja.
O arquitecto Gonçalo Castelo Branco – ficou abertamente claro para todos os irmãos capitulares, no último capítulo provincial, deve ser alvo de uma auditoria externa por parte das finanças, de uma auditoria por parte de um ROC externo da ordem.
- As suas contas bancárias devem ser auditadas pelas finanças e pelo banco de Portugal;
- Os prestadores de serviços que prestam serviços à ordem hospitaleira e ao instituto de S. João de Deus, devem ser vigiados até ao ínfimo pormenor no foro do IRC, do IRS e nas transferências das suas percentagens para este abusador.
O difinitório provincial apresentado a eleição capitular pelo superior provincial - frei José Augusto Gaspar Louro e aprovado pelo representante do superior geral que orientou e condicionou a nomeação de uma equipa ferida de morte:
- 1º Conselheiro, frei Adelino Manuel Manteigas, supra mencionado pelos abusos ao doente de psiquiatria o Sr. Corte de Gouveia, utente do centro assistencial do Telhal. Usuário do wi-fi da ordem…
- 2º Conselheiro, frei Alberto Paulo Madureira Mendes, padre, um iletrado – incapaz de decifrar um decreto-lei ou um balancete financeiro. Usuário do wi-fi da ordem…
- 3º Conselheiro, frei José Raimundo da Costa, vivendo no Brasil, ausente em todas as reuniões canónicas. Co-responsável com frei José Augusto, pelas saídas de dinheiro para as casas do Brasil.
4º Conselheiro, frei José Dorguete, o padre mais conservador da ordem; que deu cobertura moral a todas imoralidades…, silenciamentos…, despedimentos «sem justa casa»…, e a todos os actos de gestão danosa.
- Afinal que conselho provincial é este gerido só por dois elementos problemáticos e que, em circunstâncias canónicas normais, nunca poderiam fazer parte de uma ordem religiosa, que apresenta teorias modelares de moral, de hospitalidade e de amor pelos direitos humanos?
Concluindo
1. A vida religiosa é inexistente – na ordem hospitaleira na ordem e os irmãos hospitaleiros já não são capazes de redescobrirem a sua vocação religiosa – nunca encontrada ao longo de suas vidas.
2. A vida espiritual, a purificação da memória é vista como um fardo e não como um caminho de santificação pessoal e comunitário, a escada e a porta do céu. Estando a vida dos irmãos adulterada…, contaminada pela corrupção dos costumes, dos conselhos evangélicos e da cultura relativista da nova era.
3. A vida sexual – amoral de alguns frades e funcionários; a gestão danosa, as práticas «premeditadas» de fugas aos impostos obrigam o Estado português, os ministérios das tutelas e a igreja católica a tomarem precauções duras, disciplinadoras e deliberações doutrinais em conformidade com a moral católica, os direitos humanos e a defesa dos mais frágeis: os utentes das nossas casas, da maioria silenciosa dos irmãos e dos pobres – mais – pobres.
4. Instituída pela Santa Sé – uma – Visitação Apostólica Canónica, todos os factos supramencionados são dissecados, clarificados e separados pela autoridade competente. A Santa Sé, deve entrevir para exemplo de outros casos…
Em conclusão, a persistência nos erros apresentados é um crime para a autoridade competente da igreja católica, é uma iniquidade para a tutela do Estado, que conhece as patranhas dos frades, que por omissão ou por outros compromissos não intervém.
Envolver na mesma trama amoral as Irmãs Hospitaleiras do Sagrado Coração de Jesus é uma brutal injúria ou um outro crime brutal; para quem faz da hospitalidade uma séria entrega consagração religiosa o caminho do céu, no espaço temporal dos homens, descapacitados e os mais pobres dos tempos que correm.
Fatebenefratelli,
frei João Cidade, oh
Lisboa, 6 de Setembro de 2010
120 Comentários
Desculpe, o formulário de comentários está fechado neste momento.














Quem escreveu este artigo, está muito doente psiquicamente.Não ama o seu instituto de S. joaõ de Deus.Tudo o que acima afirmou é uma ofensa grave a Deus e aos Irmãos da Ordem ,e aos colaboradores e pessoas amigas que os estimam e conhecem a sua forma honesta e transparente de vida.
Exma Srª Maria Emília Alves Mota
Quem enviou o artigo sabe muito bem o que escreveu. tem fundamento! e se houver uma análise ao pormenor, há muito mais más noticias. mas o essencial está lá!
abençoado seja quem teve tanta coragem, para enfrentar grande monstruosidade de falsos samaritanos! espero que esta atitude ajude a “limpar” muitas injustiças de várias naturezas.
É lamentavelmente mas é uma realidade!
São João de Deus merece muito mais que respeito!!!
a fundação velocipédica não vê nesta informação, retirada do blogue “diário ateísta”, mais que um grito corajoso de BASTA!…
um grito do interior de uma instituição. não de qualquer doente do foro psiquiatrico ou de um inimigo da ICAR.
o comportamento da hierarquia da ICAR é que nos parece pouco recomendável ao tentar branquear estas situações.
PARECE CLARAMENTE UM GRITO DE ALERTA. E UM GRITO COLECTIVO. ESPERO SINCERAMENTE QUE AS AUTORIDADES COMPETENTES DÊEM OUVIDOS A ESSE GRITO, E NÃO BRANQUEIEM MAIS ESTA SITUAÇÃO, OU SITUAÇÕES. É TEMPO DE JUSTIÇA.
É pena que ainda gentalha por aí a defender CRIMINOSOS, não há desculpas para um criminoso. O P. Álvaro Lavarinhas e o Irmão Adelino Manteigas, deviam estar na prisão. Mas os Bispos não tem os «principios no sitiio» e fazem de conta que o Casamento dos Gays, do crontolo da natalidade é para os anjos, mas essa malta anda por aí a fazer o quer e como quer.
Há crimes, todos os bipos o sabem. Há corrupção e todos a conhecem, mas os Irmãos tem sido afastados por gentalha que rouba em comissões acima dos 30%. Já agora porque é que o Victor Cotovio e Margarida Cordo que afirmam em públiclo que os ditos são inocentes, em privado anunciam o oposto. Não é uma coisa de Deus, mas são as armas do diabo.
Não misturem a relegião do povo, com crimes ou com lavagens de dinheiro. Eu conheço os Irmãos e sei o muito o que eles tem sofrido com essa gente.
Maria do Carmo de Oliveira e Carmo
Toda a gente conhece os pecados da Igreja. Por, tem a sua teoria que apresenta o Caminho, mas por outro lado, acolhe pessoas que pelos seus pecados nos fazem desacreditar e, muitas vezes, desistir de percorrer esse caminho. Apesar de todo o pecado da Igreja, este artigo cheira a vingança para com o instituto dos irmãos de S.João de Deus. Aqui são feitas afirmações que deveriam ser feitas em tribunal e devidamente provadas, pois também eu sei levantar polémicas e “mandar bitaites”. Estão aqui divulgados nomes de pessoas que poderão ser inocentes, por isso era bom que quem os refere se identifica-se para depois poder assumir as devidas consequencias.
Quanto á ordem dos irmãos de S. João de Deus, quer sejamos crentes quer não, temos de admitir que á pessoas que se escondem atras da religião para com os seus crimes negar a própria Divindade como a Humanidade. Por outro lado, muitos de forma gratuita doam a sua vida num serviço constante aos doentes e não merecem levarem com “os fantasmas” causados pelas afirmações feitas aqui, mais uma vez, sem estarem devidamente comprovadas…
Com todo o respeito,
Francisco Martins
“A mentira roda meio mundo antes da verdade ter tido tempo de colocar as calças.” (Winston Churchill)
nota: como poderá verificar, este documento, não é um texto de opinião jornalística. o documento que publicamos foi dado a conhecer a várias entidades responsáveis e à comunicação social.
e, como verificará o francisco martins, se ler com mais atenção, vem assinado por um religioso da ordem…
o texto que ora comenta não é da nossa responsabilidade e tão pouco da responsabilidade do blogue de onde tomamos a liberdade de copiar.
logo: se as acusações são falsas (se é mentira) os responsáveis são os signatários. não nós.
Pecados é pouco, maior será a vingança de pessoas sem «créditos» e que dão apoio a criminosos. Se há duvidas, o Ministério Público deve investigar. Ou será que alguém tem medo? Quem tem medo são os Irmãos que são humilhados por uma minoria com tendências sexuais desviantes, ou os melros que roubam e abusam dos inocentes? Eu trabalho na Casa de Saúde do Telhal e toda a gente conhece os factos, comenta-os e vive na angustia das afirmações de um dos monstros indicados “em tribunal a palavra de doente mental não tem validade”. Afinal quem tem medo? Conhemos e vemos a forma como os Irmãos foram afastados dos doentes. Conhecemos a forma com os Irmãos foram afastados dos lugares de poder por gente sem escrupulos. Sabemos e vimos os sofrimento dos Irmãos que foram obrigados a irem viver para uma casa / HOTEL imposta por gente sem escrupulos. Testemunhamos dia a dia a maneira como os irmãos são ignorados, mal tratados, difamados só porque esperam dos mais novos outras formas de estar na Igreja e no mundo. Assistimos dia a dia a mortre do Irmãos de S. João de Deus e ao aparecimento de uma plebe de aves rapinas que nas costas dos Irmãos AFIRMAM: «os frades são todos paneleiros», mas estes são os amigos da minoria e os Irmãos mais velhos ou mais incapacitados «são loucos e todos doentes». Afinal quem é que tem medo? Não é verdade que gastaram 5 milhões de Euros numa Obra de 1.5 de Euros? Se é mentira porque é que não publicam o relatório da auditoria que foi ao Capitulo Provincial? Quem mente?
A Igreja não pode ter no seu espaço de manobra gentalha que diz bem da Institição quando recebe 7 ou 10 mil euros por mês ou que diz mal quando vê o taxo a figir de baixo dos pés? Porque não publicam a declaração de rendimentos do Vitor Cotovio, da Margarida Cordo ou da Margarida Neto? A que titulo está uma funcionária de um banco a gerir a nossa casa? Não há Irmãos na Casa? Só temos um Irmão na Ordem com dotes de Gestão? Sejam sérios, nós estamos lá vemos, ouvimos e estamos fartos, de tanta injustiça para com a igreja, a ordem e para com os Irmãos. Agora vem os jornalistas, os comunas defender o quê? Então se estão de boa fé publiquem os relatórios e digam quanto ganham ou quantos trabalhos são pagos na Ordem. Aqui não é uma questão de Instituto ou anti Instituto. É uma questão de crimes, que os médicos delataram ou sejam os mesmos que dizem que os frades são todos paneleiros na ARS, na Segurança Social ou nos corredores da sede da Ordem.
A vingança pode ser crime, mas a omissão “por defesa” a um alto salário é um roubo ao património dos pobres. Basta ir ao pavilhão de S. Rafael ou aos outros e ver a diferênça entre a comida dos nossos utentes, colaboradores, dos médicos e a da mansão dos frades. Quem mente? Aos jornalistas que estão a silênciar este caso só lhes é pedido que vão e vejam, depois digam só o que viram.
Louvo os Irmãos que tiveram coragem, contra ventos e marés, de denunciar o que no último Capitulo Provincial já foi dito. Por acaso nós fomos nós colaboradores e Irmãos que denunciamos as saídas de um dos padres para Portalegre? Por acaso os Irmãos não deram a cara, não escreveram e não enviaram uma carta para Roma? Aqui quem é que não quer dar a cara? Os Criminosos e o Provincial que nem falar ou escrever uma carta sabe. Os Colaboradores «aguentam tudo» de dia e de noite, quando os ditos Dotores, os dos grandes salários e os outos das comissões das obras, vão para as jantaradas em Sintra, para as Docas ou para Portalegre.
Cuidado, nós e os Irmãos do Telhal dissemos TUDO no tempo e no lugar próprio, agora não desviem para disfarçar mais uma de uma Igreja decadente e de uma Ordem morribunda. António Júlio
Dra. X, a senhora conhece bem a realidade, porque está lá no Telhal. Os médicos não podem dizer nos «corredores» que os frades são todos paneleiros e depois defender criminosos.
Pedofilia, pedrastia ou abuso de doentes é crime, para os outros ou não o será para para os médicos que recebem vários salários, que recebem dinheiro da privada nas casas da ordem ou que recebem comissões para fazer outros favores. Vamos por partes:
- O que é pemitido a nós Irmãos fazer no Telhal?
- Qual é a nossa missão vocacional?
- A Sra. Dra. irá à Missa, embora isso não seja o mais importante se está a defender CRIMES. Então o que move a Dra. a defender um grupo que diz mal de nós Irmãos, que afronta a Igreja e que defende o aborto?
- A Sr. Dra. é muito bem falante, mas passa por lá umas horas enquanto os seus colaboradores e nós Irmãos passam por lá horas, dias e meses sem fim.
- Como podemos ver pelo seu estado médico, a Sra. sofre de demencia. Então a Sra. não viu erguer um museu de 1,5 de euros que teve um desvio de 3.5 de euros? Para onde foi esse dinheiro? É ético e «psicológico» OBRIGAR os Irmãos da nossa comunidade a mudar para um espaço que toda a comunidade recusava por ser excesso para a nossa vida hospitaleira?
- A Sra. Dra. que fala muito bem e que publica livros, acha correcto as imoralidades que acontecem na casa? Percebemos que veja com preocupação a manutenção do seu lugar de trabalho. Mas não vemos nenhuma preocupação com os doentes que a Sra. Dra., os seus colegas, os colaboradores e pessoal técnico vê partir para as orgias de Portalegre? Mas não foram os senhores a fazer a alerta aos Irmãos? Por acaso esta comunidade não fez o que deveria ter feito no local próprio e com quem de direito?
- Isto não é um problema de releigião, de Deus ou de anti religioso, isto é, sim, um problema de tribunal, de prisão, de ética para alguém que prepara um tratado doutoral de ética.
- Entedendemos as suas preocupações na manutenção do seu lugar de trabalho, mas também não percebemos que a Sra. Dra. tenha dispensado todos os Irmãos de um simples trabalho de enfermagem.
- A Sra. Dra. não está preocupada em passar atestados de demencia aos Irmãos, mas sim em manter um salário que nem o presidente da Camara de Sintra tem. Essa é a questão.
- A Sra. Dra. que dá lições de moral, de ética e de psicologia concorda com os desvios de dinheiro que deveriam estar e ser todos aplicados nas Unidades de S. Lazaro ou S. Rafael?
- A Sra. Dra. concorda que um colega seu receba mais de 10 mil euros repartidos em salários de várias casas?
- Já agora o que opina das obras do cavalheiro que diz que é arquitecto, que não é, mas que dá todos os trabalhos à familia, aos amigos a gabinetes caros? Então isto é uma patologia, é religião ou alguém que está perturbado por «ousar defender» o património dos pobres?
Sra. Dra. nós estamos cá há 50 anos, passamos alguma fome, trabalhamos muito, mas a Sra. Dra. não nos dá lições de moral ou de religião. Essa pode da-la aos seus colegas que vivem com uns e com outros, que difamam a Igreja no seu sagrado, mas defendem os criminosos. Afinal quem está doente?
Nós chegamos aos limites, vocês vivem sem limites.
Saudações hospitaleiras, Ir. Manuel
Caro Xico,
É normal que numa Obra centenária tenha os seus problemas. Quem os não têm? Porém não é normal darem-nos lições de ética e boas maneiras. Somos rudes, não sabemos escrever e não temos outros dotes de oratória literária que V.ª Ex.ª têm, mas não somos patetas. Defendemos mais do que DIREITOS, valores e principios esses que o Sr. recusa aceitar.
A maioria dos nossos Irmãos tem mais de 40 anos de vida religiosa. Fizemos coisas boas e outras menos boas, mas penso que crimes não temos memória como tudo o que vai acontecendo nos últimos anos.
A partir de 1985 começamos a ver, com persistência, coisas muito raras nas nossas casas. Escrevemos e falamos com quem de direito. Não fomos escutados; fomos colocados de parte por pessoas de 25 e pouco mais sem a minima formação humanista, porque a religiosa essa nunca a vão receber. Estamos 24 sobre 24 horas as serviço dos utentes das nossas casas, esses mestres estão umas horas com salários entre os 4 a 10 mil euros.
Denunciamos os crimes, os erros e a vida irregular dos nossos, a quem de direito. O que fizeram? Escutamos de vários bispos «os Irmãos estão muito em baixo, estão muito cansados; tirem umas férias, vão ao médico, tomem uns calmantes, façam um bom retiro e rezem mais». Isto é o quê?
Os superiores da Ordem andam com carros topo de gama, com roupa de marca, cremes e perfumes franceses, jantam nas docas, no bairro alto ou nos melhores restaurantes de Lisboa, Cascais ou de Sintra. Sim, este é modelo de pobreza defendido pelo Sr. Xico. Mas não foi este o voto que nos obrigamos a cumprir nos votos solenes e públicos.
O Sr. Xico vai pelo moralismo de palavras de compaixão, mas é omisso a denuncia dos crimes que os médicos, técnicos de saúde e colaboradores apresentaram aos Irmãos. O moralismo é o caminho mais facil perante o abismo e diante de monstros. Porque não solicita uma visia à nossa Casa de Saúde do Telhal, para ver Unidade por Unidade, acabando por almoçar ou jantar connosco na Mnsão Conventual?
Sejamos sérios, mais pragmáticos e não confundamos moral, com os moralismos balofos do século passado. Sabe que tivemos uma equipa de médicos que fizeram uma exposição por escrito ao Ministério da Saúde? Sabe que tivemos um grupo de colaboradores do norte que fizeram uma exposição a Belém e à Segurança Social? Sabe que tivemos 22 enfermeiros que levaram a Ordem a TRIBUNAL e ganharam a causa, mas depois tivemos que pagar uma fortuna para eles se calarem e irem para a rua?
Quem é que não está a dar a cara?
- Os médicos e os frades que abafam os crimes?
- Os funcionários que recebem salários amorais e precentagens imorais, acima dos 20%?
- O que fazer quando uma auditoria externa da Ordem vai a capitulo, no verão passado, afirmando tudo e tudo muito claro, mas depois tudo fica na mesma?
- O que fazer quando um grupo de pessoas na sede da Ordem não tem o minimo de formação clássica ou humanista, porque a religiosa rejeitam, mas os salários são tão elevados, que nem os altos quadros da função pública tem igual.
Percebemos, que esteja a defender algo ou alguém, mas os Irmãos de S. João de Deus, vão continuar a sua missão. Ir. Manuel
Foram audases os Irmãos que tiveram a coragem de dizer basta. Esse cavalheiro não sabe distinguir perseguição religiosa fora da igreja e inquisição canónica na clausura. A unica pessoa séria na Ordem de S. João de Deus, no momento em que levantou a voz foi apelidada de doente, de estar a delirar ou demente mental. Esse Irmão renunciou voluntáriamente a todos os cargos que detinha. Foi dado por louco, velho e forreta. Agora está de lado e de lado quer morrer.
S. João de Deus, merece mais respeito nos conceitos de verdade, que alguns, pretendem chamar a si. Não há verdades absolutas, mas também não há uma moral relativa.
Os melhores médicos de Montemor-o-Novo falaram, escrveram e tomaram partido nas estancias próprias; os melhores foram-se embora, os enfermeiros mais qualificados não querem ficar; a Ordem perdeu credibilidade na Cidade e junto das Entidades públicas e a Igreja local soube estar no seu lugar e tomou medidas, escutou os técnicos e mandou diversas mensagens.
Quando uma minoria quer impor uma vontade ou opções paralelas à margem da Igreja divaga e chama-lhe de calúnia ou má fé.
Mas os Irmãos têm sido vitimas de gente sem nivél moral, humano e mesmo técnico. O Hospital teve dois excelentes Admnistradores Externos, mas como não pactuavam com os esquemas paralelos de poder e de outras coisas sairam pelo próprio pé. A isso podemos chamar imoral ou calúnia?
Coragem Irmãos do Telhal, pois eu louvo-vos a audácia de uma coragem que vai ter outras persiguições, humilhações ou até exclusões esse é o preço da nossa consagração religiosa. Irmãs Hospitaleiras
Caro Irmão,
eu não estou defendendo ninguém, pois nunca tive contacto com nenhum membro da ordem, apenas conheço doentes que falam do bom trabalho de alguns irmãos.
A minha revolta está no facto de envolver não o criminoso A, B ou C, mas por “meter tudo no mesmo saco”. Eu não sou ninguém para falar, não sou um sr., como o Irmão referiu, sou um “puto” de 17 anos que viu esta carta e não achei correcto. Se existem crimes é lutar para que esses criminosos paguem por os terem cometido, de acordo com a lei.
A minha revolta vem de “meter ao barulho” a “Ordem”. Quero que compreenda que:
- Divulgar o nome de vítimas não me parece muito moral e penso também que a lei vai na mesma opinião (até a terra para não restar dúvidas!);
-Depois, ao pesquisar na lista dos Irmãos, não encontrei nenhum Frei João Cidade;
Quero que percebam que apenas esta não é a melhor forma de denunciar os crimes, compreendo que não seja fácil, mas continuo a partilhar a opinião de que também poderão haver nomes envolvidos e que se encontram inocentes…
Força com o processo, lutem pela justiça a ver se a religião ganha credibilidade, mas com respeito pela pessoa humana!
Caro Xico,
A sua respeosta é sensata, mas carece de outros fundamentos. A Igreja sempre abafou os seus sem respeito pelos direitos da pessoa humana. Sim, no passado os Irmãos tiveram uma missão nobre, hoje os Irmãos foram todos colocados à margem por pessoas sem fé, isso não é o essencial, por pessoas sem escrupulos e muito menos por gente sem valores superiores.
A Ordem é secular, vive no tempo e tem os seus próprios problemas, mas o ISJD é uma Instituição que já saíu das mãos da Ordem, dos Irmãos e, particularmente, da Igreja. Somos pessoas plurais, mas entregar uma Obra a grupos de caractér secreto da maçonaria ou da Igreja não está na base do nosso carisma.
O que tem levado os Irmãos a este grito de desespero é que ninguém nos escuta. São muitos os abusados, mas que tem que FICAR calados se não vão para a rua e mais ninguém os aceita. Muitos não são visitados pelos seus pais ou Irmãos. Muitos não tem mais referências familiares ou sociais. Se é crime o abuso sexual de menores, maior crime é abusar de inocentes que nem em Tribunal a sua palavra faz Justiça.
Não podemos mais. Os Superiores da Ordem estão mais preocupados em manter casas, do quem preceber os factos que podem levar a uma redução drástica de 9 Centros para 2 ou 3, porque não temos Irmãos nas Casas e o trabalho / testemunho está a dar não é o melhor. Mas isso que a Igreja e a Ordem espera de Nós? Não!
Se não temos vocações, com vocação, aceitamos que saiam e façam a sua vida livremente, como querem e como entenderem melhor. Mas por favor não misturem a Ordem de S. João de Deus, com o Instituto que é uma Instituição que terá os dias contados, pela anarquia, erros e amoralidades de todas as ordens. Irmão Manuel
Coragem, coragem, coragem!…
São as únicas palavras que eu encontro para cumprimentar os Irmãos de S. João de Deus. Foram várias, as vezes, que falamos deste tema com os Irmãos e com um «único» médico sério naquela casa, afastado das decisões por não pactuar com os criminosos.
Coragem, coragem, coragem, porque agora vão ter que enfrentar o Vitor Cotovio, a Margarida Neto, o Castelo Branco e os psicopatas dos abusadores de inocentes. Sempre admirei os Irmãos, mas agora passei a admirar muito mais, com este grito de coragem. Não é uma revolta contra a Ordem é uma revolta da boa consciência, que alguns moralistas já perderam.
Quão nobre é o grito de quem brada no deserto num momento de sombras, onde o mal é moral e onde o crime é a Ética dos bons costumes. Escutei, muitas vezes, as preocupações das Irmãs Hospitaleiras, que estavam a ser “gravemente penalizadas” nas entidades do Estado, por esses Irmãos a quem chamam «as nossas sobrinhas cabras».
Quanta vezes escutamos da boca do Dr. Videira, ex Irmão e médico ortopedista, que a limpeza teria que ser feita um dia. Será desta? Nas consultas, no atendimento dos familiares vimos tantos rostos feridos, vozes silênciadas e corações partidos de tantos pais que tinham que “aceitar” a cruz da humilhação da não denúncia, por não haver outras alternativas mais crediveis.
Quantas vezes fui abordado por Irmãos a chorar, porque não podiam fazer mais nada? Quantas vezes escutamos Clinicos do Telhal denunciando em reuniões, públicas, nas estancias de poder, no Estado, que os «frades são todos gays»? Quantas vezes escutamos estes mesmos membros da Comissão de Ética a exigir mais dinheiro, porque eles são os modelos, os Irmãos já não tem nada para dar? No mes de Julho escutava um Irmão, ferido e afastado do ISJD, que me contava que no Pré – Capitulo Provincial um dos mesmos médicos afirmava “a Ordem tem mais vida para além dos Irmãos; Eles não fazem cá falta”.
É o máximo no seu ridiculo!
Caros Irmãos do Telhal, coragem, coragem porque a Ordem e os Bispos vão-vos castigar pela grandeza do vosso grito, que já brada no deserto desde 1990. Coragem!
Fernando Horta e Costa
Acho lamentavel esta campanha anti – irmãos que se está a promover neste Blog. Conheço bem os Irmãos e sei que são incapazes de actos aqui relatados.
Não conheço pessoa mais seria que o Irmão Padre José Torres: provoca atritos com muita gente pela sua seriedade e espontaniedade e por se bater pelos valores em que acredita. Assim é também o Frei Alberto Mendes. Ileterado deve ser quem escreveu este texto. Que prove as acusações que sem provas não passam de boatos.
Lembro a ajuda espritual que eles assistem a tantos jovens que muitas vezes andam desorientados.
Não confundam irmãos com a teia venenosa que quer subir na vida graças a sua forma leal de estar na vida.
Ja agora quem é o Ir. João Cidade? Não conheço nenhum irmão com esse nome a não ser S.João de Deus.
Tenham vergonha e não maltratem pessoas serias e honestas como os Irmãos.
Para mim isto não passa de boatos.
Caro P. Torres,
É pena que tenhas chegado aqui por estes meios. Mas a opção foi tua há 6, quando alinhas-te com aqueles que no passado combates-te.
Vou lembra-te:
- Quem fez o auto canónico, “de baixo e sem nivel” ao teu amigo Irmão Luís Vieira? Não foste tu mais o teu amigo Provincial?
- Quem denúciou crimes, roubos e os bares de alterne, por onde andava o Luís Vieira, não foste tu?
- Quem foi o «responsavél» moral pelo despedimento «sem justa causa» em Barcelos e Vilar de Frades não foste tu, mais os teus amigos Luís Daniel e o Provincial?
- Quem comprou os cavalos foram os Irmãos do sul?
- Quem gastou os € 5 milhões no no Palácio – Museu do Telhal, não foram os teus amigos Castelo Branco e o Provincial? Não ficou claro no último Capitulo Provincial que fizeram desvios de dinheiro em mais € 3.5 millhões? O que é o que o teu amigo fez ao Castelo Branco? Nada e tudo vai ficar na mesma até que o pulha leve os 10 milhões que ainda estão nos 2 Bancos…
- Quem é o responsavél pela Unidade de Cuidados Continuados, da GELFA, não és tu, o Luís Daniel e o Provincial?
- Não foste tu, quando da visita Canónica do Padre Geral Pascoal Piles, que tiveste medo de ser apertado…, e fugiste? Não falaste e andas-te a “espreitar” pelos corredores do Claustro da Casa, como uma alcoviteira.
- Não foste tu o “estratega pollitico” das eleições do Provincial, que não sabe escrever e muito menos falar?
- Não és tu mais o criminoso do Álvaro Lavarinhas que escreves as cartas, documentos, os linchamentos aos Irmãos?
- Não foste tu que te “incompatibilizas-te” com os Irmãos, colaboradores, médicos e padres de Braga?
- Não foste tu, mais o Mário Ávila, o Carlos Rodrigues, o P. Álvaro, o Castelo Branco e o Provincial que mandaram controlar os e-mails do P. Aires, do Irmão Canês e do Jorge Dias? Quem vos deu essa liberdade?
- O Superior Geral mandatou que fizessem tudo aquilo que nem o KGB faz aos seus?
Não, P. Torres, tu não és parte da solução, mas sim tu és um dos membros responsaveis pela babilónia que nos querem impor na Ordem. O ISJD não é uma Obra de Deus, é uma obra gerida por gente da tua espécie.
Como é que tu explicas aos Irmãos que tenhas feito um processo de Inquisição ao Luís Vieira e agora sejas tu mesmo, para «dividir e reinar», que fizes-te nomear o mesmo Luís Vireira, que fundamentavas a sua saída, apelando ao Geral e à Congregação dos Religiosos?
Olha lá Torres, já andas-te no cavalo do Provincial ou preferes o Cavalo do Luís Daniel?
Saudações Hospitaleiras,
Ir. Augusto
Respondendo ao Irmão Augusto e ao José P. Torrees
Como técnica de informação estou a gostar da lavagem da roupa suja do convento, na praça pública, mas como cristã Lusitana estou achar este diálogo infame. Já todos percebemos que há matéria grave de informação, mas também já percebemos que os caminhos andados pelos ditos Irmãos de S. de Deus, tem muito pouco de católico.
Não percebemos, ainda, o que opinam os bispos da Igreja deles?
Mas também não percebemos porque é que o Ministério Público não manda fazer uma averiguação?
Pelas diversas mensagens, percebemos que os abusos são a parte menor do conflito, mas que o grosso está na fuga de capitais ou em gestão danosa.
Pergunto. Quem paga estas obras é a ARS, a Segurança Social e/ou acordos de cooperação do Estado?
Como Anglicana tudo é discutido na Assembleia Sinodal e o Sino é soberano. Nestes casos os vossos bispos não vos podem fechar numa casa a pão e agua, sem televisão e telemóveis a fazer um deserto 40 dias e 40 noites para acabarem com esses escândalos?
Sei, que um dos meus tios trabalha com o Gabinete da nossa Família nas casas da Ordem e o que ele nos comenta é que na Ordem é tudo menos cristão, para não falar de nebuloso. Mas este é caminho jancenista que Igreja Católica acolheu no século XIX.
Como luterana sinto repulsa por tudo o que é mencionado, até porque essa informação me confirmada por um ex Padre da Ordem que serenamente saiu da Ordem, por não estar em conformidade com tudo. E para finalizar, como pode uma IPSS que vive de acordos de cooperação do Estado viver sem sindicâncias do Estado ou uma visita surpresa da Inspecção geral de Finanças?
Como jornalista regional e conhecendo muitos dos factos das três casas do norte, os bispos, a ARS, a Segurança Social o Poder Temporal do Papa não age em conformidade com outros compromissos ocultos? Concluindo, com perplexidade, o Banco de Portugal, a Inspecção Geral dos Impostos, ainda não fizeram um controlo as depósitos do Castelo Branco, dos prestadores de serviços de Fátima que já denunciaram, segundo fontes do Jornal, com medo de pesadas penalizações e coimas ficais.
As coisas do Convento, comentam-se à porta fechada, durante 20, 30 ou 50 dias até todos os Irmãos tiverem chegado a um compromisso comum.
Isto não é cristianismo, nem serviço aos pobres ou uma opção preferencial pelos pobres, apresentada em PUEBLA, mas a manutenção de esquemas desviantes que a Igreja Católica defende sem convicção, mas que os seus praticam como mudus vivendo, numa sociedade em busca de Valores.
Os 40 dias a pão e agua, sem aquecimento e sem puderem cominicar entre si, pode ajuda-los a perceberem a ruiquesa da sua vocação.
A Igreja Moralista, milenar sem «discurso» já não fascina os Jovens e não é por acaso que vemos o aparecimento de novas seitas e o crescimento da Igreja Lusitana e da Comunidade Ismaeli.
A Igreja não percebe que entrou numa saída sem ruptura: ou eles ou nós!?
Mas também dou graças a Deus por esta purificação que ainda vai no adro.
Sandra Sá Couto
este debate parece-nos interessante(issimo) – ainda que sejamos ateus… este tipo de intervenção agrada-nos, sinceramente. continuem. estejam à vontade…!
a fundação velocipédica estará sempre de braços abertos
Estou a gostar da festa hahahahahahahahah
O P. Torres está furioso porque que os Irmãos, que tramaram isto, não lhe deram o devido tempo de antena. Hahahahah
O Irmão Augusto não mencionou, aquando da eleição do Zé Paulo, que todos os padres rodaram pelas diversas comunidades, mas só o P. Torres é que não deixou a Unidade de Barcelos.
O P. Torres, tb. se esqueceu de dizer que é o responsavél pela farmácia da Casa sem a devida formação técnica e que colocou lá o preto, que é de um dos Presidentes da Junta de Barcelos como o seu secretário, para lhe escrver os e-mails, atender os telefones e fazer os recados. O P. Torres tb. não menciona que vestiu a Alba branca ao Presidente da Junta, todos os Domingos, para lhe dar o «estatuto popular» que ele mesmo não têm. Um faz campanha eleitoral junto do padre e o outro ganha influência na Cidade. Hahahahahahahahahahah
No comentário do P. Torres ele não menciona o P. Lavadinhas ou o Irmão Manteiguinhas? Porquê? Será porque tem o cu entalado? Ou já os dá como casos perdidos do Ministério Público? Hahahahahahahah
Mas o P. Torres, tb. não menciona porque é que fez a vida num verdadeiro inferno ao ex Irmão José António, ou ex Irmão P. Mário Abel e ao ex Irmão P. José Machado? O P. Torres, é um legalista nato, não diz uma palavra sobre o Lavadinhas ou o Manteiguinhas. Será porque já os dá como casos de prisão? Mas o P. Torres, tb. não menciona porque razão é que «as putas das vossas sobrinhas» (é como designam as Irmãs Hospitaleiras) não querem mais nada com os frades.
O P. Torres tem razão, os frades não o reconheceram como a vedeta pricinpal desta comédia grega, mas tb. é verdade que tem as suas razões.
O P. Torres têm das suas!
Pois mal chega ao refeitório rapina as melhores bananas, fruta, bolos os queijos e a melhor comida, para levar para o quatro, para comer ao lanche ou no dia seguinte. Comilão e guloso não é um pecado? Ou será que o P. Torres vai a Fátima fazer a sua comfissão ao seu “préferé” P. Aires Gameiro, agora no desterro, até que o Irmão Joaquim Ramos, o ignorante, seja ordenado padre.
Como o P. Torres é um defensor do seu Zé Augusto, que tem feito das suas, como Provincial, e está um pouco despeitado com os Cavalos; mas tb. não quer opinar sobre o Gonçalinho Castelo Branco que, sabe bem, recebe comissões entre 15 a 20% por cada trabalho.
Mas não falemos de coisas tristes, porque o Provincial até colocou como Superior de Barcelos o cego do velho Matias que não vê nada, os outros já foram passar no Natal no cemitério e os que restam, um estar num quatro, na enfarmaria para ter doentes mais à mão, e os outros estão dados como «incapazes» para a missão.
É a equipa maravilha no seu melhor, como afirmava o seu “préferé” Irmão Luís Vireira, está boa e recomenda-se. Hahahahahahahah
Como dizem aí no minho cá se fazem e cá se pagam e Deus não dorme Hahahahahahah
Então P. Torres, o Irmão está a ficar um pouco esquecido…, porque razão é que os «últimos» Postulantes sairam do Postulantado? Não foi por causa do P. Lavadinhas, dos seus “sexuais convites” para Portalegre ou para a sagrada sacristia? Na Sacristia, porque lá não se escutam os gemidos das orgias ou das pancadas sádicas do monstro.
Veja lá o P. Torres, você tem que tomar uns calmantes e umas ampolas de SAGENOR 5 Forte, sabe porquê? Como é que se esqueceu da amante do Luís Daniel, do filho dele e das malandrices que ele fez por aí, em Barcelos? Não foi o P. Torres mais o Provincial e o Carlos Rodrigues que viram e mandaram pedir todos os e-mails do Daniel e da Gabriela?
O P. Torres está a ficar um pouco cansado, agora percebo a sua zanga psicótica. Porque P. Torres mais o P. Aires andavam muito preocupados com a 3.ª parte do 3.º Segredo de Fátima e, de castigo e por malandragem, o P. Torres, o Gonçalinho e o SEU Zé Augusto mandaram de quarententa o Aires Gameiro de “Parte a Loiça”, para Fátima para estudar a teolgia fatimita.
Esqueceu!? Hahahahahahahah
Cuide-se e não faça mais uma nova tentativa de suicidio, peça a sua amiga Margarida Cordo para ela lhe dar umas vitaminas para os espirito. Deixe lá o Aires cumpir o seu castigo no degredo e peça o Raminhos para Capelão de Vilar de Frades para deixar o Luís Daniel andar a cavalo ou a galar as mulheres alheias.
Mas não há por aí homens há moda antiga que partam os cornos a esse sem vergonha?
E por último e porque o P. Torres está muito esquecido, mas com umas vitaminas de NEBIDO 5000 vai ajuda-lo a relebrar as suas falhas de memória. Recorda-se quando da escolha da empresa de restauração para S. João de Deus e S. José de Vilar, foi o P. Torres, mais o seu Zé Augusto que “impuseram” a empresa do patrão do seu Luís Daniel. Já esqueceu? Mas isso vai lá com o NEBIDO, peça ao preto do Presidente da Junta que o vá comprar há Cidade. Hahahahahahah
Saudações hospitaleiras
Valter, o velho amigo do Telhal
A minha alma está estupefacta diante de tanto miséria humana!
Como Irmã Hospitaleira ou como sobrinha dos ditos frades eu não me sinto ofendida, porque sempre soubemos do desprezo dos nossos tios / Irmãos. Como consagrada da mesma família religiosa não tenho nada em comum com essa Ordem Religiosa ou com os seus colaboradores, que a nós Irmãs Hospitaleiras, nunca nos enganaram.
É com dor, mágoa e tristeza que assistimos a este lavar da roupa suja nas homilias dos nossos Irmãos sacerdotes, nos e-mails para as nossas Irmãs, nas conversas com os nossos técnicos ou colaboradores.
Depois de um Capitulo Provincial algo vai muito mal na Ordem de S. João de Deus.
No entanto, perplexa e confusa perante coisas tão complexas, denúncias tão graves o Superior Geral deveria suspender todos os ofícios canónicos e nomear um Refundador ou um Restaurador como o nosso pai e Irmão S. Bento Menni.
Sabemos que as coisas com os Irmãos de S. João de Deus foram longe de mais e não prevemos, com muito sofrimento eclesial, que os factos fiquem por aqui.
Que Deus vos ajude, ilumine e vos dê o bom senso que vos tem faltado nos últimos.
S. João de Deus, a Igreja Católica e as Irmãs Hospitaleiras não merecem esta humilhação tão rude.
Irmã Maria, ihcj
cara Sandra Sá Couto, para uma jornalista este discurso fica – lhe muito mal …
Eu também pertenço a uma congregação, e estou também numa instituição.
Sei que nem sempre as coisas correm tão bem quanto nós gostaríamos, ou achamos que deveria ser.
Mas daí, até andar (a lavar a roupa suja fora de casa), é no mínimo falta de senso comum. É este o meu parecer.
Rezo por uns e por outros, pois pelo que me foi dado enchergar por este blog, uns estão mal num aspecto e outros perderam o verdadeiro sentido de família e de privacidade. Não podemos chamar e esta Ordem Religiosa uma Obra de Deus, porque vemos o poder das trevas na sua calda serpentina.
A denúncia sem caridade é grave, mas o crime com inocentes não tem discrição e não é aceitavél junto dos homens e diante de Deus.
Os Irmãos não tem um Superior Geral a quem apelar, sem o terem que fazer nos blogs?
Não sei qual é o mais grave, nem qual o mais prejudicial à Igreja de Jesus Cristo.
Fraternalmente me despeço
Irmã Matilde
Só faltava mais esta para nos fazer recordar o sofrimento de tantos anos de humilhações. Sou viúva, mãe de três filhos, de uma familía modesta, tenho 75 anos e tenho o meu Irmão mais velho internado no Hospital do Telhal.
Durante alguns anos não percebemos a revolta do meu Irmão, porque é quando tinha que regressar das suas férias, ao Telhal, ele ficava nervoso, ansioso e muito revoltado. Depois da morte do meu marido eu não tinha mais condições reais para o manter em minha casa e os meus Irmãos e Cunhados, também não. Mas o peso pesava na minha consciência e a impossibilidade era real. Um dia meia a chorar, meia furiosa tive que apertar o meu Irmão, com o meu filho mais velho.
O que é que tu não gostas no Hospital?
“Mana, eles batem-me e obrigam-me a fazer coisas que eu aprendi que eram contra a natureza humana”.
Que coisas?
«Os frades obrigam-nos “a penetrar o pénis no cu deles” e depois ainda nos batem se nós não o conseguirmos fazer outras vezes. Mas os remédios não ajudam. Eu já falei com a médica, mas ela ainda me tratou mal!»
Perante esta declaração fiquei ainda mais angustiada, perdida e sem saber o que fazer. Falei com um outro médico, de Montemor-o-Novo, mas tudo ficou na mesma.
Mas a minha idade e a minha frágilidade não me permitem a mim e aos meus Irmãos, também mais velhos do que eu. Nos lares da nossa terra não o aceitam. Eu, os manos, os meus sobrinhos e os meus filhos entregamos o nosso Irmão, entre lágrimas, a esses monstros. Um dia numa visita pastoral falei com o Bispo da nossa Região Pastoral, mas o Senhor Bispo disse-me que não podia fazer nada.
Mas esse Padre continua a celebrar Missas, Casamentos a Baptimos. Há dias, nas férias, um amigo da minha filha, falou-nos que conhecia esse Senhor da Comunidade do Verbum Dei de Lisboa – Campo Grande, em Lisboa. Fiquei pasmada e muito mais revoltada pela anarquia e a cúmplicidade da nossa Igreja. Ainda pensei escrever ao P. Vitor F. Pinto, mas logo o nosso Prior me desmotivou a faze-lo, porque ía ficar tudo na mesma ou aínda pior, porque é vingativo e muito agressivo.
Como católica não posso aceitar, revolta-me o beco sem saída, que a Igreja, por comodidade aceitou fazercom esta gente.
Mas este caminho não nos leva a Deus, mas afasta cada vez mais as gerações mais novas. Depois das descrições do meu mano os meus filhos, genro, noras e sobrinhos nunca mais foram mais à Igreja, pelas contradições dos Padres e dos Bispos.
Isto só vai mudar quando os Senhores Padres e os Senhores Bispos não tiverem mais dinheiro para pagar as contas das paróquias, dos Seminários e as outras. Então aí, eles passam a escutar as mulheres, os pobres e os leigos.
Até lá os crimes vão continuar, Maria Manuela Beja
Olá
Apesar de saber e ter conhecimento que os seres humanos são pecadores e todos pecamos…, (quem está livre de pecar que atire a primeira pedra), acho que é vergonhoso o que está aqui escrito, pois além de muitas coisas não coincidirem com a verdade, é animalesco a forma como as colocam aqui e não têm coragem de as dizerem cara a cara a quem de direito!.
Sei que a justiça já está “a caminho”, parabéns, e não sei se será a Ordem a ir para trás das grades, que não será de certeza, ou se serão todos aqueles que estão por detrás desta mafia!
Não se esqueçam que os nomes (pessoais e institucionais) utilizados aqui como autores, sem autorização, irão exigir responsabilidade aos escritores
Esperem um pouco mais e já verão… “está quase”
É UM CASO DE JUSTIÇA, DE TRIBUNAL E DE PRISÃO.
ENTRE MÉDICOS É COMENTADO, MAS O QUE É MAIS TRISTE É QUE OS MESMOS COMENTAM, FALAM E DIZEM TUDO NOS LOCAIS MENOS PRÓPRIOS…, MAS DEPOIS DEFENDEM OS CRIMINOSOS.
RECENTEMENTE NUMA REUNIÃO NA ARS DE LISBOA E VALE DO TEJO UM DESSES SENHORES, MENCIONADOS, CRITICAVA A IGREJA CATÓLICA, O PAPA E OS FRADES. MAS CONTINUA A RECEBER O QUE TODA A GENTE SABE QUE RECEBE E FAZER TRABALHOS PARALELOS, NA PRIVADA NA CASA DOS FRADES.
ISSO É O QUÊ!?
UM MÉDICO NÃO PODE FALAR PÚBLICAMENTE DA SUA ENTIDADE PATRONAL, NEM DE QUEM LHE PAGA O SEU SALÁRIO.
SE FICA CALA, É CUMPLICE, MAS NÃO FALA FORA DE CASA.
MAS SE SAÍ, NÃO DEIXA DE SER UM CLINICO?
EU PENSO QUE ESSES SENHORES ESTÃO A ESQUECER QUEM É O SEU GANHA PÃO E QUE TEM UMA OBRIGAÇÃO DE GUARDAR SEGREDO.
MAS ISSO NÃO ACONTECE, PORQUE SÃO ELES QUE DIZEM / AFIRMAM “OS FRADES SÃO UMA ORDEM RICA E QUE OS IRMÃOS TEM TODOS OPÇÕES DESVIANTES”.
AQUI A ENTIDADE PATRONAL DEVE AGIR COM RIGOR E A ORDEM DOS MÉDICOS DEVE SER MAIS RIGOROSA E DISCIPLINAR!
NÃO BASTA RECEBER, É PRECISO MERCER O SALÁRIO QUE SE RECEBE E ESTES SENHORES JÁ MOSTRARAM PÚBLICAMENTE QUE NÃO O MERECEM.
António de Oliveira e Braga
Olá amigo,
Não basta apagar os e-mails dos irmãos rebeldes, dos telefones de casa ou da abrir indevidamente as cartas dos Irmãos.
É necessário ir a tribunal, passar pelos mesmos processos dos demais, mas os meninos continuam sempre a fazer “ameaças vingativas”, para manter os lugares e receberem mais dinheiro.
Neste caso não será só a justiça civil ou lei canónica, pode haver um ajuste de contas entre a Ordem e os membros do ISJD que querem destruir os Irmãos, afastando-os da sua vocação carismática. Vamos apelar ao Vaticano e depois vemos quem vai ganhar a guerra!…
É neste ambiente de medo, de ameaças, de “caciquismo raivoso”, de chantagem permanente que vocês nos intimidam, a nós Irmãos, para continuarem a fazer o que fazem, como querem e onde querem. Isto tem que acabar um dia, nem que Ordem tenha que ser suspensa, em Portugal, como o foi no passado.
Mas desta vez vamos apelar a Congregações do Clero, dos Religiosos e da Fé e se essas ficarem silênciadas mandamos as cartas do Telhal e as demais para o Tribunal dos Direitos Humanos.
Não basta ameaçar, é preciso não ter o rabo entalado no wi-fi da Ordem e nas Unidades do Telhal.
Saudações hospitaleiras,
Mário Alexandre
Que vergonha!
Este é um dos casos em que Ministério Público deve chamar os abudadores, os abusados e todos aqueles que possam ajudar a velar pelos direitos que esse frade que faz ameacas teme.
O que é que a Justica ou a Igreja espera destes falsos samaritanos.
Duarte Rodrigues,
Casa de Saúde do Telhal
Isto é um nojo…
Quem é que nunca escutou da unidade de Sto. Agostinho e das saídas do utente as 4 horas da madrugada, em cadeiras de rodas, com o padre…
Isto é mais uma calúnia, um boato, uma chantagem ou é mais uma dos frades doentes ou inapatos para o ministério…
Mas eles podem basculhar os e-mails do P. Aires, do Ir, Vaz, do Ir. Canes e do Ir. Jorge, porque nunca será crime…
Eles podem sair a noite e levar os doentes para Portalegre ou ir buscar os doentes ao St. Agostinho, porque é ético e os doentes de psiquitria em tribunal nao valem nada.
Tenham vergonha e nao andem a meter medo aos Irmaos ou aos colaboradores.
Saudacoes hospitaleiras,
Maria Oliveira
Porcos!
O marinho está a ficar arrasca, mas nao conta das idas a África do seu amigo e dos comentários que o reverendo frade fez quando chegou e fui buscar a roupa a roparia
”entao o que é que foi fazer a África?´´
´fui levar no cu’, disse…
Porcos, sem vergonha e gente sem consciencia.
O marinho tb. se esqueceu das noitadas com os doentes de S. Agostinho e nas noitadas de Portalegre?
O marinho sabe que há uma carta escrita por todos nós, que só o raminhos é que nao assinou porque ficou arrasca, mas foi o Ramos quem o comentou diante de outros Irmaos da Provincia.
O marinho tb. nao sabe que o Padre Pascoal Piles, ex Padre Geral queria pedir a dispensa do ministério do padre. Mas o Frei Donatus Forkan e o Zé Paulo, agora de castigo em Nampula, abafaram…
Crimes?
É tudo boatos, mas pergutem as colaboradoras da lavandaria e aos Enfermeiros. Ou será que eles nao podem falar?
As criancas e os doentes de psiquiatria também sao pessoas? ou será que nao marinho?
Saudacoes hospitaleiros,
Enf. Maria,
Casa de Saúde do Telhal, Sintra
A NOSSA LUTA NÃO PARARÁ ATÉ QUE A INVESTIGAÇÃO COMECE
(Mais um e-mail divulgado em massa para as entidades competentes e nada foi feito…)
Ordem Hospitaleira de São João de Deus, entidade canónica de direito pontifício
Instituto de São João de Deus, instituição particular de utilidade
pública administrativa
Rua S. Tomás de Aquino, 20
1600-871 LISBOA
Telefone: (351) 217 213 300
Fax: (351) 217 213 370
CIPC n.º 500 927 731
O escandalo que tem vindo a assolar a OH/ISJD do santo portugues João
de Deus, vindo a publico recentemente e com clara intervenção directa
dos frades da Ordem, conta com mais pormenores sobre “gestão danosa”,
facilmente comprováveis não só a nivel judicial e criminal como
jornalístico (basta fazer uma simples investigação jornalística junto
das “pessoas certas” que os factos falam por si. A tudo referido
acresce os valores milionários pagos pelos prédiso urbanos em Viana do
Castelo e em Ponte de Lima, o que representa um exemplo claro de, no
mínimo, gestão danosa.
Factos:
- O Director Luís Sousa Fernandes foi representante da OH/ISJD nos
referidos negócios;
- A pessoa supra citada é da total confiança do Presidente/Provincial
da OH/ISJD;
- Os prédios adquiridos estavam à venda por um determinado valor;
- Os mesmos prédios, foram adquiridos por um valor bastante superior
ao que estava a ser solicitado ;
- As imobiliários envolvidas receberam comissões bastante superiores
às praticadas no mercado;
- O gabinete de arquitectura responsável pelos projectos dos referidos
prédios é da confiança pessoal do Director Luís Sousa Fernandes;
- O gabinete de arquitectura tem recebido tranches milionárias e acima
dos valores de mercado pelos projetos apresentados;
- Todos os envolvidos são do distrito de Viana do castelo e é
socialmente conhecida a sua proximidade
Conclusões:
- A OH/ISJD está a pagar um valor escandalosamente superior pelos
prédios urbanos e pelos projetos de arquitetura.
- O representante da OH/ISJD, Director Luís Sousa Fernandes, não está
a defender os interesses da instituição e é escandalosa a forma como
se vangloria em determinados “circulos” pela forma como consegue
ludibriar os freis da Ordem, referindo-se a comissões faustosas
cobradas nos negócios. O facto de ser o representante da OH para
“estes negócios”, justifica a sua constante ausência na casa de vilar
dos frades onde é o Director. Durante este período de tempo é visto a
frequentar locais socialmente criticáveis e a nível religioso
inadmissiveis (não faltam testemunhas) – a linguagem e o despreso que
revela pelos freis da OH são ofensivos.
- Como sabe que este será o seu último mandato como Director (Luis
Sousa Fernandes), e como também sabe que entre nós, o único Frei que
ainda consegue enganar é o Provincial, está a fazer com que o seu
“amigo íntimo” (Frei Jose Augusto) aprove todos as compras de
terrenos, projectos, investimentos (nos quais e apenas por acaso é o
representante da OH), com o único objectivo de “receber luvas” e
aumentar o seu património (muito bem camuflado, uma vez que este, ao
contrário do Castelo Branco possui mais neurónios que trabalham e
exibe menos sinais exteriores que riqueza).
Faça-se uma auditoria aos envolvidos e analize-se como se justifica o
valor realmente pago e onde foi parar o dinheiro das comissões
envolvidas.
Enquanto não se verificar que este escandalo está a ser realmente
investigado, os mails vão continuar e a lista dos remetentes será cada
vez maiores.
Nós, irmãos, não deixaremos que esta vergonhe continue.
Devemos isso ao nosso santo João de Deus!
Fatebenefratelli,
frei João Cidade, oh
Lisboa, 19 de Setembro de 2010
Informação relacionada:
Ver site:
http://www.ateismo.net/2010/09/07/para-memoria-futura/?utm_source=feedburner&utm_medium=twitter&utm_campaign=Feed%3A+ateismo+(Di%C3%A1rio+Ate%C3%ADsta)
e noticia do Jornal Publico Online:
http://www.publico.pt/…/ordem-catolica-investiga-acusacao-de-assedio-sexual-sobre-um-doente_1454805
Finalmente a Ordem do Santo Portugues de Granada, comeca a dar sinais de purificacao da memória “contra a vontade dos Bispos” dos Superiores de Roma e do Vaticano.
A Informacao nao passa cá para nos Jornais de Itália e de Espanha. Vai tudo para a imprensa, os Irmäos perderam o medo, porque a rezao essa está do nosso lado.
O Jornalismo portugües está feito com os criminosos, mas a imprensa é livre por outras bandas…
Nunca fomos ¨mal tratados” na história da ordem…
Só para o Jurista Nojeira da Costa, para o frei Adelino e para o Vingativo Prior Provincial é que o assédio FABRICADO – para linchamento público, é CRIME, porque no código penal nao existe esse instrumento juridico.
Para o frei Álvaro, frei Adelino, ex frei Nojeira da Costa e para o vingativo Provincial os ABUSOS de pedofilia – abusos de doentes de psiquiatria näo säo CRIMES…
NÄO SÄO CRIMES!…
NAO SAO CRIMES PARA OS BISPOS…
NAO SAO CRIMES PARA O PRIOR GERAL DA OREDEM…
NAO SAO CRIMES PARA AS MÁFIAS DO VATICANO….
Um dia, a LIBERTACAO chegará para os Irmaos, um dia!
Saudacoes hospitaleiras,
Irmao Agusto, oh
Casa de Saúde do Telhal
Os Únicos responsaveis da mui grave situacao da nossa Ordem Hospitaleira sáo os Bispos de Braga, D. Jorge Ortiga, o Patriarca de Lisboa, os Bispos do Funchal, dos Acores e de Évora, porque a todos eles, nós Irmäos falámos…, pedimos ajuda…, alertamos para todos os crimes…
Em casos identicos nos USA, na Irlanda, na Austria os bipos foram obrigados a resignar, para nao ofedenrem, mais a Nosso Senhor – que Está muito Ofendido, pelos pecados dos criminosos e pela cúmplicidade dos bispos!
Esperamos uma posicao do Vaticano,
Irmao Antonio, oh
A Senhora Doutora, ainda, não explicou ao auditório questões fundamentais.
A Senhora Doutora não condena o CRIME de pedofilia do Bruno Coquinhas? É ou não É?
A Senhora Doutora não condena o CRIME do abuso sexual…, repetido…, e «rudemente premeditado»…, do Márinho, doente de psiquiatria do Pavilhão de Santo Agostinho, às 04 horas da manhã? É ou não É?
A Senhora Doutora não condena o CRIME do abuso sexual do doente de psiquiatria, Armando Corte de Gouveia? É ou não É?
A Senhora Doutora não condena o CRIME e as várias idas para a propriedade de Portalegre, depois do jantar, com os doentes de psiquiatria para bacanais de sexo em grupo com doentes de psiquiatria? É ou não É?
A Senhora Doutora não condena o CRIMES dos vários roubos de elevadas percentagens…, das lavagens de dinheiro…, das muitas fugas de capitais do «património dos pobres» para os bolsos do Enf. Luís de Sousa Fernandes e do engenheiro financeiro Gonçalo Castelo Branco? É ou não É?
A Senhora Doutora não condena o CRIMES cometidos por gestão danosa a compra do SAP – quando ainda faltavam dois anos para amortizar o PRIMAVERA? É ou não É?
A Senhora Doutora não condena o CRIME das Obras de TODAS as CASAS da Província, «com desvios de dinheiro» superiores 40 a 65%? É ou não É?
Então qual é a ÉTICA e a MORAL que a Senhora Doutora ensina aos Padres e aos Seminaristas?
Tenha vergonha…, e não nos dê mais lições de moral aos Irmãos, que dessas teorias das sua sebenta inquisição, nós dispensamos.
Demita-se. Vá-se embora e leve esses criminosos consigo, deixem os Irmãos em paz e não confundam moralismos de uma falsa escolástica, com uma ética responsável, humanizada e incarnada num mundo de valores.
Não ameacem mais os Irmãos, com cartas, circulares e «e-mails privados» para os directores e chefes de secção.
Não controlem mais os nossos e-mails; as nossas saídas de casa; não abram mais as nossas cartas e não violem mais os nossos servidores sem autorização do Ministério Público ou da Santa Sé.
Desta vez, vamos ao Santo Padre e vai tudo para internet até os Bispos e o Papa obrigarem os frades a viverem os votos, caso contrario ficam todos em plano de igualdade, envolvidos no esgoto da sarjeta religiosa dos gays «criminosos» e de ladrões ardilosos.
Saudações Hospitaleiras,
frei João de Ávila,
Casa de Saúde do Telhal
ASSUNTO: Idas ao Hospital de Granada e às Províncias Hospitaleiras de Espanha
Olá Cara,
Você julga que anda a brincar com os Irmãos de São João de Deus?
Você pensa que passa imputável aos crimes de violação de e-mails…, de entrada nos diversos servidores à margem da lei das Regiões Autónomas e do Continente, dos Superiores de Roma ou da Igreja?
Você já imaginou as vezes que foi nos caros da SEDE do ISJD e da OH aos Hospitais de Granada e a outros Centros da Ordem, em Espanha na companhia dos «rapazinhos, seus namorados», que são todos seus primos ou sobrinhos?
Você pensa que engana os velhos? Porque os novos já não, porque também eles gostam de «engolir a palhinha» como o cara, engole e chupa nas cenas do sexo em grupo?
Você até pode ser homossexual, pois é uma opção livre, seu e de seus «rapazinhos, primos ou sobrinhos», mas dar cobertura a criminosos não faz parte do código de ética de um verdadeiro gay.
Não acha que já chegou a hora de pedir a conta e de ir embora de nossas casas…, indo trabalhar para os bairros periféricos dos Açores?
Deixe os Irmãos de Deus em Paz e não coloque nos seu blogues porno que trabalha nas nossas casas. Retire toda a informação ligue a sua asquerosa pessoa ligada a uma Ordem Religiosa que deve ter outras condutas mais em conformidade com outros valores, por liberdade, por livre opção e por vocação.
Passe das ameaças aos actos: Vá-se embora, tenha inteligência, uma vez que é eunuco para as mulheres.
Um Xi coração
Ir. Serôdio, oh
ASSUNTO: Crime de violação de e-mails nos servidores da OH, do ISJD e junto de outras entidades gestoras de e-mails,
Caro frei José Augusto Gaspar Louro, oh
Chegado o tempo de purificação, da denúncia pública, como Irmãos de S. João de Deus, apelamos e denunciamos, publicamente, à Sagrada Congregação para os Religiosos, no Vaticano, os CRIMES que Vossa Paternidade consentiu, por «tirania vingativa» e por mandato opressor as seguintes malfeitorias:
- Entrada endivida nos e-mails dos seus confrades e colaboradores;
- Violação dos direitos, liberdades e garantias dos seus confrades na discrição da correspondência de e-mails…, cartas pessoais e familiares…, e destruição de informação…, violação de correspondência privada…, confidencial e clínica;
- Divulgação criminosa dos conteúdos de e-mail pelos P. Torres, frei António Matias, P. Álvaro Lavarinhas, frei José Paulo Simões, Mário Ávila, Carlos Rodrigues, da Susana Queiroga, e pelo frei Adelino Manteigas;
1.ª Conclusão:
Os responsáveis destes crimes devem ser denunciados a Congregação dos Religiosos e ao Ministério Público de Portugal.
2.ª Conclusão:
O mentor do crime deve ir para a prisão, se é leigo, se for confrade dos nossos ir para um Mosteiro a pão e água o resto da vida.
As vitimas das suas iniquidades:
§ frei Aires Gameiro, sacerdote da oh
§ Dr. João Ralha, ex Consultor de Montemor-o-Novo
§ frei Horácio Martins Monteiro, oh
§ frei Feliciano José Gaita, oh
§ ex Irmão, P. José Manuel Leandro,
§ frei José Caldeira, oh
§ frei Joaquim Vaz Correia, oh
§ frei Germano Paulo Antunes, oh
§ frei Manuel Vargas Canês, oh
§ Doutor Moutinho Borges
§ frei Casimiro Ferreira da Costa, sacerdote da oh
§ frei Manuel Costa Janela, oh
Perante esta devassa alheia, tirânica e grosseira, da qual Vossa Paternidade é o responsável, solicitamos a devida informação à Santa Sé, caso não o faça, nós, os Irmãos no prazo de duas semanas daremos toda a informação que nós possuímos, em nossas mãos, enviando tudo para o Cardeal Perfeito e em ambiente aberto na internet.
Saudações Hospitaleiras
Irmão Inocêncio Simplório, oh
Casa de Saúde do Telhal, 10 de Outubro de 2010
Caros Confrades Hospitaleiros,
Salvo melhor opinião, o crime de «assédio sexual» fabricado pelo pulha do Prior Provincial, que bem o vendeu a alguns meios de comunicação social tinham por objectivo enxovalhar “um” dos 5 frades que lhe fazem frente.
a) No Código Penal, Civil e na legislação canónica ou eclesiástica não existe o «CRIME» do «assédio sexual»;
b) O «assédio sexual» construído pelo Nojeira da Costa, pelo psicótico Vigário Provincial e pelo rancoroso Prior Provincial não constam nas leis avulsas dos CÓDIGOS civis, canónicos e eclesiásticos ou no nosso direito próprio;
c) Na elaboração formal, maquiavélica e depravada estava tão somente a humilhação pública de um dos rebeldes mais frágeis.
Conclusão para memória futura:
- Uma vez aberto um precedente solicitamos ao Reverendo Prior Provincial, ao Arcebispo de Évora, ao Patriarca de Lisboa, ao Arcebispo de Braga e ao Núncio Apostólico de Portugal os seguintes tribunais canónicos:
a) Investigação do CRIME de ABUSO de PEDOFILIA ao Bruno Coquinhas, na sacristia do Hospital de Montemor-o-Novo, na Arquidiocese de Évora, por parte do P. Álvaro Lavarinhas;
b) Inquirição do CRIME de ABUSO sexual a um DOENTE Mental Armando Corte Gouveia, na Casa de Saúde do Telhal, Patriarcado de Lisboa, por parte do frei Adelino Manteigas;
c) Investigação do CRIME de ABUSO sexual a um DOENTE Mental, o Márinho, «em cadeiras de rodas» do Pavilhão de Santo Agostinho, no Telhal, Patriarcado de Lisboa, por parte do Padre Álvaro Lavarinhas;
d) Investigação dos «adultérios públicos» e elevados desvios de dinheiro do «amante» do seu Augusto, Enf. Luís Daniel, nas Dioceses de Braga e de Viana do Castelo.
i. Respondendo aos apelos da Congregação para a Doutrina da Fé, os Bispos de Évora e de Lisboa [cf. alínea a) e alínea b)] devem «pedir de imediato» a dispensa do Ministério Sagrado.
ii. No caso da alínea b) o Patriarca de Lisboa, deve pedir a expulsão da Ordem à Congregação dos Religiosos.
iii. No caso do «grave escândalo público» na Cidade de Barcelos, com Dra. Gabriela Maria. Em Villar de Frades, nas muitas investidas a cavalo…, nas elevadas comissões acima dos 30% em mobiliário, apartamentos e em carros. Na Unidade da Gelfa, Diocese de Viana, tratando-se de um negócio privado do dito cavalheiro e «do seu Augusto», em nome da Ordem Hospitaleira, a única saída a ponderar será a demissão imediata, com o pedido à ARS de Braga, para a integração no Serviço Nacional de Saúde. Imposição disciplinar do Arcebispo de Braga, para defesa da moral pública no espaço da sua região metropolitana.
Pois, os Irmãos não entendem as NOVAS Doutrinas da Teologia da Vida Espiritual, na Universidade da TIJUCA.
Saudações hospitaleiras
Ir. João, oh
Afinal quem falava verdade?
Esses freires nunca nos enganaram.
Até que enfim que HÁ alguém na Ordem que percebeu que as Irmãs não estavam a mentir, quando alertavam para atitudes e comportamentos, contratos e protocolos, veladamente e à margem das Irmãs.
Bem-aventurado Irmão que ousou ir tão longe!
Mas vai tudo ficar na mesma, porque eles vão dar um ou dois milhões e pagam as luvas.
Bem-aventurado Irmão!
Não desanimem! A perseguição vai começar agora.
Saudações Hospitaleiras
Ir. Maria do Rosário
Vem assinado por um religioso da Ordem?!?!?! João Cidade (o nome que assina o texto) é o nome real de S. João de Deus… falecido no século XVI!!!! Será que nem isto conseguem perceber?
Quem escreve o artigo esconde-se atrás de um nome falso, faz acusações levianas mas não faz prova de coisa nenhuma.
ó pseudo-irmaõzinho (pseudo porque certamente você não existe como Irmão OH), onde é que existe uma Unidade S. Lázaro? No Telhal não é, e em nenhuma outra casa existe esta Unidade. Pois é… a mentira tem a perna curta!!!! Como se pode dar crédito a um “irmão” que não conhece as Unidades?!
Queridos Irmãos,
Não lavem mais a roupa suja na praça pública. Todos sabemos que levam a vida que levam, mas a escolha e a opção espiritual é vossa.
Não queremos mais saber dos vossos podres, porque aquilo que os Irmãos de S. João de Deus, estão a fazer de mal às Irmãs Hospitaleiras é mau de mais para ser verdade. Rezem, façam uns bons retiros e passem mais tempo em pura vida cominitária, de oração, de penitência e partilha com os pobres.
Não percam tempo com os pecados dos outros, cuidem mais da vossa alma e respeitem mais o ser humano na sua plenitude. Que São Grabriel Arcanjo vos ajude, guarde e pacifique a vossa pobreza.
Prometemos as nossas orações,
Ir. Conceição, sjc
[...] COM OPINIÃO Irmã Conceição, sjc em na Ordem Hospitaleira de São J…João Miguel Afonso em na Ordem Hospitaleira de São J…João Miguel Afonso em na Ordem [...]
a administração deste blogue encerra aqui o debate sobre as questões levantadas numa carta (aqui publicada) onde são denunciadas irregularidades na Ordem Hospitaleira s. joão de deus.
publicámos uma carta de um “irmão dessa ordem” que denuncia práticas “pouco cristãs” na instituição. tal carta, foi anteriormente dada a conhecer no blogue “diário ateísta” (foi desse blogue que copiámos o texto e… o publicámos)…
os comentários dos leitores têm sido algo violentos e, muitos deles, utilizam uma linguagem que – ainda que não nos incomode – consideramos excessiva… para além de que este espaço não foi criado para servir de “lavandaria” de nenhum grupo religioso ou político.
a “fundação velocipédica” jamais fará censura ou bloqueará o espaço a quem quiser comentar os vários textos editados. porém, pedimos a compreensão de todos. não se excedam por favor…
se há verdade ou não nas acusações e insinuações… não nos compete, a nós julgar. esta carta seguiu para vários organismos estatais e religiosos para além dos órgãos de comunicação social e vários blogues.
para nós, a questão deve morrer aqui…!
agradecemos a vossa colaboração no debate e, também, voltamos a pedir a maior compreensão.
fundação velocipédica
Sim, caro colaborador, é melhor não falares muito. É o PAVILHÃO de Sto. Agostinho, mas para não ficares mais «implicado no crime» não escrevas “mais a fazer ameaças” de bicha despeitada, porque os «frades dementes» estão a tramar o caldinho.
Irmãos de S. João de Deus
Santíssimo Padre, Papa Bento XVI
PODE PARECER UMA LOUCURA, UM CRIME…., OU ATÉ UM ESTADO DE DESESPERO FATAL EM CAUSA PRÓPRIA, MAS NÃO É.
É UM GRITO DE ALERTA…, É UM DIZER “PÚBLICAMENTE” – BASTA!
JÁ CHEGA E OS IRMÃOS NÃO AGUENTAM MAIS!…
OS IRMÃOS DE S. JOÃO DE DEUS NUNCA NA SUA HISTÓRIA FORAM TÃO MAL TRATADOS POR COLABORADORES DESTA CASTA.
A NÓS RESTAM-NOS POUCOS ANOS DE VIDA, PORÉM A ORDEM TEM 400 ANOS E NÃO DEVE MORRER OU FICAR A CONTEMPLAR OS SEUS MORTOS.
O NOSSO GRITO DE ALERTA, VEM NO SENTIDO DE APELARMOS A ROMA E AO VATICANO INTERVENÇÃO CANÓNICA – EXTERNA AOS SUPERIORES DA ORDEM.
NESTE MOMENTO SÓ A SANTA SÉ, A CONGREGAÇÃO DA FÉ E, PARTICULARMENTE, A CONGREGAÇÃO PARA OS RELIGIOSOS PODE E DEVE INTERVIR COM A SUA AUTORIDADE, PEDAGOGIA E DISCIPLINA RELIGIOSA, UMA VEZ QUE A “AUTORIDADE MORAL” DA ORDEM ESTÁ FERIDA DE MORTE.
Santo Padre, Bento XVI, venha em nosso auxilio, nomeie um Visitador Apostólico «da Cúria Romana», e ajude-nos a salvar a Ordem que vacila entre as tempestades agrestes do mar e a babilónia dos tempos novos.
Beatíssimo Padre, a nossa barca vacila no alto mar, alguns de nós dormimos “cansados e desgastados pelo tempo” e não temos muito mais para dar; porém uns continuam a fazer os trabalhos do Apóstolo Judas e outros buscam encontrar, o que a Vida Religiosa nunca terá para lhes dar.
Santíssimo Padre rezamos pela Barca de Pedro, porém a nossa barca perece porque a Igreja Portuguesa e os nossos Superiores Maiores não velaram nas noites frias de um inverno sem sol.
Suplicamos, gritamos, pedimos e esperamos de Vós a ESPERANÇA que ainda nos resta!…
De Vossa Santidade, filialmente
OS IRMÃOS DE SÃO JOÃO DE DEUS DE PORTUGAL
Casa de Saúde do Telhal, 12 de Outubro de 10
Proposta para o Capitulo Provincial
Num momento tão importante para a Província Portuguesa da Ordem Hospitaleira de S. João de Deus, como é sempre qualquer Capítulo Provincial, em que, agora talvez mais que nunca se espera e impõe uma revisão das directrizes que regem esta Ordem em Portugal, gostaria de humildemente interpelar o nosso novo Provincial e seus conselheiros – a quem desde já desejo as maiores felicidades nesta árdua tarefa que vão iniciar – pedindo uma breve atenção para alguns pontos que passarei a expor.
Sendo eu colaborador desta Instituição e atendendo ao lamentável momento que vivemos no seio da mesma, com verdadeiras perseguições a Irmãos, colaboradores e outras pessoas afectas de alguma maneira á Ordem, não me é infelizmente permitido fazer estes pedidos de forma frontal.
Os pedidos são:
· Deveria V. Exa. mudar a residência para o Norte de Portugal, atendendo á forte probabilidade de, ao longo do próximo Triénio ter necessidade de se deslocar aos Tribunais Judiciais e de Trabalho representar a Instituição, por questões de litígio laboral e com Instituições do Estado. Sempre se poupava em tempo e dinheiro com viagens desnecessárias. Além disso poderia apreciar in loco as atrocidades cometidas em termos de gestão nas casas da Ordem situadas nesta zona do país
· Acabar com o esbanjamento de dinheiro desta Instituição. Sim, porque indemnizar colaboradores só porque, caprichosamente, se criam incompatibilidades fúteis, é no meu modesto entendimento, esbanjar. Disso é exemplo gritante a dispensa de enfermeiros e contabilista da Casa de Saúde S. João de Deus de Barcelos e enfermeiros da Casa de Saúde de S. José. Estamos a falar de cerca de €130.000, sendo certo que ainda há casos pendentes, ou seja, este número tem tendência a aumentar. E no que toca a esbanjamento poderíamos ainda incluir as relações com fornecedores, com a banca, contratação de recursos humanos, sendo por demais notória a sobreposição do acomodamento, do compadrio e até do parentesco em detrimento das boas práticas de gestão. Será que pedir propostas, abrir concursos, etc. são actos complexos?!
· Atendendo á vocação de determinados Irmãos – que aponta mais para a política de pacotilha que propriamente para os votos que deveriam reger a sua actuação enquanto consagrados – penso que seria benéfico para a Ordem (e para essas pessoas em particular) criar um partido político, que facilmente conseguiria ter assento parlamentar. Todos ficavam a ganhar: os eleitos sentiam-se mais realizados; a Ordem poderia usufruir das influências positivas que o partido conseguisse junto do governo; a instituição ficaria com espaço para ter órgãos directores com verdadeiro sentido de missão.
· De facto, cada vez que se esbanja dinheiro, perde-se recursos que deveriam ser aplicados em prol dos doentes, esses sim, o centro e a razão de ser desta instituição. Nota-se um distanciamento crescente na relação dos colaboradores e irmãos, quer entre eles, quer entre si. Não é difícil de concluir que é o doente quem sai mais prejudicado por esta degradação.Trabalhar numa casa de S. João de Deus não é ter um emprego comum. Espera-se, aliás, exige-se uma identificação com o propósito desta instituição. Essa identificação tem claramente que ser incutida por quem professou a vontade de servir o doente mental. Espero muito sinceramente que lhe seja concedida a força e a coragem para tomar as rédeas que agora lhe vão ser confiadas. Sei que os erros que têm vindo a ser cometidos não lhe podem ser imputados e não vão facilitar a tarefa que agora inicia. Mas os olhos da Província e de Deus estão agora focados especialmente em si. E acredito que ainda há nas nossas casas muita gente boa disposta a colaborar para que o doente volte a ser o centro nevrálgico capaz de despoletar o amor que existe dentro de cada um de nós.
Estes últimos 6 anos Fantásticos devem ao grupo maravilha; (Ir. José Paulo, Ir. José Augusto, Padre Torres, Dr.ª Anabela, Dr.ª Sónia Ângelo, Dr. Cotovio, Dr. Luís Daniel) que fizeram muito por esta Instituição, só agradeço a estes, porque os outros sinceramente eram Fantoches para afastar os pássaros.
Saudações Hospitaleiras
Frei Luís Vieira da Silva, oh
(Prior e Esmoleiro Mor de Montemor-o-Novo)
Não compreendo que os irmãos da mesma Ordem, em vez de se darem as mãos, num esforço conjunto para porem a sua casa em Ordem, andem a espalhar estas notícias para quem nem sequer tem dados para avaliar de que e lado está a verdade? PARECE UMA CASA DE DOIDOS!
Instituto Jesus Maria José
Meus senhores
lamentamos que estas mensagens. Não entendemos como pessoas tão solícitas na defesa da Ordem Hospitaleira, tenham a coragem de a expor na Internet. Entendo que, mesmo que na referida ordem nem tudo possa ser perfeito, «a roupa suja lava-se em casa». Se há alguma coisa de errado, deve ser manifestada a quem de direito e com caridade, sem a exposição pública de nomes de irmãos que estão no erro, se é que não estão a ser alvo de difamações injustas!…
Meus senhores
lamentamos que estas mensagens venham parar à nossa caixa de correio. Não entendemos como pessoas tão solícitas na defesa da Ordem Hospitaleira, tenham a coragem de a expor na Internet. Entendo que, mesmo que na referida ordem nem tudo possa ser perfeito, «a roupa suja lava-se em casa». Se há alguma coisa de errado, deve ser manifestada a quem de direito e com caridade, sem a exposição pública de nomes de irmãos que estão no erro, se é que não estão a ser alvo de difamações injustas!…
As Irmãs Salesianas do Algarve
senhores
o debate está fechado.
agradecemos que não façam mais comentários a este post
Caros Confrades,
No seguimento do nosso último encontro, na Churrasqueira do Campo Grande, a passada semana, respondo às questões e dúvidas levantadas pelos Irmãos:
CRIMES SEXUAIS:
- Bruno Coquinhas [o alolescente do Montemor-o-Novo];
- Márinho [doente de psiquiatria do Pavilhão de Santo Agostinho, no Telhal];
- Armando Corte Gouveia [doente de psiquiatria, no Telhal];
- Saídas para as orgias sexuais [na propriedade de Portalegre]. Todas estas e outras são da JURISDIÇÃO CANÓNICA do Arcebispo de Évora, do Arcebispo de Braga e do Patriarca de Lisboa; da Congregação do Clero, da Doutrina da Fé e da Congregação dos Religiosos, do Ministério Público e da Policia Judiciária.
O RASCUNHO DA CARTA DEVE IR PARA AS TRÊS CONGREGAÇÕES, PARA OS BISPOS E PARA A IMPRENSA, caso contrário os primeiros vão dissimular a informação.
GESTÃO DANOSA, luvas e comissões à peça ou por empreitada é preciso distinguir vários planos.
1) Projectista GONÇALO CASTELO BRANCO:
a) É um mero colaborador, logo está fora da legislação canónica, deve ser submetido às estâncias civis: «Inspecção Geral de Finanças»; «Tribunal de Contas» [uma vez que envolve obras – com acordos de cooperação do Estado]. Ficando subjacente, na opinião do Penalista da Universidade Coimbra, a prévia denúncia ao MINISTÉRIO PUBLICO, escrita e assinada pelos Irmãos, com fotocópias do BI, do N.º de Contribuinte e das respectivas residências canónicas. Só perante uma denúncia assinada é que o Ministério Público pode pedir o «levantamento do sigilo bancário» ao Projectista GONÇALO CASTELO BRANCO nos Bancos portugueses e ao Governo de Itália.
b) Só mediante a investigação do Ministério Público e da Judiciária é que podemos ajuizar os montantes, os responsáveis e as respectivas fugas ao pagamento dos impostos no foro do IRC e do IRS.
2) Enf.º LUÍS DANIEL:
a) O processo é igual ao supramencionado no ponto 1;
A autoridade canónica e eclesiástica ao abrigo do direito próprio, da Ordem Hospitaleira, pode solicitar, de imediato, a suspensão das funções destes dois fiéis colaboradores; no entanto só a autoridade civil e penal é que pode aplicar a pena em conformidade com o delito criminal.
3) Ausência de vida comunitária, com um forte pendor de «apostasia comunitária»
a) O Canonista, consultado, entende que este assunto deve ser contemplado na denúncia à Congregação da Fé, do Clero e à Congregação dos Religiosos;
b) Mas esta confirmação deve ser fundamentada, com factos, opções de vida e «novas formas desviantes» da vida religiosa, sem moralismos ou excessos de piedade desnecessárias nestas cartas.
4) GESTÃO DANOSA da PROVINCIA PORTUGUESA
a) Tanto o Penalista, da Universidade de Coimbra, como o Canonista da Associação de Canonistas Portugueses entende que aqui estamos perante várias situações distintas:
b) As transferências do dinheiro para Vice Província do Brasil; assim como o dinheiro para as Obras da Missão de Timor; para a Ordem em Moçambique cabe ao Banco de Portugal «autorizar» e «controlar» em conformidade com o Banco Santander, o Prior Provincial e o frei Henrique Alminhas, ecónomo da Província Portuguesa.
c) A confirmar as irregularidades nas transacções financeiras para os três Países supra mencionados, os cargos canónicos das pessoas implicadas nas ditas
anormalidades devem cessar automaticamente, aguardando a última palavra à Congregação para os Religiosos;
5) Intervenção da Santa Sé
a) Como falamos, no nosso último encontro, os Bispos Portugueses, depois de várias conversas pessoais, de cartas e de mensagens que não fazer nada. O Núncio Apostólico, não vai fazer nada contra a vontade dos Arcebispos de Braga, de Évora e do Patriarca que têm dado total cobertura directa ou indirectamente.
b) Solicitando à Santa Sé a suspensão de todos os Ofícios Canónicos, durante um período de 3 a 6 meses;
c) Pedindo um tempo de reciclagem ou de aggiornamento espiritual e pastoral de 2 a 3 meses para todos os Irmãos, ao mesmo tempo, em regime de vida conventual, de estudo, silêncio obrigatório;
d) Terminada a reciclagem, em regime de retiro fechado, realizar o Capítulo Provincial – extraordinário, com a «votação controlada» pelo Visitador Apostólico e a realização de um Capítulo Provincial, sem leigos e por tempo indeterminado.
A única e a última saída sensata neste momento é: ENVIAR A UMA CARTA ASSINADA POR TODOS PARA AS CONGREGAÇÕES da Doutrina de Fé, da Congregação do Clero e da Congregação dos Religiosos, PARA OS BISPOS, PARA A IMPRENSA, caso contrário a Igreja vai dissimular a informação, mais uma vez. Assim, pedindo um Visitador Apostólico, do Vaticano, independente da ordem para escutar, cada Irmão, individualmente, à porta fechada, sem tradutores da Ordem.
Casa de Saúde do Telhal, 13 de Outubro de 2010
Os Irmãos de São João de Deus
Questões ao Prior Provincial, frei José Augusto Gaspar Louro
- Quem foi o principal responsável pela saída da Ordem do nosso confrade, o ex Irmão José António, da Comunidade de Vilar de Frades?
- Quem foi o principal responsável pela saída da ordem do nosso confrade, o ex Irmão P. Mário Abel, da Comunidade de Vilar de Frades?
- Quem foi o principal responsável pela saída da ordem do nosso confrade, ex membro do Conselho Provincial, o ex Irmão P. José Manuel Leonardo?
- Quem foi o principal responsável pelo linchamento canónico, público e amoral do Irmão Luís Vieira da Silva, considerado pelos Médicos, Enfermeiros e pessoal técnico de Barcelos o MELHOR profissional da Ordem?
- Quem foi o principal responsável pelo «bloqueio – sistemático» aos horários das Missas, do terço e à pastoral da saúde na casa de saúde?
- Quem foi o principal responsável pela selecção da empresa de restauração [da Casa de S. João de Deus, em Barcelos, e da Cada de S. José, em Vilar de Frades], a outra entidade patronal do Enf. Doutor Luís Sousa Fernandes?
- Quem foram os principais responsáveis pela aceitação da Unidade da GELFA [na Diocese de Viana do Castelo]? Não foram os dois «amigos íntimos» Enf. Doutor Luís Sousa Fernandes, o seu frei José Augusto Gaspar Louro e o vingativo-psicopata P. José Torres?
- Quem é o Director nomeado pela Definitório Provincial, para a Unidade da Gelfa, na Diocese de Viana? Quem é o responsável pela pastoral da saúde o capelão da nova casa civil e canónica? Quem recebe o salário, quem assume a despesa e em que rubrica é que é contabilizada a despesa?
- Quem foram os principais responsáveis pelo despedimento sem justa causa dos 22 enfermeiros por caprichos pessoais do P. José Torres, do frei José Agusto e do Doutor Luís Daniel?
A verdade não pode ser silênciada ou será a verdade um outro crime da Ordem Hospitaleira. Os Irmãos não são escutados. Os que falavam estão intimidados. Os que fizeram as acusações, agora dizem que é o frade A ou B que está doente ou demente. Os velhos não vão a Capítulo e quem vai é votado ou escolhido em conformidade com o frei José Augusto e o frei Álvaro Lavarinhas.
A votação do último Capítulo Províncial foi aberta e / ou “toda forjada” pelo Secretário Provincial, de acordo com o nosso direito próprio. O certo é que todos os Irmãos «incómodos» não um só. É tudo canónico, católico e de acordo com as «leis das minorias».
POR FAVOR MANTENHAM ESTE FORUM ABERTO, para defesa dos Irmãos «sem voz» e da «maioria silênciosa dos Irmãos»!
Saudações Hospitaleiras
Ir. João
Assunto: Apelo à Fundação Velocipédica
Lemos os vossos comentários e os textos dos participantes no «fórum» da Fundação Velocipédica. Concordamos com a vossa preocupação e partilhamos das discordâncias, porém este é o nosso “único meio” público, dar voz às nossas inquietações.
Pedimos, por especial favor, à Fundação Velocipédica que não ceda às pressões dos Superiores Maiores da Ordem Hospitaleiros ou dos nossos colaboradores da OH / ISJD que não desejam outra coisa, que não seja só ocultar a verdade e outras práticas desviantes «com pessoas indefesas», sejam eles adolescentes ou doentes mentais.
Sabemos bem que pode ser, ainda, mais grave as outras posturas de gestão danosa marginais ao Estado, à Inspecção Geral de Finanças, ao Tribunal de Contas e aos benfeitores da Ordem.
Porém se é mentira porque não solicita a Ordem Hospitaleira / ISJD / ao Prior Provincial uma sindicância às estancias do Tribunal de Contas ou da Inspecção de Finanças?
Afinal quem é que tem medo ou quem é que está a mentir?
Nós, os Irmãos Hospitaleiros, podemos ser iletrados, incultos ou até mesmo ter algo de loucos, mas vivemos nas casas; vimos as obras e falamos com os empreiteiros, subempreiteiros e «eles não escondem que há luvas», comissões e orçamentos paralelos. Mas se esta afirmação é falsa, façam auditorias e «peçam o levantamento do sigilo bancário» às pessoas, já mencionadas, várias vezes, neste fórum.
Afinal quem mente ou quem é que tem medo da verdade?
O que é a verdade para a ESTRUTURA da OH / ISJD ou da IGREJA?
Se há dinheiros públicos de «acordos de cooperação», do Estado, a Tutela própria tem a obrigação técnica, moral e oficial, mediante a denúncia ou participação de mandar fazer uma SINDICÂNCIA PÚBLICA. O Ministério Público e a Judiciária devem actuar e remeter às entidades criminais da Justiça Portuguesa a informação e submeter os criminosos a juízo.
Se mentimos, porque RECUSAM uma SINDICÂNCIA PÚBLICA do estado?
Não estamos perante um “caso simples” de fazer justiça ou de uma obra benfazeja, nos casos das «luvas» ou das «elevadas percentagens». Estamos perante uma Obra / Ordem Religiosa que utiliza o «instrumento jurídico de canónica» para fazer o mesmo que algumas empresas fazem, mas que esta «offshore católica» pretende «impor ou deixar passar» como um exemplo modelar e transparente de «auditorias encomendadas – à peça», mas à margem das sindicâncias dos Governos da República e das Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira.
Sabemos e estamos conscientes que este site «não é católico», que «é agnóstico» e que não tem a missão de informar, todavia a Fundação Velocipédica deve «resistir» contra ventos e marés, aos Superiores da Ordem, aos Colaboradores do ISJD e à Igreja Portuguesa que pode colocar em risco a Caritas in Veritate, que os mesmos dignitários apregoam nas cátedras.
Deixamos à vossa consideração e pedimos que reconsiderem a vossa posição.
Saudações Hospitaleiras,
Frei João Cidade,
Montemor-o-Novo, 15 de Outubro de 2010
nós não cedemos a coisa nenhuma…!
este projecto defende a liberdade de expressão e, jamais filtrámos um comentário – mesmo que estejamos em desacordo.
não vamos, pois, cortar qualquer intervenção (muito menos aceitaremos qualquer pressão por parte de terceiros).
apenas solicitamos o bom senso. logo a contenção na linguagem empregue…
Parabéns e os Irmãos de S. João de Deus, são gratos por este grito de liberdade, que vai continuar aberto.
Saudações Hospitaleiras,
frei João Cidade, oh
É um grito de liberdade!
É um grito de igualdade!
É um grito de fratenidade!
É um grito de esperança!
É um grito de justiça!
É um grito dos sem voz!
É um grito do nascimento!
É um grito de morte!
É um grito de Basta, BASTA, Basta!
É um grito de um amanhã com novas vocações!
É um grito de um Deus, que divino, mas humano nas nossas misérias!
É um grito de transparências translúcidas, sem omissões canónicas!
É um grito de verdade, sem vinganças fraudulentas!
É um grito de esperança num amanhã de novas esperanças!
É um grito na bondade do coração do ser humano!
É um grito de uma NOVA HOSPITALIDADE, Universal, para todos os seres humanos, crentes, agnósticos ou niilistas!
É um grito, que é espaço de liberdade, numa sociedade a duas velocidades:
- o que é na realidade e o que parece que é, mas não é!
É a VITÓRIA dos fracos, dos pobres e de todos dos rejeitados
frei João Cidade, oh,
Montemor-o-Novo, 15 de Outubro de 2010
Guia para a compreensão dos procedimentos de base
da Congregação para a Doutrina da Fé (CDF)
relativa às acusações de abusos sexuais
A disposição que deve ser aplicada é o Motu Proprio Sacramentorum sanctitatis tutela de 30 de Abril de 2001 juntamente com o Código de Direito Canónico de 1983. Esta é uma Guia introdutória que pode servir de ajuda para leigos e não canonistas.
A. Procedimentos preliminares
A Diocese investiga sobre qualquer suspeita de abusos sexuais por parte de um religioso em relação a um menor.
Se a suspeita tiver verosimilhança com a verdade, o caso é remetido para a CDF. O bispo local transmite qualquer informação necessária à CDF e exprime a própria opinião sobre os procedimentos a serem seguidos e as medidas a serem adoptadas a curto e a longo prazo.
Deve ser dada sempre continuidade às disposições da lei civil no que se refere à entrega de crimes às autoridades competentes.
Na fase preliminar e até quando o caso se concluir, o bispo pode impor medidas preventivas para a salvaguarda da comunidade, incluídas as vítimas. Na realidade, é sempre conferido ao bispo local o poder de tutelar as crianças limitando as actividades de qualquer sacerdote na sua Diocese. Isto faz parte da sua autoridade ordinária, que ele é solicitado a exercer em qualquer medida necessária para garantir que as crianças não sofram danos, e este poder pode ser exercido à discrição do bispo antes, durante e depois de qualquer procedimento canónico.
B. Procedimentos autorizados pela CDF
A CDF estuda o caso apresentado pelo bispo local e, onde for necessário, exige informações suplementares.
A CDF tem à disposição uma série de opções:
1. Processos penais
A CDF pode autorizar o bispo local a conduzir um processo penal judiciário diante de um Tribunal eclesial local. Qualquer apelo em casos semelhantes deverá ser eventualmente apresentado a um tribunal da CDF.
A CDF pode autorizar o bispo local a instruir um processo penal administrativo diante de um delegado do bispo local, assistido por dois acessores. O sacerdote acusado é chamado a responder às acusações e a examinar as provas. O acusado tem o direito de apresentar recurso à CDF contra um decreto que o condene a uma pena canónica. A decisão dos cardeais membros da CDF é definitiva.
No caso em que o sacerdote seja julgado culpado, os dois procedimentos – judiciário e administrativo – penal podem condená-lo a um certo número de penas canónicas, a mais séria das quais é a demissão do estado clerical. Também a questão dos danos sofridos pode ser tratada directamente durante estes procedimentos.
2. Casos referidos directamente ao Santo Padre
Em casos particularmente graves, nos quais processos civis criminais tenham considerado um religioso culpado de abusos sexuais sobre menores, ou no qual as provas sejam esmagadoras, a CDF pode escolher apresentar este caso directamente ao Santo Padre com o pedido de que o Papa emita um decreto de demissão do estado clerical “ex officio”. Não existe recurso canónico depois de um semelhante decreto papal.
A CDF apresenta ao Santo Padre também pedidos de sacerdotes acusados que, conscientes dos crimes cometidos, peçam para ser dispensados das obrigações do sacerdócio e apresentem pedido para voltar ao estado laical. O Santo Padre concede tal pedido para o bem da Igreja (“pro bono Ecclesiae”).
3. Medidas disciplinares
Nos casos em que o sacerdote acusado tenha admitido os próprios crimes e tenha aceitado viver uma vida de oração e penitência, a CDF autoriza o bispo local a emitir um decreto que proíbe ou limita o ministério público desse sacerdote. Tais decretos são impostos através de um preceito penal que incluem uma pena canónica pela violação das condições do decreto, sem excluir a demissão do estado clerical. Contra estes decretos é possível o recurso à CDF. A decisão da CDF é definitiva.
C. A revisão do Motu Proprio
A CDF está a rever alguns artigos do Motu Proprio Sacramentorum sanctitatis tutela, a fim de actualizar o mencionado motu proprio de 2001 à luz das especiais faculdades reconhecidas à CDF pelos Pontífices João Paulo II e Bento XVI. As modificações propostas e sob debate não alterarão os mencionados procedimentos.
Congregação para a Doutrina da Fé
O significado da publicação das novas
“Normas sobre os delitos mais graves”
Nota do Director da Sala de Imprensa da Santa Sé
Pe. Federico Lombardi
Em 2001 o Santo Padre João Paulo II promulgava um documento de grande importância, o Motu Proprio Sacramentum sanctitatis tutela que atribuía à Congregação para a Doutrina da Fé a competência para tratar e julgar no âmbito do ordenamento canónico uma série de delitos particularmente graves, cuja competência era precedentemente atribuída também a outros Organismos ou não era totalmente clara.
O Motu Proprio (a “lei” em sentido estrito) era acompanhado de uma série de Normas aplicativas e precessuais conhecidas como Normae de gravioribus delictis. No decurso dos nove anos sucessivos a experiência naturalmente sugeriu a integração e a actualização de tais Normas, de maneira a poder acelerar ou simplificar os procedimentos para os tornar mais eficazes, ou ter em consideração as novas problemáticas. Isto aconteceu principalmente graças à atribuição da parte do Papa de novas “faculdades” à Congregação para a Doutrina da Fé, que contudo não tinham sido integradas organicamente nas “Normas” iniciais. Foi o que aconteceu agora, precisamente no âmbito de uma revisão sistemática de tais Normas.
Os delitos gravíssimos aos quais se referia esta normativa dizem respeito a realidades centrais para a vida da Igreja, ou seja, aos sacramentos da Eucaristia e da Penitência, mas também aos abusos sexuais cometidos por um clérigo com um menor de idade inferior aos 18 anos.
A ampla ressonância pública dada nos anos recentes a este último tipo de delitos chamou muito a atenção e desenvolveu um intenso debate sobre as normas e procedimentos aplicados pela Igreja para o julgamento e a punição dos mesmos.
Por conseguinte, é justo que haja plena clareza sobre a normativa hoje em vigor neste campo e que a mesma normativa se apresente de modo orgânico, para facilitar a orientação de quem quer que se deva ocupar destas matérias.
Uma primeira contribuição de esclarecimento – sobretudo para uso dos jornalistas – foi dada há pouco tempo com a publicação no site da Santa Sé de um sintético “Guia à compreensão dos procedimentos básicos da Congregação para a Doutrina da Fé em relação às acusações de abusos sexuais”, mas a publicação das novas Normas é totalmente diferente, oferecendo-nos um texto jurídico oficial actualizado, válido para toda a Igreja.
Para facilitar a leitura por parte de um público não especialista, interessado principalmente na problemática relativa aos abusos sexuais, procuremos ressaltar alguns aspectos relevantes.
Entre as novidades introduzidas em relação às Normas precedentes devem-se ressaltar sobretudo as que se destinam a tornar mais rápidos os procedimentos, como a possibilidade de não seguir a “via processual judiciária” mas de proceder “por decreto extrajudiciário”, ou de apresentar ao Santo Padre em circunstâncias particulares os casos mais graves da demissão do estado clerical.
Outra norma destinada a simplificar problemas precedentes e a ter em consideração a evolução da situação na Igreja, refere-se à possibilidade de ter como funcionários dos tribunais, como advogados ou procuradores, não só mais sacerdotes, mas também leigos. Analogamente, para desempenhar tais funções já não é estritamente necessária a formação em direito canónico, mas a competência exigida pode ser comprovada também de outra forma, por exemplo com o título de licença.
Deve-se notar também a passagem do prazo da prescrição de dez para vinte anos, permanecendo sempre a possibilidade de derrogação também além do mesmo prazo.
São significativas a equiparação com os menores das pessoas com uso limitado de razão, e a introdução de um novo caso: a pedopornografia. Ela é definida do seguinte modo: “a aquisição, a detenção ou a divulgação” realizada por um membro do clero “de qualquer modo e com qualquer meio, de imagens pornográficas que tenham como objecto menores de 14 anos”.
Propõe-se a normativa sobre a confidencialidade dos processos, em tutela da dignidade de todas as pessoas envolvidas.
Um aspecto que não é mencionado, e é com frequência objecto de debate nestes tempos, refere-se à colaboração com as autoridades civis. É preciso ter em consideração que as Normas agora publicadas são parte do ordenamento penal canónico, em si completo e totalmente distinto do ordenamento dos outros Estados.
A este propósito pode-se contudo fazer notar quanto já foi escrito no recordado “Guia à compreensão dos procedimentos…” publicado no site da Santa Sé. Neste “Guia”, a indicação: “Deve ser dada sempre continuidade às disposições da lei civil no que se refere à remetência de crimes às autoridades competentes”, foi inserida na Secção dedicada aos “Procedimentos preliminares”. Isto significa que na prática proposta pela Congregação para a Doutrina da Fé é necessário providenciar a tempo à obtemperação nos termos da lei em vigor nos países e não no decorrer do procedimento canónico ou sucessivamente a ele.
A actual publicação das Normas dá uma grande contribuição à clareza e à certeza do direito num campo no qual a Igreja está em grande medida comprometida hoje a proceder com rigor e transparência, a fim de responder plenamente às justas expectativas de tutela da coerência moral e da santidade evangélica que os fiéis e a opinião pública sentem em relação a ela, e que o Santo Padre reafirmou de modo contínuo.
Naturalmente são também necessárias muitas outras medidas e iniciativas, por parte de diveros organismos eclesiais.
No que diz respeito à Congregação para a Doutrina da Fé, actualmente ela está a estudar o modo como ajudar os Episcopados do mundo a formular e desenvolver de modo coerente e eficaz as indicações e directrizes necessárias para enfrentar a problemática dos abusos sexuais de menores por parte de membros do clero ou no âmbito de actividades ou instituições relacionadas com a Igreja, em relação à situação e aos problemas da sociedade na qual trabalham.
Será outro passo crucial no caminho para que a Igreja ponha em prática permanente e em consciência contínua os frutos dos ensinamentos e das reflexões amadurecidos no decorrer da dolorosa vicissitude da “crise” devida aos abusos sexuais da parte de membros do clero.
Para completar este breve sumário sobre as principais novidades contidas nas “Normas”, é bom observar também as que se referem a delitos de outra natureza. Na realidade também nestes casos não se trata tanto de determinações novas na substância, quanto da inserção de normas já em vigor, de modo a obter uma normativa global mais ordenada e orgânica sobre os “delitos mais graves” reservados à Congregação para a Doutrina da Fé.
Mais especificamente foram inseridos: os delitos contra a fé (ou seja, heresia, apostasia e cisma), para os quais normalmente são competentes os Ordinários, mas a Congregação torna-se competente em caso de apelo; o registro e divulgação realizados maliciosamente das confissões sacramentais, sobre as quais já tinha sido emitido um decreto de condenação em 1988; a tentada ordenação das mulheres, sobre a qual também já existia um decreto de 2007.
Porta Voz do Santo Padre Bento XVI
Pe. Federico Lombardi
Inauguração do Museu S. João de Deus
No próximo dia 8 de Março, dia de São João de Deus, será inaugurado o Museu S. João de Deus – Psiquiatria e História. O Museu S. João de Deus, que irá funcionar na Casa de Saúde do Telhal (concelho de Sintra), expõe cerca de 900 peças que dão a conhecer não apenas a história da Ordem Hospitaleira em Portugal, como retratam também a evolução da Psiquiatria, da Farmacologia e da Enfermagem no nosso país.
No dia da festa litúrgica de S. João de Deus (8 de Março) abre as portas ao público o Museu S. João de Deus – Psiquiatria e História. A cerimónia de inauguração terá início pela manhã, com uma Missa solene presidida pelo Cardeal Patriarca após a qual, terá lugar o descerramento da Placa Comemorativa da Inauguração do Museu S. João de Deus – Psiquiatria e História por Sua Excelência a Doutora Maria Cavaco Silva. Estarão
ainda presentes Sua Excia. o Ministro da Cultura, Sua Excia. o Presidente da Câmara Municipal de Sintra, Sua Excia. Revma. o Núncio Apostólico, o Revmo. Superior Geral da Ordem Hospitaleira, Irmão Donatus Forkan. Depois do almoço seguir-se-á a abertura do Museu, visita à Exposição Inaugural, actuação do Quinteto de Metais da Banda do Exército e a sessão solene, que decorrerá no Auditório do Museu. No final da cerimónia será oferecido um Colares de Honra pelo Senhor Presidente da Câmara Municipal de Sintra e haverá uma actuação do Coro da Associação dos Estudantes de Faculdade de Farmácia de Lisboa.
Este novo museu será o primeiro Museu português de uma Ordem religiosa histórica a ser organizado posteriormente a 1834 e o também o primeiro dedicado à história da Psiquiatria em Portugal. O Provincial da Ordem Hospitaleira dos Irmãos de S. João de Deus, Irmão José Augusto Louro, explica na apresentação do catálogo comemorativo que “a ideia deste museu partiu do desejo de preservar o património artístico e museológico da Província Portuguesa da Ordem Hospitaleira de S. João de Deus, espalhado pelos mais díspares lugares, e ao mesmo tempo dar a conhecer a história e a evolução da assistência médica-hospitalar, em geral, e da psiquiatria em Portugal, em particular”.
O Museu S. João de Deus está integrado na Casa de Saúde do Telhal, Centro Assistencial na área da Psiquiatria, Saúde Mental e Reabilitação Psicossocial, situado no Concelho de Sintra e fundado pelo P. Bento Menni em 1893. O Prof. Egas Moniz, Prémio Nobel da Medicina, foi um dos médicos ilustres que trabalharam neste Centro. O Museu ocupa um edifício construído em 1937, originalmente destinado à
formação de Irmãos e que chegou a albergar uma unidade de internamento. O projecto de recuperação do edifício e de design é do Atelier Inês Lobo Arquitectos, que privilegiou a relação do edifício com o exterior, integrando também o claustro e a Capela.
Com coordenação museográfica e documental de Carmina Correia Guedes e de Estela Rodrigues, o Museu S. João de Deus tem um espólio diversificado, oferecendo aos seus visitantes, por exemplo, os trabalhos criativos realizados pelos próprios utentes das Casas de Saúde ao longo do século XX. Entre estes encontramos obras de artistas portugueses de renome, como as aguarelas de Stuart de Carvalhais, as pinturas de Mestre Abreu, as maquetas de Simões Costa, ou as pirogravuras de Gastão Eiró. A par de instrumentos ligados à psiquiatria, à área médico-cirúrgica e à enfermagem, podem também ser admiradas peças de cerâmica, de ourivesaria ou tapeçaria, ou ainda consultar diversos livros e documentos ligados à história da
congregação.
São estas as propostas em exposição nas duas galerias do museu. A Galeria de Exposição Temporária é dedicada à vida de São João de Deus e à história da Ordem Hospitaleira mostrada através da arte, em Portugal e no Império, até ao ano de 1834. A Galeria de Exposição Permanente compreende o período desde a Restauração da Ordem Hospitaleira em Portugal (1890) até aos nossos dias. Esta exposição, “documenta a história dos cuidados psiquiátricos em Portugal, sendo protagonistas os Irmãos de S. João de Deus e seus colaboradores, as pessoas assistidas nos Centros e suas famílias”, como se refere no catálogo do museu.
Congregação para a Doutrina da Fé
Desde 2001 que a Congregação para a Doutrina da Fé tem competência para aplicar normas sobre delitos graves… O que foi, nos últimos tempos, anunciado e posto em prática sobre questões relacionadas com a pedofilia, é agora sistematizado de forma normativa e com algumas novidades.
A actualização prevê o alargamento do prazo de prescrição de crimes de abuso sexual de 10 para 20 anos, equipara a consulta de pornografia infantil a crime de abuso sexual de menores.
As normas equiparam também os deficientes mentais aos menores, para efeito de punição de eventuais crimes sexuais sobre este tipo de doentes.
Os bispos são obrigados a reportar todos estes crimes à Congregação para a Doutrina da Fé que tem o poder – nos casos inequívocos e muito graves – de reduzir o criminoso a estado laical, sem ter de passar pelo tribunal eclesiástico.
Para além de crimes contra a moral, esta actualização inclui também outros delitos graves, cometidos contra a celebração de sacramentos, como, por exemplo, a profanação da eucaristia e a violação do segredo de confissão.
Novidade neste texto legislativo, é também a tentativa de ordenação de mulheres, considerada como um crime grave que viola o sacramento da ordem.
Cidade do Vaticano, 15 de Julho de 2010
Primeira Parte
NORMAS SUBSTANCIAIS
Art. 1
§1. A Congregação para a Doutrina da Fé, nos termos do art. 52 da Constituição Apostólica Pastor bonus, julga os delitos contra a fé e os delitos mais graves cometidos contra os costumes ou na celebração dos sacramentos e, se for o caso, procede a declarar ou a irrogar as sanções canónicas nos termos do direito, quer comum quer próprio, salva a competência da Penitenciaria Apostólica e salvaguardando a Agendi ratio in doctrinarum examine.
§ 2. Nos delitos a que se refere o §1, por mandato do Romano Pontífice, a Congregação para a Doutrina da Fé tem o direito de julgar os Padres Cardeais, os Patriarcas, os Legados da Sé Apostólica, os Bispos, assim como as outras pessoas físicas a que se refere o cân. 1405 §3 do Código de Direito Canónico e o cân. 1061 do Código dos Cânones das Igrejas Orientais.
§ 3. A Congregação para a Doutrina da Fé julga os delitos reservados que constam no §1 nos termos dos artigos seguintes.
Art. 2
§ 1. Os delitos contra a fé, a que se refere o art. 1, são a heresia, a apostasia e o cisma, nos termos dos câns. 751 e 1364 do Código de Direito Canónico e dos câns. 1436 e 1437 do Código dos Cânones das Igrejas Orientais.
§ 2. Os casos a que se refere o §1, nos termos do direito compete ao Ordinário ou ao Hierarca anular, se necessário, a excomunhão latae sententiae e realizar o processo judiciário em primeira instância ou extrajudiciário por decreto, salvo o direito de apelo ou de recurso à Congregação para a Doutrina da Fé.
Art. 3
§ 1. Os delitos mais graves contra a santidade do augustíssimo Sacrifício e sacramento da Eucaristia reservados ao julgamento da Congregação para a Doutrina da Fé são:
1° a ablação ou a conservação para fins sacrílegos, ou a profanação das espécies consagradas, a que se refere o cân. 1367 do Código de Direito Canónico e o cân. 1442 do Código dos Cânones das Igrejas Orientais;
2° a tentada acção litúrgica do Sacrifício eucarístico segundo o cân. 1378 §2 n. 1 do Código de Direito Canónico;
3° a simulação da acção litúrgica do Sacrifício eucarístico segundo o cân. 1379 do Código de Direito Canónico e o cân. 1443 do Código dos Cânones das Igrejas Orientais;
4° a concelebração do Sacrifício eucarístico proibida pelo cân. 908 do Código de Direito Canónico e pelo cân. 702 do Código dos Cânones das Igrejas Orientais, a que se refere o cân. 1365 do Código de Direito Canónico e o cân. 1440 do Código dos Cânones das Igrejas Orientais, juntamente com os ministros das comunidades eclesiais que não têm a sucessão apostólica e não reconhecem a dignidade sacramental da ordenação sacerdotal.
§ 2. Está reservado à Congregação para a Doutrina da Fé também o delito que consiste na consagração para fim sacrílego de uma só matéria ou de ambas, na celebração eucarística ou fora dela. Quem comete este delito, seja punido segundo a gravidade do crime, sem excluir a demissão ou a deposição.
Art. 4
§ 1. Os delitos mais graves contra a santidade do sacramento da Penitência reservados ao julgamento da Congregação para a Doutrina da Fé são:
1° a absolvição do cúmplice no pecado contra o sexto mandamento do Decálogo, a que se refere o cân. 1378 §1 do Código de Direito Canónico e o cân. 1457 do Código dos Cânones das Igrejas Orientais;
2° a tentada absolvição sacramental ou a escuta proibida da confissão a que se refere o cân. 1378 §2, 2° do Código de Direito Canónico;
3° a simulação da absolvição sacramental a que se refere o cân. 1379 do Código de Direito Canónico e o cân. 1443 do Código dos Cânones das Igrejas Orientais;
4° a solicitação ao pecado contra o sexto mandamento do Decálogo no acto ou por ocasião ou com o pretexto da confissão, a que se refere o cân. 1387 do Código de Direito Canónico e o cân. 1458 do Código dos Cânones das Igrejas Orientais, se destinada ao pecado com o mesmo confessor;
5° a violação directa e indirecta do sigilo sacramental, de que fala o cân. 1388 §1 do Código de Direito Canónico e o cân. 1456 §1 do Código dos Cânones das Igrejas Orientais.
§ 2. Sem alterar quanto disposto no §1 n. 5, à Congregação para a Doutrina da Fé fica reservado também o delito mais grave que consiste na registração, feita com qualquer meio técnico, ou na divulgação com os meios de comunicação social realizada com malícia, de quanto é dito pelo confessor ou pelo penitente na confissão sacramental, verdadeira ou falsa. Aquele que comete este delito, seja punido segundo a gravidade do crime, sem excluir a demissão ou a deposição, se é um clérigo.
Art. 5
À Congregação para a Doutrina da Fé é reservado também o delito mais grave de tentada sagrada ordenação de uma mulher:
1° ficando estabelecido quanto disposto no cân. 1378 do Código de Direito Canónico, quer quem tenta o conferimento da ordem sagrada, quer a mulher que tenta a recepção da ordem sagrada, incorrem na excomunhão latae sententiae reservada à Sé Apostólica;
2° depois se quem tenta o conferimento da ordem sagrada ou a mulher que tenta a recepção da ordem sagrada for um cristão sujeito ao Código dos Cânones das Igrejas Orientais, ficando estabelecido quanto disposto no cân. 1443 do mesmo Código, seja punido com a excomunhão maior, cuja remissão também é reservada à Sé Apostólica;
3° se depois o réu é um clérigo, pode ser punido com a demissão ou com a deposição.
Art. 6
§ 1. Os delitos mais graves contra os costumes, reservados ao julgamento da Congregação para a Doutrina da Fé, são:
1° o delito contra o sexto mandamento do Decálogo cometido por um clérigo com um menor de dezoito anos; neste número, é equiparada ao menor a pessoa que habitualmente tem um uso imperfeito da razão;
2° a aquisição ou a detenção ou a divulgação, para fins de libidinagem, de imagens pornográficas de menores com idade inferior aos quatorze anos por parte de um clérigo, de qualquer modo e com qualquer instrumento.
§ 2. O clérigo que pratica os delitos a que se refere o §1 seja punido segundo a gravidade do crime, não excluída a demissão ou a deposição.
Art. 7
§ 1. Salvaguardando o direito da Congregação para a Doutrina da Fé de derrogar à prescrição para cada um dos casos, a acção criminal relativa aos delitos reservados à Congregação para a Doutrina da Fé extingue-se por prescrição em vinte anos.
§ 2. A prescrição decorre segundo o cân. 1362 §2 do Código de Direito Canónico e do cân. 1152 §3 do Código dos Cânones das Igrejas Orientais. Mas no delito a que se refere o art. 6 §1 n. 1, a prescrição começa a decorrer a partir do dia em que o menor completou dezoito anos.
Segunda Parte
NORMAS PROCESSUAIS
TÍTULO I
Constituição e competência do Tribunal
Art. 8
§ 1. A Congregação para a Doutrina da Fé é o Supremo Tribunal Apostólico para a Igreja Latina, assim como para as Igrejas Orientais Católicas, para julgar os delitos definidos nos artigos precedentes.
§ 2. Este Supremo Tribunal julga também os outros delitos, dos quais o réu é acusado pelo Promotor de Justiça, em virtude da conexão da pessoa e da cumplicidade.
§ 3. As sentenças deste Supremo Tribunal, emitidas nos limites da própria competência, não estão sujeitas à aprovação do Sumo Pontífice.
Art. 9
§ 1. Os juízes deste Supremo Tribunal são, pelo mesmo direito, os Padres da Congregação para a Doutrina da Fé.
§ 2. Preside o Colégio dos Padres, como primeiro entre iguais, o Prefeito da Congregação e, em caso de vacância ou de impedimento do Prefeito, desempenha o cargo o Secretário da Congregação.
§ 3. Compete ao Prefeito da Congregação nomear também os outros juízes estabelecidos ou encarregados.
Art. 10
É necessário que sejam nomeados juízes sacerdotes de idade madura, munidos de doutoramento em direito canónico, de bons costumes, sobretudo que se distinguem por prudência e experiência jurídica, mesmo se exercem contemporaneamente o cargo de juiz ou de consultor noutro Organismo da Cúria Romana.
Art. 11
Para apresentar ou defender a acusação, é constituído um Promotor de Justiça, que seja sacerdote, munido de doutoramento em direito canónico, de bons costumes, que se distinga particularmente por prudência e experiência jurídica, que desempenhe o seu cargo em todos os graus de juízo.
Art. 12
Para as tarefas de Notário e de Chanceler são designados sacerdotes, quer Oficiais desta Congregação, quer externos.
Art. 13
Desempenha a função de Advogado e Procurador um sacerdote, munido de doutoramento em direito canónico, que é aprovado pelo Presidente do colégio.
Art. 14
Nos outros Tribunais, depois, para as causas a que se referem as presentes normas, podem desempenhar validamente os cargos de Juiz, Promotor de Justiça, Notário e Patrono apenas sacerdotes.
Art. 15
Ficando estabelecido quanto prescrito pelo cân. 1421 do Código de Direito Canónico e pelo cân. 1087 do Código dos Cânones das Igrejas Orientais, à Congregação para a Doutrina da Fé é lícito conceder as dispensas dos requisitos do sacerdócio, assim como do doutoramento em direito canónico.
Art. 16
Todas as vezes que o Ordinário ou o Hierarca recebe a notícia, pelo menos verosímil, de um delito mais grave, realizada a averiguação prévia, a dê a conhecer à Congregação para a Doutrina da Fé, a qual, se não avoca para si a causa por circunstâncias particulares, ordena ao Ordinário ou ao Hierarca que proceda ulteriormente, ficando estabelecido contudo, se necessário, o direito de apelo contra a sentença de primeiro grau apenas ao Supremo Tribunal da mesma Congregação.
Art. 17
Se o caso for entregue directamente à Congregação, sem fazer a averiguação prévia, os preliminares do processo, que por direito comum competem ao Ordinário ou ao Hierarca, podem ser feitos pela mesma Congregação.
Art. 18
A Congregação para a Doutrina da Fé, nas causas a ela legitimamente entregues, pode sanar os actos, salvaguardando o direito à defesa, se foram violadas leis meramente processuais por parte dos Tribunais inferiores que agem por mandato da mesma Congregação ou segundo o art. 16.
Art. 19
Salvaguardando o direito do ordinário ou do Hierarca, desde o início da averiguação prévia, de impôr quanto estabelecido no cân. 1722 do Código de Direito Canónico ou no cân. 1473 do Códifo dos Cânones das Igrejas Orientais, também o Presidente de turno do Tribunal, por solicitação do Promotor de Justiça, tem o mesmo poder com as mesmas condições determinadas nos mencionados cânones.
Art. 20
O Supremo Tribunal da Congregação para a Doutrina da Fé julga em segunda instância:
1° as causas julgadas em primeira instância pelos Tribunais inferiores;
2° as causas definidas em primeira instância pelo mesmo Supremo Tribunal Apostólico.
TÍTULO II
A ordem judiciária
Art. 21
§ 1. Os delitos mais graves reservados à Congregação para a Doutrina da Fé devem ser perseguidos em processo judiciário.
§ 2. Contudo, à Congregação para a Doutrina da Fé é lícito:
1° em cada caso, por competência ou por solicitação do Ordinário ou do Hierarca, decidir proceder por decreto extrajudiciário, segundo o cân. 1720 do Código de Direito Canónico e o cân. 1486 do Código dos Cânones das Igrejas Orientais; contudo, com o propósito de que as penas expiatórias perpétuas sejam infligidas unicamente por mandato da Congregação para a Doutrina da Fé;
2° remeter directamente à decisão do Sumo Pontífice em mérito à demissão do estado clerical ou à deposição, juntamente com a dispensa da lei do celibato, os casos mais graves quando consta manifestamente a prática do delito, depois de ter sido dado ao réu a faculdade de se defender.
Art. 22
Para julgar uma causa, o Prefeito constitua um Turno de três ou de cinco juízes.
Art. 23
Se, no grau de apelo, o Promotor de Justiça apresenta uma acusa especificamente diversa, este Supremo Tribunal pode admiti-la e julgá-la, como se fosse em primeira instância.
Art. 24
§ 1. Nas causas para os delitos aos quais se refere o art. 4 §1, o Tribunal não pode tornar público o nome do denunciante, nem ao acusado, nem ao seu Patrono, se o denunciante não deu expresso consentimento.
§ 2. O mesmo Tribunal deve avaliar com particular atenção a credibilidade do denunciante.
§ 3. Contudo, é preciso providenciar a que seja evitado absolutamente qualquer perigo de violação do sigilo sacramental.
Art. 25
Se sobrassai uma questão acidental, o Colégio defina o caso por decreto com a máxima repidez.
Art. 26
§ 1. Salvaguardando o direito de apelo a este Supremo Tribunal, terminada de qualquer modo a instância noutro Tribunal, todas as actas da causa sejam transmitidas por competência quanto antes à Congregação para a Doutrina da Fé.
§ 2. O direito do Promotor de Justiça da Congregação de impugnar a sentença decorre a partir do dia em que a sentença de primeira instância foi notificada ao mesmo Procurador.
Art. 27
Contra as actas administrativas singulares emitidas ou aprovadas pela Congregação para a Doutrina da Fé nos casos dos delitos reservados, admite-se o recurso, apresentado no prazo peremptório de sessenta dias úteis, à Congregação Ordinária (ou seja, Feria iv) da mesma Congregação, a qual julga o mérito e a legitimidade, eliminando qualquer ulterior recurso a que se refere o art. 123 da Constituição Apostólica Pastor bonus.
Art. 28
A questão passa em julgado:
1° se a sentença foi emitida em segunda instância;
2° se o apelo contra a sentença não foi interposto no prazo de um mês;
3° se, em grau de apelo, a instância prescreveu ou se renunciou a ela;
4° se foi emitida uma sentença nos termos do art. 20.
Art. 29
§ 1. As despesas judiciárias sejam pagas segundo quanto estabelecido pela sentença.
§ 2. Se o réu não poder pagar as despesas, elas sejam pagas pelo Ordinário ou pelo Hierarca da causa.
Art. 30
§ 1. As causas deste género são sujeitas ao segredo pontifício.
§ 2. Quem quer que viole o segredo ou, por dolo ou negligência grave, cause qualquer dano ao acusado ou às testemunhas, a pedido da parte lesada ou também por competência seja punido pelo Turno superior com penas côngruas.
Art. 31
Nestas causas, juntamente com as prescrições destas normas, às quais são obrigados todos os Tribunais da Igreja Latina e das Igrejas Orientais Católicas, devem-se aplicar também os cânones sobre os delitos e as penas e sobre o processo penal de ambos os Códigos.
CONGREGAÇÃO PARA A DOUTRINA DA FÉ
SÍNTESE DAS MODIFICAÇÕES INTRODUZIDAS
NAS NORMAE DE GRAVIORIBUS DELICTIS
RESERVADOS À CONGREGAÇÃO PARA A DOUTRINA DA FÉ
No novo texto das Normae de gravioribus delictis, tal como foi modificado após a decisão do Romano Pontífice Bento XVI de 21 de Maio de 2010, estão presentes vários emendamentos quer na parte relativa às normas substanciais, quer na relativa às normas processuais.
As modificações introduzidas no texto normativo são as seguintes:
A) após a concessão, por obra do Santo Padre João Paulo II, a favor da Congregação para a Doutrina da Fé, de algumas faculdades, sucessivamente confirmadas pelo sucessor Bento XVI com data de 6 de Maio de 2005, foram inseridos:
1. o direito, prévio mandato do Romano Pontífice, de julgar os Padres Cardeais, os Patriarcas, os Legados da Sé Apostólica, os Bispos e outras pessoas físicas segundo os câns. 1405 §3 CDC e 1061 CCIO (art 1 §2);
2. a ampliação do termo de prescrição da acção criminosa, que foi aumentado para 20 anos, salvo sempre o direito da Congregação para a Doutrina da Fé de o derrogar (art. 7);
3. a faculdade de conceder aos funcionários do Tribunal e aos Advogados e Procuradores a dispensa do requisito do sacerdócio e da licenciatura em direito canónico (art. 15);
4. a faculdade de corrigir as actas em caso de violação unicamente das leis processuais por obra dos Tribunais inferiores, salvo o direito de defesa (art. 18);
5. A faculdade de dispensar da via processual judiciária, ou seja, de proceder per decretum extra iudicium: neste caso a Congregação para a Doutrina da Fé, avaliado o caso individualmente, decide de cada vez, ex officio ou por solicitação do Ordinário ou do Hierarca, quando autorizar o recurso à via extrajudiciária (contudo, para a irrogação de penas expiatórias perpétuas é necessário o mandato da Congregação para a Doutrina da Fé) (art.21§2n.1);
6. a faculdade de apresentar directamente o caso ao Santo Padre para a dimissio e statu clericali ou para a depositio, una cum dispensatione a lege caelibatus: nesta hipótese, excepto sempre a faculdade de defesa do acusado, além da extrema gravidade do caso, deve resultar manifestamente a comissão do delito objecto de exame (art. 21 §2 n. 2);
7. a faculdade de recorrer ao grau superior de julgamento da Sessão Ordinária da Congregação para a Doutrina da Fé, no caso de recursos contra providências administrativas, emanadas ou aprovadas pelos graus inferiores da mesma Congregação, relativos aos casos de delitos reservados (art. 27).
B) Além disso foram inseridas no texto ulteriores modificações, e principalmente:
8. foram introduzidos os delicta contra fidem, ou seja, heresia, apostasia e cisma, relativamente aos quais foi prevista em particular a competência do Ordinário, ad normam iuris, a proceder judicialmente ou extra iudicium em primeira instância, salvo o direito de apelar ou recorrer perante a Congregação para a Doutrina da Fé (art. 1 §1 e art. 2);
9. nos delitos contra a Eucaristia, os casos delituosos do attentatio liturgiae eucharistici Sacrificii actionis, em conformidade com o cân. 1378 §2 n. 1 CDC, e a simulação da mesma, em conformidade com o cân. 1379 do CDC e 1443 do CCIO, já não são consideradas unitariamente no mesmo número, mas são avaliadas separadamente (art. 3 §1 nn. 2 e 3);
10. sempre nos delitos contra a Eucaristia, foram eliminados, em relação ao texto precedentemente em vigor, duas frases, precisamente: “alterius materiae sine altera”, e “aut etiam utriusque extra eucharisticam celebrationem”, respectivamente substituídos com “unius materiae vel utriusque” e com “aut extra eam” (art. 3 §2);
11. nos delitos contra o sacramento da Penitência, foram introduzidos os casos delituosos conforme ao cân. 1378 §2 n. 2 do CDC (tentar conceder a absolvição sacramental, não a podendo conceder validamente, ou ouvir a confissão sacramental) e aos cânn. 1379 do CDC e 1443 do CCIO (simulação da absolvição sacramental) (art. 4 §1 nn. 2 e 3);
12. foram inseridos os casos da violação indirecta do sigilo sacramental (art. 4 §1 n. 5) e da captação e divulgação, cometidas maliciosamente, pelas confissões sacramentais (iuxta decreto da Congregação para a Doutrina da Fé de 23 de Setembro de 1988) (art. 4 §2);
13. foi introduzido o caso penal da tentada ordenação sagrada de uma mulher, segundo quanto estabelecido no decreto da Congregação para a Doutrina da Fé de 19 de Dezembro de 2007 (art. 5);
14. nos delicta contra mores: foi equiparado com o menor a pessoa de maior idade que habitualmente faz um uso imperfeito da razão, tudo com expresso limite do número em questão (art. 6 §1 n. 1);
15. além disso, acrescentou-se o caso que inclui a aquisição, a detenção ou a divulgação, a clerico turpe patrata, de qualquer modo e com qualquer meio, de imagens pornográficas que têm como objecto menores com idade inferior a 14 anos (art. 6 §1 n. 2);
16. esclareceu-se que i munera processui praeliminaria, podem, e já não devem, ser cumpridos pela Congregação para a Doutrina da Fé (art. 17);
17. foi introduzida a possibilidade de adoptar as medidas cautelares, conforme ao cân. 1722 do CDC e ao cân 1473 do CCIO, também durante a fase da averiguação prévia (art. 19).
Roma, da sede da Congregação para a Doutrina da Fé, 21 de Maio de 2010
William Card. Levada
Prefeito
Luis F. Ladaria, S.J.
Arcebispo Tit. de Thibica
Secretário
Carta Pastoral
do Santo Padre Bento XVI
aos Católicos na Irlanda
1. Amados Irmãos e Irmãs da Igreja na Irlanda, é com grande preocupação que vos escrevo como Pastor da Igreja universal. Como vós, fiquei profundamente perturbado com as notícias dadas sobre o abuso de crianças e jovens vulneráveis da parte de membros da Igreja na Irlanda, sobretudo de sacerdotes e religiosos. Não posso deixar de partilhar o pavor e a sensação de traição que muitos de vós experimentastes ao tomar conhecimento destes actos pecaminosos e criminais e do modo como as autoridades da Igreja na Irlanda os enfrentaram.
Como sabeis, convidei recentemente os bispos irlandeses para um encontro aqui em Roma a fim de referir sobre o modo como trataram estas questões no passado e indicar os passos que empreenderam para responder a esta grave situação. Juntamente com alguns altos Prelados da Cúria Romana ouvi quanto tinham para dizer, quer individualmente quer em grupo, enquanto propunham uma análise dos erros cometidos e das lições aprendidads, e uma descrição dos programas e dos protocolos hoje existente. As nossas reflexões foram francas e construtivas. Alimento a confiança de que, como resultado, os bispos se encontrem agora numa posição mais forte para levar por diante a tarefa de reparar as injustiças do passado e para enfrentar as temáticas mais amplas relacionadas com o abuso dos menores segundo modalidades conformes com as exigências da justiça e com os ensinamentos do Evangelho.
2. Por meu lado, considerando a gravidade destas culpas e a resposta muitas vezes inadequada que lhes foi reservada da parte das autoridades eclesiásticas no vosso país,, decidi escrever esta Carta Pastoral para vos expressar a minha proximidade, e para vos propor um caminho de cura, de renovação e de reparação.
Na realidade, como muitos no vosso país revelaram, o problema do abuso dos menores não é específico nem da Irlanda nem da Igreja. Contudo a tarefa que agora tendes à vossa frente é enfrentar o problema dos abusos que se verificaram no âmbito da comunidade católica irlandesa e de o fazer com coragem e determinação. Ninguém pense que esta dolorosa situação se resolverá em pouco tempo. Foram dados passos em frente positivos, mas ainda resta muito para fazer. É preciso perseverança e oração, com grande confiança na força restabelecedora da graça de Deus.
Ao mesmo tempo, devo expressar também a minha convicção de que, para se recuperar desta dolorosa ferida, a Igreja na Irlanda deve em primeiro lugar reconhecer diante do Senhor e diante dos outros, os graves pecados cometidos contra jovens indefesos. Esta consciência, acompanhada de sincera dor pelo dano causado às vítimas e às suas famílias, deve levar a um esforço concentrado para garantir a protecção dos jovens em relação a semelhantes crimes no futuro.
Enquanto enfretais os desafios deste momento, peço-vos que vos recordeis da «rocha de que fostes talhados» (Is 51, 1). Reflecti sobre as contribuições generosas, com frequência heróicas, oferecidas à Igreja e à humanidade como tal pelas passadas gerações de homens e mulheres irlandeses, e deixai que isto gere impulso para um honesto auto-exame e um convicto programa de renovação eclesial e individual. A minha oração é por que, assistida pela intercessão dos seus muitos santos e purificada pela penitência, a Igreja na Irlanda supere a presente crise e volte a ser uma testemunha convincente da verdade e da bondade de Deus omnipotente, manifestadas no seu Filho Jesus Cristo.
3. Historicamente os católicos da Irlanda demonstraram-se uma grande força de bem quer na pátria quer fora. Monges célticos, como São Colombano, difundiram o Evangelho na Europa Ocidental lançando as bases da cultura monástica medieval. Os ideais de santidade, de caridade e de sabedoria transcendente que derivam da fé cristã, encontraram expressão na construção de igrejas e mosteiros e na instituição de escolas, bibliotecas e hospitais que consolidaram a identidade espiritual da Europa. Aqueles missionários irlandeses tiraram a sua força e inspiração da fé sólida, da guia forte e dos comportamentos morais rectos da Igreja na sua terra natal.
A partir do século XVI, os católicos na Irlanda sofreram um longo período de perseguição, durante o qual lutaram para manter viva a chama da fé em circunstâncias perigosas e difíceis. Santo Oliver Plunkett, o Arcebispo mártir de Armagh, é o exemplo mais famoso de uma multidão de corajosos filhos e filhas da Irlanda dispostos a dar a própria vida pela fidelidade ao Evangelho. Depois da Emancipação Católica, a Igreja teve a liberdade de crescer de novo. Famílias e inúmeras pessoas que tinham preservado a fé durante os tempos das provações tornaram-se a centelha de um grande renascimento do catolicismo irlandês no século XIX. A Igreja forneceu escolarização, sobretudo aos pobres, e isto deu uma grande contribuição à sociedade irlandesa. Um dos frutos das novas escolas católicas foi um aumento de vocações: gerações de sacerdotes, irmãs e irmãos missionários deixaram a pátria para servir em todos os continentes, sobretudo no mundo de língua inglesa. Foram admiráveis não só pela vastidão do seu número, mas também pela robustez da fé e pela solidez do seu empenho pastoral. Muitas dioceses, sobretudo em África, América e Austrália, beneficiaram da presença de clero e religiosos irlandeses que anunciaram o Evangelho e fundaram paróquias, escolas e universidades, clínicas e hospitais, que serviram tanto os católicos, como a sociedade em geral, com atenção especial às necessidades dos pobres.
Em quase todas as famílias da Irlanda houve alguém – um filho ou uma filha, uma tia ou um tio – que deu a própria vida à Igreja. Justamente as famílias irlandesas têm em grande estima e afecto os seus queridos, que ofereceram a própria vida a Cristo, partilhando o dom da fé com outros e actualizando-a num serviço amoroso a Deus e ao próximo.
4. Contudo, nos últimos decénios a Igreja no vosso país teve que se confrontar com novos e graves desafios à fé que surgiram da rápida transformação e secularização da sociedade irlandesa. Verificou-se uma mudança social muito rápida, que muitas vezes atingiu com efeitos hostis a tradicional adesão do povo ao ensinamento e aos valores católicos. Com frequência as práticas sacramentais e devocionais que sustentam a fé e a tornam capaz de crescer, como por exemplo a confissão frequente, a oração quotidiana e os ritos anuais, não foram atendidas. Determinante foi também neste período a tendência, até da parte de sacerdotes e religiosos, para adoptar modos de pensamento e de juízo das realidades seculares sem referência suficiente ao Evangelho. O programa de renovação proposto pelo Concílio Vaticano II por vezes foi mal compreendido e na realidade, à luz das profundas mudanças sociais que se estavam a verificar, não era fácil avaliar o modo melhor de o realizar. Em particular, houve uma tendência, ditada por recta intenção mas errada, a evitar abordagens penais em relação a situações canónicas irregulares. É neste contexto geral que devemos procurar compreender o desconcertante problema do abuso sexual dos jovens, que contribuiu em grande medida para o enfraquecimento da fé e para a perda do respeito pela Igreja e pelos seus ensinamentos.
Só examinando com atenção os numerosos elementos que deram origem à crise actual é possível empreender uma diagnose clara das suas causas e encontrar remédios eficazes. Certamente, entre os factores que para ela contribuíram podemos enumerar: procedimentos inadequados para determinar a idoneidade dos candidatos ao sacerdócio e à vida religiosa; insuficiente formação humana, moral, intelectual e espiritual nos seminários e nos noviciados; uma tendência na sociedade a favorecer o clero e outras figuras com autoridade e uma preocupação inoportuna pelo bom nome da Igreja e para evitar os escândalos, que levaram como resultado à malograda aplicação das penas canónicas em vigor e à falta da tutela da dignidade de cada pessoa. É preciso agir com urgência para enfrentar estes factores, que tiveram consequências tão trágicas para as vidas das vítimas e das suas famílias e obscureceram a luz do Evangelho a tal ponto, ao qual nem sequer séculos de perseguição não tinham chegado.
5. Em diversas ocasiões desde a minha eleição para a Sé de Pedro, encontrei vítimas de abusos sexuais, assim como estou disponível a fazê-lo no futuro. Detive-me com elas, ouvi as suas vicissitudes, tomei nota do seu sofrimento, rezei com e por elas. Precedentemente no meu pontificado, na preocupação por enfrentar este tema, pedi aos Bispos da Irlanda, por ocasião da visita ad limina de 2006, que «estabelecessem a verdade de quanto aconteceu no passado, tomassem todas as medidas adequadas para evitar que se repita no futuro, garantissem que os princípios de justiça sejam plenamente respeitados e, sobretudo, curassem as vítimas e quantos são atingidos por estes crimes abnormes» (Discurso aos Bispos da Irlanda, 28 de Outubro de 2006).
Com esta Carta, pretendo exortar todos vós, como povo de Deus na Irlanda, a reflectir sobre as feridas infligidas ao corpo de Cristo, sobre os remédios, por vezes dolorosos, necessários para as atar e curar, e sobre a necessidade de unidade, de caridade e de ajuda recíproca no longo processo de restabelecimento e de renovação eclesial. Dirijo-me agora a vós com palavras que me vêm do coração, e desejo falar a cada um de vós individualmente e a todos como irmãos e irmãs no Senhor.
6. Às vítimas de abuso e às suas famílias
Sofrestes tremendamente e por isto sinto profundo desgosto. Sei que nada pode cancelar o mal que suportastes. Foi traída a vossa confiança e violada a vossa dignidade. Muitos de vós experimentastes que, quando éreis suficientemente corajosos para falar de quanto tinha acontecido, ninguém vos ouvia. Quantos de vós sofrestes abusos nos colégios deveis ter compreendido que não havia modo de evitar os vossos sofrimentos. É comprensível que vos seja difícil perdoar ou reconciliar-vos com a Igreja. Em seu nome expresso abertamente a vergonha e o remorso que todos sentimos. Ao mesmo tempo peço-vos que não percais a esperança. É na comunhão da Igreja que encontramos a pessoa de Jesus Cristo, ele mesmo vítima de injustiça e de pecado. Como vós, ele ainda tem as feridas do seu injusto padecer. Ele compreende a profundeza dos vossos padecimentos e o persistir do seu efeito nas vossas vidas e nos relacionamentos com os outros, incluídas as vossas relações com a Igreja. Sei que alguns de vós têm dificuldade até de entrar numa igreja depois do que aconteceu. Contudo, as mesmas feridas de Cristo, transformadas pelos seus sofrimentos redentores, são os instrumentos graças aos quais o poder do mal é infrangido e nós renascemos para a vida e para a esperança. Creio firmemente no poder restabelecedor do seu amor sacrifical – também nas situações mais obscuras e sem esperança – que traz a libertação e a promessa de um novo início.
Dirigindo-me a vós como pastor, preocupado pelo bem de todos os filhos de Deus, peço-vos com humildade que reflictais sobre quanto vos disse. Rezo a fim de que, aproximando-vos de Cristo e participando na vida da sua Igreja – uma Igreja purificada pela penitência e renovada na caridade pastoral – possais redescobrir o amor infinito de Cristo por todos vós. Tenho confiança em que deste modo sereis capazes de encontrar reconciliação, profunda cura interior e paz.
7. Aos sacerdotes e aos religiosos que abusaram dos jovens
Traístes a confiança que os jovens inocentes e os seus pais tinham em vós. Por isto deveis responder diante de Deus omnipotente, assim como diante de tribunais devidamente constituídos. Perdestes a estima do povo da Irlanda e lançastes vergonha e desonra sobre os vossos irmãos. Quantos de vós sois sacerdotes violastes a santidade do sacramento da Ordem Sagrada, no qual Cristo se torna presente em nós e nas nossas acções. Juntamente com o enorme dano causado às vítimas, foi perpetrado um grande dano à Igreja e à percepção pública do sacerdócio e da vida religiosa.
Exorto-vos a examinar a vossa consciência, a assumir a vossa responsabilidade dos pecados que cometestes e a expressar com humildade o vosso pesar. O arrependimento sincero abre a porta ao perdão de Deus e à graça do verdadeiro emendamento. Oferecendo orações e penitências por quantos ofendestes, deveis procurar reparar pessoalmente as vossas acções. O sacrifício redentor de Cristo tem o poder de perdoar até o pecado mais grave e de obter o bem até do mais terrível dos males. Ao mesmo tempo, a justiça de Deus exige que prestemos contas das nossas acções sem nada esconder. Reconhecei abertamente a vossa culpa, submetei-vos às exigências da justiça, mas não desespereis da misericórdia de Deus.
8. Aos pais
Ficastes profundamente transtornados ao tomar conhecimento das coisas terríveis que tiveram lugar naquele que deveria ter sido o ambiente mais seguro para todos. No mundo de hoje não é fácil construir um lar doméstico e educar os filhos. Eles merecem crescer num ambiente seguro, amados e queridos, com um forte sentido da sua identidade e do seu valor. Têm direito a ser educados nos valores morais autênticos, radicados na dignidade da pessoa humana, a serem inspirados pela verdade da nossa fé católica e a aprender modos de comportamento e de acção que os levem a uma sadia estima de si e à felicidade duradoura. Esta tarefa nobre e exigente está confiada em primeiro lugar a vós, seus pais. Exorto-vos a fazer a vossa parte para garantir a melhor cura possível dos jovens, quer em casa quer na sociedade em geral, enquanto que a Igreja, por seu lado, continua a pôr em prática as medidas adoptadas nos últimos anos para tutelar os jovens nos ambients paroquiais e educativos. Enquanto dais continuidade às vossas importantes responsabilidades, certifico-vos de que estou próximo de vós e que vos dou o apoio da minha oração.
9. Aos meninos e aos jovens da Irlanda
Desejo oferecer-vos uma particular palavra de encorajamento. A vossa experiência de Igreja é muito diversa da que fizeram os vossos pais e avós. O mundo mudou muito desde quando eles tinham a vossa idade. Não obstante, todos, em cada geração, estão chamados a percorrer o mesmo caminho da vida, sejam quais forem as circunstâncias. Todos estamos escandalizados com os pecados e as falências de alguns membros da Igreja, sobretudo de quantos foram escolhidos de modo especial para guiar e servir os jovens. Mas é na Igreja que encontrareis Jesus Cristo que é o mesmo ontem, hoje e sempre (cf. Hb 13, 8). Ele ama-vos e ofereceu-se a si próprio na Cruz por vós. Procurai uma relação pessoal com ele na comunhão da sua Igreja, porque ele nunca trairá a vossa confiança! Só ele pode satisfazer as vossas expectativas mais profundas e conferir às vossas vidas o seu significado mais pleno orientando-as para o serviço ao próximo. Mantende o olhar fixo em Jesus e na sua bondade e protegei no vosso coração a chama da fé. Juntamente com os vossos irmãos católicos na Irlanda olho para vós a fim de que sejais discípulos fiéis do nosso Deus e contribuais com o vosso entusiasmo e com o vosso idealismo tão necessários para a reconstrução e para o renovamento da nossa amada Igreja.
10. Aos sacerdotes e aos religiosos da Irlanda
Todos nós estamos a sofrer como consequência dos pecados dos nossos irmãos que traíram uma ordem sagrada ou não enfrentaram de modo justo e responsável as acusações de abuso. Perante o ultraje e a indignação que isto causou, não só entre os leigos mas também entre vós e as vossas comunidades religiosas, muitos de vós sentis-vos pessoalmente desanimados e também abandonados. Além disso, estou consciente de que aos olhos de alguns sois culpados por associação, e considerados como que de certo modo responsáveis pelos delitos de outros. Neste tempo de sofrimento, desejo reconhecer-vos a dedicação da vossa vida de sacerdotes e de religiosos e dos vossos apostolados, e convido-vos a reafirmar a vossa fé em Cristo, o vosso amor à sua Igreja e a vossa confiança na promessa de redenção, de perdão e de renovação interior do Evangelho. Deste modo, demonstrareis a todos que onde abunda o pecado, superabunda a graça (cf. Rm 5, 20).
Sei que muitos de vós estais desiludidos, transtornados e encolerizados pelo modo como estas questões foram tratadas por alguns dos vossos superiores. Não obstante, é essencial que colaboreis de perto com quantos têm a autoridade e que vos comprometais para fazer com que as medidas adoptadas para responder à crise sejam verdadeiramente evangélicas, justas e eficazes. Sobretudo, exorto-vos a tornar-vos cada vez mais claramente homens e mulheres de oração, seguindo com coragem o caminho da conversão, da purificação e da reconciliação. Deste modo, a Igreja na Irlanda haurirá nova vida e vitalidade do vosso testemunho ao poder redentor do Senhor tornado visível na vossa vida.
11. Aos meus irmãos bispos
Não se pode negar que alguns de vós e dos vossos predecessores falhastes, por vezes gravemente, na aplicação das normas do direito canónico codificado há muito tempo sobre os crimes de abusos de jovens. Foram cometidos sérios erros no tratamento das acusações. Compreendo como era difícil lançar mão da extensão e da complexidade do problema, obter informações fiáveis e tomar decisões justas à luz de conselhos divergentes de peritos. Contudo, deve-se admitir que foram cometidos graves erros de juízo e que se verificaram faltas de governo. Tudo isto minou seriamente a vossa credibilidade e eficiência. Aprecio os esforços que fizestes para remediar os erros do passado e para garantir que não se repitam. Além de pôr plenamente em prática as normas do direito canónico ao enfrentar os casos de abuso de jovens, continuai a cooperar com as autoridades civis no âmbito da sua competência. Claramente, os superiores religiosos devem fazer o mesmo. Também eles participaram em recentes encontros aqui em Roma destinados a estabelecer uma abordagem clara e coerente destas questões. É obrigatório que as normas da Igreja na Irlanda para a tutela dos jovens sejam constantemente revistas e actualizadas e que sejam aplicadas de modo total e imparcial em conformidade com o direito canónico.
Só uma acção decidida levada em frente com total honestidade e transparência poderá restabelecer o respeito e a benquerença dos Irlandeses em relação à Igreja à qual consagrámos a nossa vida. Isto deve brotar, antes de tudo, do exame de vós próprios, da purificação interior e da renovação espiritual. O povo da Irlanda espera justamente que sejais homens de Deus, que sejais santos, que vivais com simplicidade, que procureis todos os dias a conversão pessoal. Para ele, segundo a expressão de Santo Agostinho, sois bispos; contudo estais chamados a ser com eles seguidores de Cristo (cf. Discurso 340, 1). Exorto-vos portanto a renovar o vosso sentido de responsabilidade diante de Deus, a crescer em solidariedade com o vosso povo e a aprofundar a vossa solicitude pastoral por todos os membros da vossa grei. Em particular, sede sensíveis à vida espiritual e moral de cada um dos vossos sacerdotes. Sede um exemplo com as vossas próprias vidas, estai-lhes próximos, ouvi as suas preocupações, oferecei-lhes encorajamento neste tempo de dificuldades e alimentai a chama do seu amor a Cristo e o seu compromisso no serviço dos seus irmãos e irmãs.
Também os leigos devem ser encorajados a fazer a sua parte na vida da Igreja. Fazei com que sejam formados de modo que possam dizer a razão, de maneira articulada e convincente, do Evangelho na sociedade moderna (cf. 1 Pd 3, 15), e cooperem mais plenamente na vida e na missão da Igreja. Isto, por sua vez, ajudar-vos-á a ser de novo guias e testemunhas credíveis da verdade redentora de Cristo.
12. A todos os fiéis da Irlanda
A experiência que um jovem faz da Igreja deveria dar sempre fruto num encontro pessoal e vivificante com Jesus Cristo numa comunidade que ama e que oferece alimento. Neste ambiente, os jovens devem ser encorajados a crescer até à sua plena estatura humana e espiritual, a aspirar por ideais nobres de santidade, de caridade e de verdade e a inspirar-se nas riquezas de uma grande tradição religiosa e cultural. Na nossa sociedade cada vez mais secularizada, na qual também nós critãos muitas vezes temos dificuldade em falar da dimensão transcendente da nossa existência, precisamos de encontrar novos caminhos para transmitir aos jovens a beleza e a riqueza da amizade com Jesus Cristo na comunhão da sua Igreja. Ao enfrentar a presente crise, as medidas para se ocupar de modo justo de cada um dos crimes são essenciais, mas sozinhas não são suficientes: há necessidade de uma nova visão para inspirar a geração actual e as futuras a fazer tesouro do dom da nossa fé comum. Caminhando pela via indicada pelo Evangelho, observando os mandamentos e conformando a nossa vida de maneira cada vez mais próxima com a pessoa de Jesus Cristo, fareis a experiência da renovação profunda da qual hoje há uma urgente necessidade. Convido-vos a todos a perseverar neste caminho.
13. Amados irmãos e irmãs em Cristo, é com profunda preocupação por todos vós neste tempo de sofrimento, no qual a fragilidade da condição humana foi tão claramente revelada, que desejei oferecer-vos estas palavras de encorajamento e de apoio. Espero que as acolhais como um sinal da minha proximidade espiritual e da minha confiança na vossa capacidade de responder aos desafios do momento actual tirando renovada inspiração e força das nobres tradições da Irlanda de fidelidade ao Evangelho, de perseverança na fé e de firmeza na consecução da santidade. Juntamente com todos vós, rezo com insistência para que, com a graça de Deus, as feridas que atingiram muitas pessoas e famílias possam ser curadas e que a Igreja na Irlanda possa conhecer uma época de renascimento e de renovação espiritual.
14. Desejo propor-vos algumas iniciativas concretas para enfrentar a situação. No final do meu encontro com os Bispos da Irlanda, pedi que a Quaresma deste ano fosse considerada como tempo de oração para uma efusão da misericórdia de Deus e dos dons de santidade e de força do Espírito Santo sobre a Igreja no vosso país. Agora convido todos vós a dedicar as vossas penitências da sexta-feira, durante todo o ano, de agora até à Páscoa de 2011, por esta finalidade. Peço-vos que ofereçais o vosso jejum, a vossa oração, a vossa leitura da Sagrada Escritura e as vossas obras de misericórdia para obter a graça da cura e da renovação para a Igreja na Irlanda. Encorajo-vos a redescobrir o sacramento da Reconciliação e a valer-vos com mais frequência da força transformadora da sua graça.
Deve ser dedicada também particular atenção à adoração eucarística, e em cada diocese deverão haver igrejas ou capelas reservadas especificamente para esta finalidade. Peço que as paróquias, os seminários, as casas religiosas e os mosteiros organizem tempos para a adoração eucarística, de modo que todos tenham a possibilidade de participar deles. Com oração fervorosa diante da presença real do Senhor, podeis fazer a reparação pelos pecados de abuso que causaram tantos danos, e ao mesmo tempo implorar a graça de uma renovada força e de um sentido da missão mais profundo por parte de todos os bispos, sacerdotes, religiosos e fiéis.
Tenho esperança em que este programa levará a um renascimento da Igreja na Irlanda na plenitude da própria verdade de Deus, porque é a verdade que nos torna livres (cf. Jo 8, 32).
Além disso, depois de me ter consultado e rezado sobre a questão, tenciono anunciar uma Visita Apostólica a algumas dioceses da Irlanda, assim como a seminários e congregações religiosas. A Visita propõe-se ajudar a Igreja local no seu caminho de renovação e será estabelecida em cooperação com as repartições competentes da Cúria Romana e com a Conferência Episcopal Irlandesa. Os pormenores serão anunciados no devido momento.
Além disso proponho que se realize uma Missão a nível nacional para todos os bispos, sacerdotes e religiosos. Alimento a esperança de que, haurindo da competência de peritos pregadores e organizadores de retiros quer da Irlanda como de outras partes, e reexaminando os documentos conciliares, os ritos litúrgicos da ordenação e da profissão e os recentes ensinamentos pontifícios, alcanceis um apreço mais profundo das vossas respectivas vocações, de modo a redescobrir as raízes da vossa fé em Jesus Cristo e a beber abundantemente nas fontes da água viva que ele vos oferece através da sua Igreja.
Neste Ano dedicado aos Sacerdotes, recomendo-vos de modo muito particular a figura de São João Maria Vianney, que teve uma compreensão tão rica do mistério do sacerdócio. «O sacerdote, escreveu, possui a chave dos tesouros do céu: é ele quem abre a porta, é ele o dispensador do bom Deus, o administrador dos seus bens». O cura d’Ars compreendeu bem como é grandemente abençoada uma comunidade quando é servida por um sacerdote bom e santo. «Um bom pastor, um pastor segundo o coração de Deus, é o tesouro maior que o bom Deus pode dar a uma paróquia e um dos dons mais preciosos da misericórdia divina». Por intercessão de São João Maria Vianney possa o sacerdócio na Irlanda retomar vida e a inteira Igreja na Irlanda crescer na estima do grande dom do ministério sacerdotal.
Aproveito esta ocasião para agradecer desde já a quantos se comprometerem no empenho de organizar a Visita Apostólica e a Missão, assim como os tantos homens e mulheres que em toda a Irlanda já se comprometeram pela tutela dos jovens nos ambientes eclesiásticos. Desde quando a gravidade e a extensão do problema dos abusos sexuais dos jovens em instituições católicas começou a ser plenamente compreendido, a Igreja desempenhou uma grande quantidade de trabalho em muitas partes do mundo, a fim de o enfrentar e remediar. Enquanto não se deve poupar esforço algum para melhorar e actualizar procedimentos já existentes, encoraja-me o facto de que as práticas de tutela em vigor, adoptadas pelas Igrejas locais, são consideradas, nalgumas partes do mundo, um modelo que deve ser seguido por outras instituições.
Desejo concluir esta Carta com uma especial Oração pela Igreja na Irlanda, que vos envio com o cuidado que um pai tem pelos seus filhos e com o afecto de um cristão como vós, escandalizado e ferido por quanto aconteceu na nossa amada Igreja. Ao utilizardes esta oração nas vossas famílias, paróquias e comunidades, que a Bem-Aventurada Virgem Maria vos proteja e vos guie pelo caminho que conduz a uma união mais estreita com o seu Filho, crucificado e ressuscitado. Com grande afecto e firme confiança nas promessas de Deus, concedo de coração a todos vós a minha Bênção Apostólica em penhor de força e paz no Senhor.
Vaticano, 19 de Março de 2010, Solenidade de São José
Benedictus PP. XVI
O significado da publicação das novas
“Normas sobre os delitos mais graves”
Nota do Director da Sala de Imprensa da Santa Sé
Pe. Federico Lombardi
Em 2001 o Santo Padre João Paulo II promulgava um documento de grande importância, o Motu Proprio Sacramentum sanctitatis tutela que atribuía à Congregação para a Doutrina da Fé a competência para tratar e julgar no âmbito do ordenamento canónico uma série de delitos particularmente graves, cuja competência era precedentemente atribuída também a outros Organismos ou não era totalmente clara.
O Motu Proprio (a “lei” em sentido estrito) era acompanhado de uma série de Normas aplicativas e precessuais conhecidas como Normae de gravioribus delictis. No decurso dos nove anos sucessivos a experiência naturalmente sugeriu a integração e a actualização de tais Normas, de maneira a poder acelerar ou simplificar os procedimentos para os tornar mais eficazes, ou ter em consideração as novas problemáticas. Isto aconteceu principalmente graças à atribuição da parte do Papa de novas “faculdades” à Congregação para a Doutrina da Fé, que contudo não tinham sido integradas organicamente nas “Normas” iniciais. Foi o que aconteceu agora, precisamente no âmbito de uma revisão sistemática de tais Normas.
Os delitos gravíssimos aos quais se referia esta normativa dizem respeito a realidades centrais para a vida da Igreja, ou seja, aos sacramentos da Eucaristia e da Penitência, mas também aos abusos sexuais cometidos por um clérigo com um menor de idade inferior aos 18 anos.
A ampla ressonância pública dada nos anos recentes a este último tipo de delitos chamou muito a atenção e desenvolveu um intenso debate sobre as normas e procedimentos aplicados pela Igreja para o julgamento e a punição dos mesmos.
Por conseguinte, é justo que haja plena clareza sobre a normativa hoje em vigor neste campo e que a mesma normativa se apresente de modo orgânico, para facilitar a orientação de quem quer que se deva ocupar destas matérias.
Uma primeira contribuição de esclarecimento – sobretudo para uso dos jornalistas – foi dada há pouco tempo com a publicação no site da Santa Sé de um sintético “Guia à compreensão dos procedimentos básicos da Congregação para a Doutrina da Fé em relação às acusações de abusos sexuais”, mas a publicação das novas Normas é totalmente diferente, oferecendo-nos um texto jurídico oficial actualizado, válido para toda a Igreja.
Para facilitar a leitura por parte de um público não especialista, interessado principalmente na problemática relativa aos abusos sexuais, procuremos ressaltar alguns aspectos relevantes.
Entre as novidades introduzidas em relação às Normas precedentes devem-se ressaltar sobretudo as que se destinam a tornar mais rápidos os procedimentos, como a possibilidade de não seguir a “via processual judiciária” mas de proceder “por decreto extrajudiciário”, ou de apresentar ao Santo Padre em circunstâncias particulares os casos mais graves da demissão do estado clerical.
Outra norma destinada a simplificar problemas precedentes e a ter em consideração a evolução da situação na Igreja, refere-se à possibilidade de ter como funcionários dos tribunais, como advogados ou procuradores, não só mais sacerdotes, mas também leigos. Analogamente, para desempenhar tais funções já não é estritamente necessária a formação em direito canónico, mas a competência exigida pode ser comprovada também de outra forma, por exemplo com o título de licença.
Deve-se notar também a passagem do prazo da prescrição de dez para vinte anos, permanecendo sempre a possibilidade de derrogação também além do mesmo prazo.
São significativas a equiparação com os menores das pessoas com uso limitado de razão, e a introdução de um novo caso: a pedopornografia. Ela é definida do seguinte modo: “a aquisição, a detenção ou a divulgação” realizada por um membro do clero “de qualquer modo e com qualquer meio, de imagens pornográficas que tenham como objecto menores de 14 anos”.
Propõe-se a normativa sobre a confidencialidade dos processos, em tutela da dignidade de todas as pessoas envolvidas.
Um aspecto que não é mencionado, e é com frequência objecto de debate nestes tempos, refere-se à colaboração com as autoridades civis. É preciso ter em consideração que as Normas agora publicadas são parte do ordenamento penal canónico, em si completo e totalmente distinto do ordenamento dos outros Estados.
A este propósito pode-se contudo fazer notar quanto já foi escrito no recordado “Guia à compreensão dos procedimentos…” publicado no site da Santa Sé. Neste “Guia”, a indicação: “Deve ser dada sempre continuidade às disposições da lei civil no que se refere à remetência de crimes às autoridades competentes”, foi inserida na Secção dedicada aos “Procedimentos preliminares”. Isto significa que na prática proposta pela Congregação para a Doutrina da Fé é necessário providenciar a tempo à obtemperação nos termos da lei em vigor nos países e não no decorrer do procedimento canónico ou sucessivamente a ele.
A actual publicação das Normas dá uma grande contribuição à clareza e à certeza do direito num campo no qual a Igreja está em grande medida comprometida hoje a proceder com rigor e transparência, a fim de responder plenamente às justas expectativas de tutela da coerência moral e da santidade evangélica que os fiéis e a opinião pública sentem em relação a ela, e que o Santo Padre reafirmou de modo contínuo.
Naturalmente são também necessárias muitas outras medidas e iniciativas, por parte de diveros organismos eclesiais.
No que diz respeito à Congregação para a Doutrina da Fé, actualmente ela está a estudar o modo como ajudar os Episcopados do mundo a formular e desenvolver de modo coerente e eficaz as indicações e directrizes necessárias para enfrentar a problemática dos abusos sexuais de menores por parte de membros do clero ou no âmbito de actividades ou instituições relacionadas com a Igreja, em relação à situação e aos problemas da sociedade na qual trabalham.
Será outro passo crucial no caminho para que a Igreja ponha em prática permanente e em consciência contínua os frutos dos ensinamentos e das reflexões amadurecidos no decorrer da dolorosa vicissitude da “crise” devida aos abusos sexuais da parte de membros do clero.
Para completar este breve sumário sobre as principais novidades contidas nas “Normas”, é bom observar também as que se referem a delitos de outra natureza. Na realidade também nestes casos não se trata tanto de determinações novas na substância, quanto da inserção de normas já em vigor, de modo a obter uma normativa global mais ordenada e orgânica sobre os “delitos mais graves” reservados à Congregação para a Doutrina da Fé.
Mais especificamente foram inseridos: os delitos contra a fé (ou seja, heresia, apostasia e cisma), para os quais normalmente são competentes os Ordinários, mas a Congregação torna-se competente em caso de apelo; o registro e divulgação realizados maliciosamente das confissões sacramentais, sobre as quais já tinha sido emitido um decreto de condenação em 1988; a tentada ordenação das mulheres, sobre a qual também já existia um decreto de 2007.
Pe. Federico Lombardi
Do Jornal O PÚblico
A Igreja Católica considera a ordenação de mulheres um dos crimes mais graves, ao nível da heresia e do cisma. Merece excomunhão, tanto da mulher como do bispo que a tentar ordenar. É um “delito grave contra a fé”, diz o documento, apresentado pelo porta-voz do Vaticano Federico Lombardi e enviado a todos os bispos católicos do mundo, sob a forma de carta.
No novo documento juntam-se os “delitos contra o sacramento” (aqueles que apenas podem ser cometidos por padres), como a ordenação de mulheres, e os que são “ofensas à moral (que podem ser cometidos por todos), como os actos pedófilos, explica Andrew Brown, especialista em religião do jornal britânico “The Guardian”, num comentário a esta notícia, que titula “Uma catástrofe de relações públicas do Vaticano”. “Se se está a tentar um sistema funcional, crimes rituais ou sacramentais podem ser tão destruidores como os morais”, escreve. “Mas é uma conjugação que não vai cair bem no mundo exterior. Um organismo que tivesse alguma noção de relações públicas publicaria as duas revisões separadamente.”
O Vaticano não levou isso em conta e juntou então a punição de abusos sexuais por padres com a ordenação de mulheres — uma ideia que tem crescido nos últimos anos, embora vá ao arrepio dos fundamentos da Igreja Católica. Nos Estados Unidos, por exemplo, adianta o “New York Times”, há mais de duas décadas que os estudos de opinião mostram que largas maiorias de católicos gostariam de ver mulheres ordenadas padres. A última sondagem daquele jornal e da CBS, de Maio, mostrava que 59 por cento dos católicos dos EUA gostaria de ter mulheres padres (33 por cento opunham-se).
Nas novas regras para lutar conta a pedofilia prevêem-se procedimentos “mais rápidos para enfrentar com eficácia as situações mais graves e urgentes”, disse o padre Lombardi, citado pela edição online do jornal “El País”.
Abre-se também a porta à entrada de laicos nos tribunais eclesiásticos que julguem estes casos e eleva-se o período de prescrição para o delito de abusos sexuais de dez para 20 anos (a contar do 18.º aniversário da vítima). É também introduzido um novo crime, a pornografia pedófila.
É também dito de maneira explícita que se “deve seguir a lei civil no que diz respeito à denúncia dos crimes às autoridades apropriadas”. No entanto, sublinha o jornal italiano Corriere della Sera, sobre o tema delicado da colaboração entre a justiça canónica (da igreja) e civil na investigação das acusações de abusos sexuais praticados por padres, não foram feitas alterações.
————————————-
Num único documento, hoje divulgado, o Vaticano reviu as regras da lei canónica para tornar mais fácil a punição dos padres que abusaram sexualmente de menores e colocou ao mesmo nível dos sacerdotes pedófilos a ordenação de mullheres como padres.
A Igreja Católica atravessa a mais profunda crise do último século. Para encontrar algo de dimensão semelhante, devemos recuar até ao início do século XX, com o anti-modernismo do Papa Pio X. Ou antes, a 1870 e ao Concílio Vaticano I, com o dogma da infalibilidade papal, o cisma dos velho-católicos e o fim dos Estados Pontifícios. Há uma diferença: esta crise atinge um catolicismo universal, ao contrário do de há um século, quando ainda era uma realidade pouco mais que europeia.
—————————-
Há várias questões à volta deste tema que, de repente, coloca um Papa académico perante um dos mais graves problemas pastorais da Igreja. Será ele capaz de afrontar o problema com a coragem necessária?
Ratzinger é um teólogo notável no diálogo cultural, mesmo com filósofos não-crentes como Jürgen Habermas ou Paolo Flores d’Arcais (como se pode perceber em Existe Deus?, editado na Pedra Angular). Eleito para um pontificado de transição, cuja marca seria afirmar a importância do facto cristão no diálogo multicultural contemporâneo, Bento XVI tem o desafio de “limpar a Igreja” da sua sujidade, como ele próprio afirmou na Via-Sacra de Sexta-Feira Santa de 2005, poucos dias antes da morte de João Paulo II.
1. Esta crise, como diz o étimo da palavra, pode ser uma oportunidade de mudança. A começar pela relação entre catolicismo e sexualidade – que o teólogo Hans Küng definiu como uma “relação crispada”. Não para dizer que o celibato é a causa da pedofilia. O celibato como opção voluntária pode ser dedicação extraordinária a uma comunidade. Como disciplina obrigatória (com excepções nas Igrejas Católicas orientais ligadas a Roma e, agora, com os anglicanos que decidiram aderir ao catolicismo), poderá ser revisto.
É certo que a esmagadora maioria de casos de abusos acontece com pais e familiares próximos das crianças. Como escrevia o Papa na carta aos católicos irlandeses, a pedofilia não é um problema que se restringe aquele país nem à Igreja Católica. Bem pelo contrário. Mas encarar a questão da sexualidade significa afrontar, desde logo, a formação nos seminários, tantas vezes castradora de afectos. E que é uma das causas profundas da pedofilia entre membros do clero.
A Igreja tem, na sua base bíblica e evangélica, uma fonte harmónica e integral que séculos de moralismo esconderam. Ao contrário do que diz Saramago, a Bíblia não é um manual de maus costumes. Mas, ao contrário do que pensam e dizem muitos católicos, ela tão pouco é um manual de bons costumes. A Bíblia é sobretudo uma proposta de relação – do ser humano com Deus e entre os seres humanos como imagem de Deus.
Aqui reside uma primeira dificuldade no exercício que a Igreja terá de fazer: muitos responsáveis católicos insistem numa abordagem dualista, legalista e pecaminosa (numa perspectiva greco-romana) da sexualidade. E que tem sido geradora de hipocrisias.
2. A crispada relação com a sexualidade reflecte-se também no modo como a doutrina católica olha a contracepção – e o preservativo, nomeadamente. Há quatro décadas, a encíclica Humanae Vitae interditou os métodos “artificiais” de planeamento familiar, apenas porque alguns cardeais da Cúria Romana não aceitavam a mudança doutrinal proposta por uma vasta comissão de médicos, teólogos e casais.
Se o Papa Paulo VI (que encarava a possibilidade de mudar a posição oficial) não tivesse cedido à pressão da Cúria, o preservativo não seria hoje um tabu doutrinal (mesmo se distribuído aos milhares por freiras e padres comprometidos na luta contra a sida, por exemplo). E o catolicismo das últimas décadas teria sido bem diferente.
Esta relação difícil do catolicismo oficial com a sexualidade tem manifestações visíveis como os abusos sexuais cometidos por padres sobre religiosas, em África, conhecidos há uma década; ou o padre mexicano Marcial Maciel, fundador dos Legionários de Cristo, de quem se sabe que teve filhos de várias mulheres às quais ocultava a sua identidade, foi pedófilo, incestuoso e toxicodependente.
A instituição por ele fundada é exemplo dos grupos católicos que hoje, na Igreja, insistem na perspectiva moralista e para os quais a vida só importa quando se fala de aborto, preservativo ou homossexualidade.
António Marujo
Perda histórica de confiança
——————————————————————————–
Uma carta aberta de Hans Küng
Igrejas vazias – e agora ainda por cima um escândalo: Cinco anos após Bento XVI ter sido eleito Papa, a Igreja Católica vê-se a braços com a maior crise de confiança desde a Reforma.
Venerados bispos,
Joseph Ratzinger, agora Bento XVI, e eu éramos em 1962-1965 os teólogos mais jovens do Concílio. Agora somos os mais velhos e os únicos ainda em actividade. Entendi sempre o meu trabalho teológico como sendo também um serviço para a igreja. Assim, no quinto aniversário do pontificado do papa Bento XVI, escrevo-vos uma carta aberta, pois estou preocupado com a nossa igreja, que se debate com a crise de confiança mais profunda desde a Reforma. Não tenho outra maneira de chegar a vós.
Prezei muito o facto de Bento XVI me ter convidado para uma conversa de quatro horas, pouco depois da sua eleição, apesar de eu ser um crítico seu. A conversa foi amigável e deu-me esperança de que o meu antigo colega da Universidade de Tubinga encontrasse o caminho para o prosseguimento da renovação da igreja e do entendimento ecuménico, no espírito do Concílio Vaticano II.
Oportunidades perdidas
Infelizmente, as minhas esperanças, assim como as de tantos católicos e católicas empenhados, foram vãs e eu comuniquei isso ao papa Bento XVI em diversas cartas. Ele cumpriu sem dúvida conscienciosamente os seus deveres papais e até já nos deu três proveitosas encíclicas sobre a fé, a esperança e o amor.
Mas no que respeita aos grandes desafios do nosso tempo, o seu pontificado é cada vez mais caracterizado pelas oportunidades perdidas e não pelas ocasiões aproveitadas:
— Perdeu-se a oportunidade de aproximação com as igrejas evangélicas: não são entendidas como igrejas em toda a acepção da palavra, pelo que não é possível reconhecer os seus ministros e realizar celebrações conjuntas da eucaristia.
— Perdeu-se a oportunidade de diálogo com os judeus: o papa reintroduziu uma oração pré-conciliar pela iluminação dos judeus e abre as portas da igreja a bispos cismáticos notoriamente anti-semitas, beatificou Pio XII e entende o judaísmo somente como raiz histórica do cristianismo, e não como comunidade de fé existente com um caminho próprio de salvação. Irritação dos judeus em todo o mundo por causa da homília de Sexta-Feira Santa do pregador da Casa Pontifícia, que comparou as críticas ao papa com ódio anti-semita.
— Perdeu-se a oportunidade de diálogo confiante com os muçulmanos: sintomático foi o discurso de Bento em Regensburgo, no qual, mal aconselhado, falou do Islão como uma religião da violência e da desumanidade, tendo provocado uma desconfiança duradoura entre os muçulmanos.
— Perdeu-se a oportunidade de reconciliação com os povos nativos colonizados da América Latina: o papa tem afirmado seriamente que eles “ansiavam” pela religião dos seus conquistadores.
Luta contra a SIDA
— Perdeu-se a oportunidade de ajudar os povos africanos: na luta contra a sobrepopulação através da aprovação de medidas de contracepção e na luta contra a SIDA através da autorização do uso do preservativo.
— Perdeu-se a oportunidade de selar a paz com a ciência moderna: através de um reconhecimento sem reservas da teoria da evolução e da aprovação diferenciada de novos campos da investigação, como a investigação sobre células estaminais.
— Perdeu-se a oportunidade de transformar finalmente o espírito do Concílio Vaticano II na bússola da Igreja Católica dentro do próprio Vaticano e de levar por diante as reformas nele preconizadas.
O último ponto, venerados bispos, é especialmente importante. Este papa tem vindo sempre a relativizar os textos do Concílio e a interpretá-los contra o espírito dos pais do Concílio, recuando em vez de avançar. Toma até uma posição expressa contra o Concílio Ecuménico que, segundo o direito canónico católico, constitui a autoridade máxima da Igreja Católica:
— Admitiu incondicionalmente na igreja bispos da tradicionalista Fraternidade Pio X, ilegalmente ordenados, à margem da Igreja Católica, que rejeitam o Concílio nos seus pontos centrais.
— Promove com todos os meios a missa medieval segundo o rito tridentino e celebra ocasionalmente a eucaristia em latim de costas voltadas para o povo.
— Não cumpre o acordo delineado em documentos ecuménicos oficiais com a Igreja Anglicana (ARCIC), mas tenta atrair para a Igreja Católica Apostólica Romana religiosos anglicanos casados, libertando-os da obrigação do celibato.
— Fortaleceu globalmente as forças anticonciliares no interior da Igreja, através da nomeação para cargos de chefia (secretários de estado, congregação da liturgia, etc.) de pessoas com posições anticonciliares e bispos reaccionários.
Política de restauração falhada
O papa Bento XVI parece distanciar-se cada vez mais da grande maioria do povo católico, que se preocupa cada vez menos com Roma e, na melhor das hipóteses, se identifica apenas com a comunidade e o bispo local. Sei que muitos de vós também sofrem com isso: a política anticonciliar d o papa é inteiramente apoiada pela cúria romana. Esta procura sufocar as críticas no episcopado e na igreja, e desacreditar os críticos por todos os meios.
Através de uma renovada sumptuosidade barroca e de manifestações com impacto nos meios de comunicação social, Roma procura apresentar uma Igreja forte, com um “Vigário de Cristo” absolutista, que reúne nas suas mãos todo o poder legislativo, executivo e judicial.
No entanto, a política de restauração de Bento XVI fracassou. Todas as suas aparições, viagens e documentos não conseguiram alterar, no sentido da doutrina romana, as opiniões da maioria dos católicos acerca de questões controversas, principalmente em termos de moral sexual. E mesmo os encontros de juventude, frequentados sobretudo por agrupamentos carismáticos conservadores, não conseguiram travar o abandono da Igreja por parte de fiéis, nem despertar mais vocações para o sacerdócio.
Abandonados
Serão justamente os bispos quem mais profundamente lamentará este facto: desde o Concílio, dezenas de milhares de sacerdotes abandonaram o sacerdócio, sobretudo devido à lei do celibato obrigatório. A renovação não só de sacerdotes, mas também de congregações religiosas, freiras e irmãos laicos decaiu, tanto em quantidade como em qualidade. A resignação e a frustração alastram no seio do clero e entre os membros mais activos da igreja.
Muitos sentem-se abandonados nas suas necessidades e sofrem na Igreja. Em muitas das vossas dioceses deve acontecer isto: cada vez mais igrejas vazias, seminários vazios, residências paroquiais vazias. Nalguns países as comunidades católicas são fundidas, por falta de padres e frequentemente contra a sua vontade, em “unidades de assistência espiritual” gigantescas, nas quais os poucos padres disponíveis estão completamente sobrecarregados e que apenas servem para simular uma reforma da Igreja.
E eis que aos muitos factores de crise vêm ainda juntar-se escândalos que bradam aos céus: acima de tudo, o abuso de milhares de crianças e jovens por clérigos, nos Estados Unidos, na Irlanda, na Alemanha e noutros países — tudo isto ligado a uma crise de liderança e confiança sem precedentes.
Não ao silêncio
Não se pode calar o facto de que o sistema de encobrimento global de delitos sexuais de clérigos foi dirigido pela Congregação para a Doutrina da Fé do Cardeal Ratzinger (1981-2005), na qual, ainda no pontificado de João Paulo II, os casos foram compilados sob o mais estrito sigilo.
Ainda em Maio de 2001, Ratzinger enviou uma carta solene acerca dos delitos graves (“Epistula de delictis gravioribus”) a todos os bispos. Nesse documento os casos de abuso eram colocados “sob Secretum Pontificium”, cuja violação pode implicar severas penas canónicas. É, pois, com justiça que muitos exigem do então prefeito e agora papa um ”Mea culpa” pessoal. Contudo, infelizmente este deixou passar a oportunidade de o fazer na Semana Santa. Em vez disso, fez atestar “urbi et orbi” a sua inocência através do cardeal decano, no Domingo de Páscoa.
As consequências de todos estes escândalos para o prestígio da Igreja Católica são devastadoras. Isto é confirmado também por titulares de altos cargos da Igreja. Inúmeros pastores e educadores irrepreensíveis e altamente empenhados são agora vítimas de uma suspeita generalizada.
É a vós, venerados bispos, que cabe perguntar como deve ser o futuro na nossa Igreja e nas vossas dioceses. Contudo, gostaria de vos esboçar um programa de reformas; é algo que fiz por várias vezes, antes e depois do Concílio.
Dêem uma perspectiva à nossa Igreja
Gostaria de fazer apenas seis sugestões, que é minha convicção serem comuns a milhões de católicos que não têm voz:
1. Não calar: O silêncio torna-vos cúmplices de tantos males graves. Muito pelo contrário, nos casos onde considerem determinadas leis, disposições e medidas como contraproducentes, devem dizê-lo publicamente. Não enviem declarações de submissão a Roma, mas sim reivindicações de reforma!
2. Ajudar as reformas: São muitos os que se queixam de Roma, na Igreja e no Episcopado, mas nada fazem. No entanto, quando, numa diocese ou paróquia, os serviços religiosos não são frequentados, a assistência espiritual é pobre, a abertura às necessidades do mundo é limitada, a colaboração ecuménica é mínima, então a culpa não pode ser assacada simplesmente a roma. Bispo, sacerdote ou leigo – cada um faça algo pela renovação da Igreja no âmbito maior ou menor da sua vida. Muitas coisas extraordinárias, tanto a nível paroquial como na totalidade da Igreja, começaram por iniciativas solitárias ou de pequenos grupos. Na vossa qualidade de bispos, há que apoiar e estimular essas iniciativas, e ir ao encontro das queixas fundamentadas dos fiéis, sobretudo agora.
3. Agir em colegialidade: O Concílio decretou, após um debate intenso e contra a oposição persistente da cúria, a colegialidade do papa e dos bispos, no sentido da história dos apóstolos, na qual Pedro não agia sem o colégio dos apóstolos. Mas, no período pós-conciliar, os papas e a cúria têm vindo a ignorar esta decisão conciliar central. Desde que o papa Paulo VI, apenas dois anos depois do Concílio, publicou uma encíclica em defesa da controversa lei do celibato, sem ter consultado o episcopado, o magistério e a política papais regressaram ao velho estilo não colegial. Até na liturgia o papa se apresenta como autocrata, perante o qual os bispos, de que ele gosta de se rodear, surgem como meros comparsas, sem direitos nem voz. Por isso, venerados bispos, há que agir não apenas individualmente, mas em comunidade com os outros bispos, os sacerdotes e o povo da Igreja, homens e mulheres.
A obediência é devida apenas a Deus
4. A obediência incondicional é devida apenas a Deus: Na sagração solene como bispos, todos fizeram um voto de obediência incondicional ao papa. Mas também todos sabem que a obediência incondicional nunca é devida a uma autoridade humana, mas apenas a Deus. Assim, o vosso voto não deve impedir-vos de dizer a verdade acerca da actual crise da Igreja, da vossa diocese ou do vosso país. Em absoluta conformidade com o exemplo do apóstolo Paulo, que resistiu [a Pedro] frente a frente, porque merecia censura“ (Gal 2, 11)! Pressionar as autoridades romanas no espírito da fraternidade cristã pode ser legítimo, quando estas não correspondem ao espírito do Evagelho e à sua missão. A utilização das línguas nacionais na liturgia, a alteração das disposições relativas aos casamentos mistos, a aceitação da tolerância, da democracia, dos direitos humanos, do entendimento ecuménico e tantas outras coisas, apenas foram conseguidas graças a uma perseverante pressão vinda de baixo.
5. Procurar soluções regionais: O Vaticano mostra-se frequentemente surdo às reivindicações do episcopado, dos sacerdotes e dos leigos. Tanto mais necessária é, pois, a procura inteligente de soluções regionais. Um problema particularmente delicado, bem o sabeis, é a lei do celibato, oriunda da Idade Média, que está a ser justificadamente posta em causa no contexto dos escândalos de abusos sexuais. Uma alteração contra a vontade de roma parece quase impossível. No entanto, isso não significa que se esteja condenado à passividade: um sacerdote, que após madura reflexão pensa em casar, não teria de renunciar automaticamente ao seu cargo, se o bispo e a comunidade o apoiassem. As várias conferências episcopais poderiam avançar com soluções regionais. Mas o melhor seria procurar uma solução para toda a Igreja. Portanto:
6. Exigir um Concílio: Tal como foi necessário um Concílio Ecuménico para alcançar a reforma litúrgica, a liberdade religiosa, o diálogo ecuménico e interreligioso, o mesmo acontece para a resolução dos problemas que agora eclodem de modo tão dramático. O Concílio de Constança, no século anterior à Reforma, determinou a convocação de um Concílio a cada cinco anos, mas essa decisão tem sido ignorada pela cúria romana. Sem dúvida que esta também agora fará tudo para evitar um Concílio do qual tem a recear uma limitação do seu poder. É responsabilidade de todos vós levar a cabo a realização de um Concílio ou, pelo menos, de uma assembleia representativa do episcopado.
Enfrentar os problemas com sinceridade
É este, venerados bispos, o apelo que vos faço perante uma igreja em crise, pôr na balança o peso da vossa autoridade episcopal, revalorizada pelo Concílio. Nesta difícil situação, os olhos do mundo estão postos em vós. Inúmeras pessoas perderam a confiança na Igreja Católica. Só uma abordagem aberta e séria dos problemas e a adopção das reformas indispensáveis pode ajudar a recuperar essa confiança. Peço-vos com todo o respeito, que cumpram a vossa parte, sempre que possível em colaboração com os outros bispos, mas em caso de necessidade também sozinhos, com “desassombro” apostólico (Act 4, 29.31). Dêem sinais de esperança e coragem aos vossos fiéis e uma perspectiva à nossa Igreja.
Saúdo-vos na comunhão da fé cristã
Vosso
Hans Küng
Os escândalos sexuais na Igreja Católica
08 ABR 10 às 09:21
No Fórum TSF de hoje debatemos os casos de abusos sexuais que têm agitado a Igreja Católica. As denúncias de pedofilia envolvendo padres têm surgido um pouco por todo o mundo e o Papa Bento XVI já se viu obrigado a pedir desculpa às vítimas. O Vaticano é alvo de críticas pela forma como tem lidado com estes crimes. Quem critica afirma que é necessário fazer justiça, e quem defende fala em ataque contra a igreja. No fórum queremos ouvir a sua opinião, saber como avalia a forma como a igreja tem lidado com este problema e se considera que estes casos afectam a imagem da instituição.
Da TSF
Aos Padres e aos Bispos CRIMINOSOS tudo é permitido, mas às mulheres, não há espaço de diálogo porque são parte do pecado de Adão, no mito de origem
Gn 2, 4b-3,24
……………………………………………………………………………………….
Entrevista de Maria João Sande Lemos à Revista Nós – Jornal I
Texto: Ana Catarina Pereira; Fotografia: José Miguel Soares
Em momentos de crise, a religião pode ser um refúgio para aqueles que enfrentam as maiores necessidades. Apesar disso, o número de católicos praticantes tem vindo a diminuir ao longo dos últimos anos. Como resposta, dentro da Igreja, surgem algumas vozes reformistas que explicam este afastamento e que colocam o dedo em feridas abertas. Maria João Sande Lemos é uma das fundadoras do Movimento Nós Somos Igreja, para quem ter fé não significa ser cego.
É uma das personalidades mais críticas da religião que professa. Como activista dedicada a inúmeras causas sociais, Maria João Sande Lemos considera que a Igreja Católica viola direitos humanos básicos, começando pela igualdade entre os sexos. Aos 71 anos não desiste de tentar mudar a estrutura e o pensamento dominantes, tarefa que considera valer a pena pelo legado que deixará aos seus netos: “Talvez já não seja durante a minha vida, mas eu acredito que a Igreja terá de mudar, como mudaram os tempos e as mentalidades.”
Tendo trabalhado vários anos na Comissão para a Igualdade de Direitos das Mulheres, foi também, juntamente com Ana Vicente, uma das responsáveis pela chegada do Movimento Nós Somos Igreja a Portugal, em 1997, um ano após a fundação do mesmo em Roma. Nascida em Lourenço Marques, afirma que desde sempre se interessou pelas questões ligadas à discriminação da mulher. Logo a seguir ao 25 de Abril, foi uma das fundadoras, ao lado de Francisco Sá Carneiro, do Partido Social Democrata, tendo poucos meses depois formado um grupo de mulheres afectas ao partido. Sendo a política uma das suas causas e, simultaneamente, uma das áreas que considera mais débeis em termos de igualdade de género, lamenta que a religião não lhe fique atrás.
Como católica praticante, afirma acreditar em Jesus Cristo e nas palavras do Novo Testamento, não contrariando qualquer dogma da Igreja: “O que funciona mal é a estrutura hierárquica, que sufoca o povo de Deus e o católico comum. O Vaticano não acredita que o Espírito Santo ilumina todos os seres humanos; acha que só os bispos (e nem sequer os padres) são pessoas iluminadas.” Para Maria João Sande Lemos, a mulher é mal vista (e tratada) pela Igreja, representando o pecado e todas as fontes do Mal, desde o tempo de Adão e Eva até aos nossos dias. Na opinião de muitos católicos conservadores, esta forma de pensar e de se manifestar publicamente, comum aos restantes elementos do Movimento Nós Somos Igreja, é quase uma heresia levada a cabo por infiéis, pelo que frequentemente lhes dirigem comentários de censura: “Perguntam-nos muitas vezes porque é que, se não nos identificamos com a Igreja, não nos vamos embora? Nós respondemos que somos católicos, crentes, e que apenas desejamos que as coisas melhorem! Mudar de Igreja é como mudar de partido – não vale a pena, porque todas têm os seus problemas.” Apesar de reconhecer invejar as igrejas protestantes, por terem mulheres pastoras ordenadas, afirma com determinação que jamais mudaria de Igreja.
Para a representante do polémico Movimento, a religião deverá assim ser universal, integrante e não discriminatória. Citando a Carta de São Paulo aos Gálatas, relembra que: “Não há judeu nem grego, não há servo nem livre, não há homem nem mulher, pois todos vós sois um em Cristo.” Na sua opinião, esta é a prova de que todos os seres humanos têm o mesmo valor, independentemente da sua condição social, género, idade ou orientação sexual. Sendo esta última, outra questão polémica no seio da Igreja, Maria João Sande Lemos discorda da posição maioritária relativa aos homossexuais: “Algumas pessoas têm uma orientação homossexual distinta, e que é genético. As pessoas nascem assim, como todos nós sabemos. Não se pode discriminar ninguém por isso!”
Durante a última campanha de referendo, fez também questão de se manifestar publicamente a favor do “sim” à despenalização da interrupção voluntária da gravidez, assumindo uma posição igualmente contrária à do Vaticano: “Como é possível excomungar uma mulher que pratica um aborto, e não se fazer nada relativamente aos padres pedófilos que maltratam crianças?” Considerando que existem dois pesos e duas medidas para julgar homens e mulheres católicos, Maria João Sande Lemos defende a excomunhão de todos os padres que pratiquem actos pedófilos: “Se tivessem sido mulheres católicas a cometer esse tipo de crimes, há muito tempo que já teriam sido excomungadas!”
Relembrando novamente alguns exemplos práticos da história recente, sublinha que a Igreja excomungou um padre por este ter assumido a paternidade da filha: “Por outro lado, ignoraram completamente a história do Padre Frederico, que cometeu vários actos de pedofilia na Madeira. Deixaram-no fugir para o Brasil! Como é que se pode compactuar com isto?” Mas as incongruências da Igreja Católica não se ficam, no dizer de Maria João Sande Lemos, por aqui. Segundo afirma, é inconcebível que uma Igreja que professa o celibato dos padres integre sacerdotes anglicanos, convertidos e casados.
Sublinhando que, no ano passado, houve dioceses em que a assistência à missa de domingo desceu 20 por cento, acredita que este decréscimo é motivado pelos próprios representantes da Igreja e uma consequência natural da resistência à mudança. Não considerando que exista uma crise de vocações, defende o fim do celibato dos padres, para que os jovens possam manifestar livremente a sua fé e, simultaneamente, manter uma vida pessoal equilibrada. A este respeito, um dos pontos que o Movimento Nós Somos Igreja defende é o fim da fixação negativa na sexualidade, devendo esta ser encarada como uma parte fundamental da vida (e do bem-estar) de qualquer pessoa. Da mesma forma, consideram que a proibição dos métodos anti-concepcionais foi o princípio do descrédito da Igreja: “99,9 por cento dos casais católicos tem, obviamente, preocupações de planeamento familiar. Ninguém liga nenhuma a essa proibição. As mulheres vão à missa, comungam e tomam a pílula na mesma.”
Por sua vez, ao eterno argumento de que as mulheres não podem abraçar o sacerdócio porque os doze apóstolos eram homens, Maria João Sande Lemos responde que, tendo sido a ltima Ceia uma festa judaica, nela estiveram certamente presentes mulheres e crianças: “Isso nem sequer é um argumento! As mulheres sempre tiveram um lugar importante no Evangelho e no séquito de Jesus. As mulheres, naquela altura, não tinham qualquer estatuto jurídico, e Jesus foi contra essa corrente da sociedade, o que o chegou a levar à morte. Hoje em dia, esse exemplo está completamente esquecido.”
Ainda assim, apesar de defender activamente a ordenação das mulheres, Maria João Sande Lemos afirma nunca ter sentido essa vocação: “Apenas luto porque considero que é uma questão de direitos humanos. Não há nada no Novo Testamento que diga que as mulheres não podem ter o sacramento da Ordem; como também não há nada que diga que os padres têm que ser solteiros. Há imensas freiras em Portugal que gostariam de ser ordenadas, e que certamente dariam excelentes sacerdotisas.” Se esta foi, como volta a relembrar, uma questão cultural, a evolução histórica ditou a alteração das regras: “No Novo Testamento aceitava-se a escravatura, mas hoje em dia ela é considerada crime. Já se percebeu que a problemática das mulheres também tem que ser vista de outra maneira.”
Defendendo um imenso processo de reestruturação em toda a estrutura eclesiástica — como os anteriormente realizados por Martinho Lutero e pelo Papa João XXIII — assinala que este será o único meio para a Igreja se reaproximar das pessoas. Crente por natureza, não considera, no entanto, possível que tal reforma venha a ser incentivada pelo actual pontífice da Igreja Católica: “Como Papa, é péssimo! Foi o homem da actual Inquisição, que silenciou e perseguiu todos os teólogos. Ele cria uma atmosfera de sufoco de pensamento dentro da Igreja.” Polémica e controversa, Maria João Sande Lemos defende assim as causas em que acredita. Uma delas é que a Igreja Católica deverá professar o amor ao próximo e integrar todos os seres humanos, em vez de excluir parte deles.
A instituição Igreja tem um problema estrutural e cultural
——————————————————————————–
Carta de Ana Vicente, Membro do movimento Internacional Nós Somos Igreja e investigadora, publicada no jornal Público.
Há muito que se sabia que estas violências existiam, mas quem procurava levantar a voz era, quantas vezes, calado.
A opinião pública em geral e a comunidade dos baptizados em particular, ou seja, a Igreja, de acordo com as orientações do Concílio Vaticano II, está/estamos em estado de choque com as revelações acerca dos imensos sofrimentos infligidos a crianças e adolescentes, de ambos os sexos, por membros do clero católico (e por algumas freiras) ao longo destas últimas décadas em muitos países do mundo (provavelmente em todos) e também em Portugal. Logo surgem vozes dizendo que tal também acontece noutros meios e em especial no âmbito da família — é verdade, mas a sabedoria popular afirma que um mal não desculpa outro e procurar minimizar a gravidade dos abusos com este tipo de argumentação é, em si, já um abuso.
Há muito que se sabia que estas violências existiam, mas quem procurava levantar a voz era, quantas vezes, calado. Em 2005 conheci uma norte-americana, dos seus 40 anos, que tinha sido abusada sexualmente pelo senhor prior, aos 7 anos de idade. Amigo da família, ela não se atreveu a contar aos pais o que se tinha passado. Salvou-a mudar-se para outra zona dos EUA, enquanto as crianças que continuaram na paróquia continuaram a viver num estado de extrema vulnerabilidade. Quando jovem mulher fez queixa à diocese, que se comprometeu a pagar-lhe uma terapia, desde que ela assinasse um documento a afirmar que jamais falaria do caso. Foi preciso passarem uns anos para que ela percebesse a violência do que lhe tinha sido exigido e rompeu o silêncio, sendo hoje uma dirigente de uma das principais associações de vítimas de abuso clerical.
A ocorrência destes abusos força-nos a procurar reflectir o porquê e qual a forma de garantir que “nunca mais”. E também de fugir de respostas generalistas, do tipo: o problema é haver tantos padres homossexuais numa instituição que condena a homossexualidade (não confundir homossexualidade com pedofilia). Ou o melhor é acabar com o celibato imposto aos padres na Igreja ocidental desde o século XI, mas não imposto ao clero anglicano que queira agora integrar a Igreja Católica.
O cenário é, creio, bastante mais complexo (embora essas questões sejam muito sérias) e tem a ver com a forma como a instituição Igreja se tem vindo a organizar. O problema é estrutural e cultural e realça o facto de imperar na instituição um clericalismo e um autoritarismo que nada tem a ver com o espírito dos Evangelhos. Aí, o fundador do cristianismo combate activamente o clericalismo e declara mesmo que ele é o único sacerdote. Mas o ser humano tem tendência para estabelecer distinções entre as pessoas e rapidamente se montaram estruturas de poder e de hierarquia que colocaram sobre pedestais pessoas do sexo masculino, escolhidas para uma missão vista como sobrenatural. Se esta foi e continua a ser a atitude face aos padres, os bispos então viam-se e eram vistos como seres muito especiais, acima de qualquer suspeita, porque não seriam bem bem humanos. Com agendas tão sobrecarregados como as dos políticos, poucos descem ao povoado para contactar com a vida quotidiana da vasta maioria da população. Do alto da sua autoridade, estes padres e bispos, a quem é imposto um celibato incompatível com a grande maioria do ser e do estar dos seres humanos, assumiram um poder sobre os comportamentos e sobre as consciências dos fiéis que, repito, nada deve ao espírito evangélico. Evidentemente sempre houve padres e freiras que reflectem santidade nas suas formas de vida, mas o que nos preocupa é a extensão de um fenómeno de abuso de autoridade por parte de pessoas que deveriam ser exemplos morais em comportamento e em misericórdia.
A obsessão pelo comportamento sexual dos fiéis, traduzida num sem-fim de instruções, proibições, admoestações, emanadas de um clero exclusivamente masculino e celibatário, resultou, finalmente, em que a grande maioria dos fiéis fizessem orelhas moucas. As relações pré-matrimoniais são largamente praticadas e aceites pelos católicos praticantes, como o são o uso de métodos contraceptivos ditos “artificiais”, que mais não são do que a manifestação de uma atitude responsável face à parentalidade, por que obviamente todos os métodos “iludem a natureza”, como concluiu a maioria dos membros da comissão que aconselhou Paulo VI sobre a necessidade de uma nova atitude face à sexualidade (mas que lamentavelmente não foi atendida com as consequências que se conhecem — uma imensa perda de credibilidade do Vaticano).
O teólogo inglês Timothy Radcliffe, que já foi superior dos dominicanos e esteve em Portugal, declarou que “esta terrível crise dos abusos sexuais está profundamente ligada ao facto de que o poder pode corromper as relações humanas”. E apela para que a Igreja se transforme num espaço onde seja possível encontrar Deus e os/as outros/as em clima de amizade e de acolhimento, em que seja reconhecida a igual dignidade de todos os baptizados, em particular os mais frágeis e vulneráveis.
E, evidentemente, uma estrutura que teme as capacidades e os carismas de metade (ou a maioria) dos seus crentes, as mulheres, excluindo-nos do serviço e do ministério, não pode estar sã. Quem está interessado nestas mudanças urgentes? Quem terá coragem para as promover? E quem as teme? E quando é que em Portugal vão emergir as pessoas de ambos os sexos que foram vítimas de abusos, sexuais, físicos, psicológicos, por parte de padres ou freiras? Para que “nunca mais” tais violências possam ser repetidas.
——————————————————————————–
Calvinismo Católico Apóstólico Romano
Calvinismo Católico Apostólico Romano
- Como pode um padre, frade e religioso mendicante violar, repetida e convulsivamente, um adolescente – doente e internado num Hospital Católico, numa sacristia, em 2001; ser denunciado pela família e pelo Superior Local / Director continuar, hoje, a exercer o Ministério Sagrado?
- Como pode um Arcebispo dormir descansado, tendo recebido a denúncia, dos crimes, não ter exercido o seu poder, tendo por base as novas regras da Autoridade da Igreja de 15 de Julho de 2010?
- Como pode um Superior Geral de uma Ordem Religiosa abafar, silenciar ou não solicitar uma Visitação Canónica, por parte da Ordem ou da Santa Sé, para não ter que tomar uma decisão difícil?
- Como pode um Superior Provincial de uma Ordem Religiosa, permitir-se a esta e a outras liberdades, quando na realidade ele é o segundo implicado no silenciamento dos crimes?
- Como pode um Superior Provincial de uma Ordem Religiosa, fazer processos canónicos de «linchamento público», como os que fez em co-autoria com o seu confrade P. José Torres, ao Superior que fez a devida denúncia canónica, no momento próprio, do padre criminoso?
- Como pode um Superior Provincial silenciar o abuso de um doente de psiquiatria, Irmão de sangue de um outro frade da Ordem; internado na Casa de Saúde do Telhal, que trabalhava na Vacaria, permitir que o seu Vigário Provincial, tenha visitado, amiúde, a Vacaria / Palheiro das vacas para orgias convulsivas de sexo? O que é isto? Onde estamos? Será a Sede e o Governo Provincial da Ordem / ISJD um Sagrado Bacanalis, ratificado pela Santa Sé, pela CEP e pelo Prior Geral da Ordem?
- Como pode um Superior Provincial silenciar uma carta dos Irmãos Videira e Feliciano, escrita ao Prior Geral, com cópia para o Definitório Geral denunciando as saídas do dito criminoso para práticas de sexo em grupo, em África, em Portalegre ou na Sacrista da Casa de Saúde do Telhal?
A Igreja perde tempo na pregação da «moral pessoal», para os leigos; mas pratica e permite que todo o seu «ensinamento teórico» seja praticado, silenciado e desfrutado pelos seus canonizados, pelos votos perpétuos ou pela ordenação, que lhes confere todas as indulgências plenárias, perpetuas, para toda a escatologia. Foi esta a mensagem que o nosso Santo Fundador nos deixou?
Sabendo que a Justiça humana, civil ou canónica, não funciona no tempo, aguardamos que a Justiça de Deus, opere fora do tempo. É a nossa esperança, num mundo de incertezas e de verdades falseadas pela estrutura religiosa.
Os Irmãos de S. João de Deus
Montemor-o-Novo, 16 de Outubro de 2010
Ao ler e reflectir sobre a profundidade das Doutrinas e das Teorias da Igreja, os Irmãos de S. João de Deus, que sempre obedeceram à Hierarquia Católica; tendo o privilégio Jurídico e canónico de «ORDEM Religiosa» – de Direito Pontifício, prerrogativa, facultada só ao «crème de la crème» das elites religiosas, como é o caso da Companhia de Jesus ou da Ordem Dominicana.
A sabedoria diplomática ou milenar da Igreja espelhada nestes textos legislativos do ex Santo Oficio, obrigam, agora, a uma averiguação no terreno junto do Ministério Público, da Policia Judiciária, dos Tribunais do Patriarcado de Lisboa, da Arquidiocese de Évora e, particularmente, da Rota Romana.
A Igreja Católica, não pode ficar condicionada a uma «ética dos costumes – ad extra» e a uma «ética da conveniência – ad intra».
A milenar Igreja viveu sempre muito mal, com a sexualidade, ao longo da história; com as doenças raras e, particularmente, com os comportamentos desviantes – os «eunucos do reino» e a «simonia religiosa», o «concubinato eclesiástico» e outras práticas que tendem a desacreditar o sagrado do Divino no ser humano.
A moral não é só para o povo, mas o exemplo terá que vir de cima: eis a razão porque a Ordem Hospitaleira não tem vocações a mais de 6 anos e as poucas que tinham saíram, por terem sido alvo de «assédio sexual» no Telhal, pelo autor de outros crimes comprovados.
Os Irmãos de S. João de Deus, esperam e não vão desistir de falar, de escrever…, e de enviar e-mails necessários até que a CEP e o Arcebispo de Braga assuma todas as suas responsabilidades e exija uma «Auditoria dos Costumes – ou – da Apostasia Religiosa da Ordem Hospitaleira» em Portugal. Temos, consciência e, ainda, pois não estamos todos contaminados.
A teoria, a teologia e os documentos são excelentes, mas agora é necessário aplicar as penas civis e canónicas a quem prevaricou criminosamente tanto no âmbito da moral sexual, como no foro da corrupção dos costumes e na putrefacção de uma gestão «alheia à lei civil e amoral à moral social», que a mesma Igreja / Ordem religiosa apregoa. São necessárias medidas!
A ostentação rude dos «sinais exteriores de riqueza» é um pecado grave, que brada aos céus, numa Ordem Mendicante e numa Instituição que se identifica, na sua Cúpula do Difinitório Geral, em Roma, com as Doutrinas de Puebla e da Teologia da libertação.
Agora, a responsabilidade é do Arcebispo de Braga e dos seus pares, na CEP, na exigência ou na imposição do cumprimento da Regra de Santo Agostinho e das Constituições, aprovadas pela Santa Sé.
Passemos das Teorias ad extra a uma vida obediente, pobre, casta e hospitaleira para os pobres dos pobres do mundo contemporâneo, como o desejou o nosso pai fundador, o patriarca dos loucos e dos mendigos.
Os Irmãos de S. João de Deus
Casa de Saúde do Telhal, 16 de Outubro de 2010
Questões Dirigidas ao Reverendo Prior Geral Frei Donatus Forkan da fatebenefratelli
Reverendo Prior Geral
Sabendo que a Igreja tem uma grande capacidade de «antecipar» os tempos…, e os acontecimentos da história da civilização; a que a Ordem Hospitaleira soube sempre acompanhar nos sinais dos tempos com Pudebla, Medellín, Aparecida e nas Universidades da linha da frente, na América Latina.
No entanto alguns Irmãos, os do passado, ainda questionam «algumas imprudências» que o nosso Reverendo Prior Geral e o seu Conselho Geral, tem dado cobertura, não só nas áreas da nova ou velha evangelização, como na utilização dos recursos humanos.
A Vida dos IRMÃOS:
• Como pode aceitar que a «geração menos contaminada» da Ordem não tinha tido votos para vir ao último Capitulo Provincial?
• Como justifica a ausência dos Irmãos frei Augusto Vieira Gonçalves; o frei Luís Vieira da Silva; o frei José Paulo Simões [previamente corrido para Nampula]; o frei Jorge Coelho Dias; o frei Casimiro Silva Ferreira da Silva…, entre outros?
• Como Irmão e Prior Geral aceita, que pelo menos 4 destes Centros Assistenciais não sejam dirigidos por Irmãos, como por exemplo, a Casa de Saúde de Vilar de Frades; a Residência de S. João de Ávila; a Casa de Saúde do Telhal; a Casa de Saúde de S. Miguel, em Ponta Delgada?
• Como pode um Prior Geral de uma dita Sacra Ordem Religiosa – aceitar que os interesses “pessoais” de um gestor de conta, de um Banco Privado, faça renomear uma directora?
• Como permite que uma Directora de Recursos Humanos faça nomear «dois miúdos» – sem os cursos terminados, sem a devida formação humana, técnica e pastoral exigida no último Capítulo Geral?
• Será que dos 5 Irmãos mencionados, 3 deles não têm melhor preparação académica, pastoral e técnica para o desempenho de tal ministério apostólico?
• Quais sãos os critérios ou as vinganças em curso do Prior Provincial?
• O que faz um Irmão, com processos de crime em curso, sem experiência em ortopedia, na Comunidade onde está o melhor enfermeiro da Ordem, reconhecido pelos médicos e pelas várias escolas de enfermagem, como um dos melhores especialistas de Ortopedia?
• Sabendo que os salários e as reformas dos Irmãos ascendem, nalguns casos a mais de € 5 mil euros mensais, não deveria fazer prova dos valores apresentados no foro próprio e com a cópia do modelo do IRS ao Arcebispo de Braga, a Secretaria Geral da CEP e na Congregação dos Religiosos? Qual é o medo da Verdade ou preço da transparência?
• Conhecendo e permitindo o relaxamento neste «furto» ao património dos mais pobres, não concorda que se torna, ainda, mais grave que alguns Irmãos, ex membros do Definitório Provincial tenham contas pessoais à margem da Ordem?
• Como justifica a compra de carros topo de gama, Mercedes, BMW ou outros? Materiais de luxo e produtos amorais num tempo da carestia nacional? Como pode aceitar que se substitua o habito religioso por calças, pulôveres, camisas e sapatos de marcas italianas ou de marca registada?
Concluindo, perante a sua incapacidade e a inépcia «calculista» do Conselho Geral, não acha que deve solicitar ajuda a autoridade civil nacional ou a autoridade canónica para regularizar a anarquia irregular de uma Ordem Canónica?
A Vida dos COLABORADORES:
• A Ordem de S. João de Deus, tem formado quadros e leigos engajados com o carisma da Ordem; com a vida dos Irmãos e com as Espiritualidade de S. João de Deus? Quantos leigos rezam, celebram e vivem a vida da Ordem e dos seus Membros? O diálogo inter religioso, apresentado no penúltimo Capitulo Geral, em Roma, é o caminho; porém quantos colaboradores estão vinculados à Ordem Hospitaleira e ao Santo Português de Granada?
• O que pode fazer um cantor lírico, um criador de cavalos ou um «avençado de elevadas comissões – amorais» em Viana do Castelo, em Ponte de Lima , em Barcelos ou Vilar de Frades?
• O que é que pode fazer um miúdo do Continente, sem prática religiosa, sem experiência de enfermagem ou sem experiência em Recursos Humanos ou psiquiatria numa Ilha dos Açores?
• O que opina o Prior Geral quando um «grupo minoritário» com «comportamentos desviantes», vivem e estão em permanente chantagem com as «fraquezas criminais dos membros da Ordem» para manterem os seus lugares ou para continuarem a ter livre trânsito nas casas da Ordem em Portugal, Espanha e Itália?
• Como consente que um Clínico receba um salário numa casa; receba um segundo numa outra e ainda exerça «a privada», a elaboração de relatórios para outras entidades à margem da Ordem – nas Casas do ISJD / OH?
• Perante os «FACTOS – APRESENTADOS» no último Capitulo Provincial, a AUDITORIA «realizada à medida», controlada e «aprovada», após o consentimento do Prior Provincial; o que é que espera para solicitar uma «sindicância do Estado» ou uma 2.ª Auditoria «controlada pela CEP ou pela Congregação dos Religiosos»?
• O que espera a Ordem para começar com a formação sistemática ao longo da vida; a formação pastoral no âmbito da pastoral da saúde por pessoas qualificadas da Igreja Portuguesa; da mera formação da liderança e dos meros quadros intermédios de poder?
• Porque não agir com o Doutor Enf. Luís Daniel e com o Arquitecto Gonçalo Castelo Branco, como fizeram com a ex Directora dos Açores?
• Há certezas, há denúncias e há empreiteiros que já o afirmaram e confirmam que não tem trabalho «se não derem percentagens» ao Arquitecto ou ao Gabinete de Arquitectura que medeia a obra. O que teme para agir?
Temos pena, lamentamos que tenhamos que recorrer a meios pouco usuais para falar, alertar e fazer escutar a nossa voz, silenciada por uma minoria que usa a Ordem enquanto ela tiver dinheiro, património e poder para distribuir pelos amigos.
Mas S. João de Deus, veio para os pobres mais pobres, para os moribundos, para as prostitutas e não para as minorias de práticas amorais desviantes ou para os adulterados dos costumes de outros mundos?
Querido Irmão Frei Donatus – ainda Duvida?
Então, solicite uma SINDICÂNCIA ao Tribunal de Contas; peça o levantamento do sigilo Bancário ao Ministério Público, ao Banco de Portugal e à Policia Judiciária Portuguesa e, quem sabe, de Itália, também, para verificar as fugas da Benfazeja da Ordem Hospitaleira.
Saudações Hospitaleiras,
Fatebenefratelli
frei Luís de Granada, oh
Sanctus Sanctus Sanctus
Fatebenefratelli, a prática espiritual da «União reservada» na Vacaria de S. João de Deus na Casa de Saúde do Telhal
“Disse Jesus: Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas! Sois semelhantes aos sepulcros caiados: por fora parecem formosos, mas por dentro estão cheios de ossos, de cadáveres e de toda espécie de podridão.28 Assim também vós: por fora pareceis justos aos olhos dos homens, mas por dentro estais cheios de hipocrisia e de iniquidade.29 Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas!”
A pratica espiritual da «união reservada» é um acto de intimidade genital, permito por alguns moralistas, defensores da moral pessoal – integrista, que alguns Irmãos da Ordem de S. João de Deus, tomaram como modelo, sem consumarem o acto sexual na sua plenitude.
Nestas notas semanais, a que nos propomos fazer, introduzindo as denúncias dos «crimes sexuais, com adolescentes ou doentes mentais» ; os novos modelos de vida religiosa; ou novas práticas de gestão marginal ou extra canónica.
A metodologia, será diferente de uma para as outras; uma vez que está a acontecer uma «intromissão abusiva» por parte de colaboradores da OH / ISJD nos diversos e-mails apagados, controlados e denunciados no GMAIL.
Nós, Irmãos não se deixamos incomodar pela «frágil autoridade moral» da Ordem Hospitaleira; pelas «ameaças de uma minoria desviante de funcionários, que vivem em permanente chantagem» com o ISJD / OH e pela cumplicidade ou «interferência amigável» do Arcebispo e SENHOR de Braga.
A nossa intenção é fazer alerta, «bradar ao mundo» e bater às portas do Céu; solicitando às estâncias superiores, em forma de questionário ou de perguntas ao nosso querido
Reverendo Prior Geral Frei Donatus Forkan da fatebenefratelli
• Às Entidades Civis Nacionais
• Ao Procurador-Geral da República
• A Polícia Judiciária e Criminal
• Ao Tribunal de Contas
• À Inspecção Geral dos Impostos
• À Direcção Geral da Segurança Social de Lisboa e Vale do Tejo
• A ARS
• Ao Vaticano
• E aos meios de comunicação social nacionais
União Reservada ou CRIMES da Vacaria?
Reverendo Prior Geral Frei Donatus Forkan,
Conhecendo bem o pensamento aberto, teológico e modernista nos seus documentos e escritos, ratificados ou autorizados pelo seu Difinitório Geral perguntamos.
Vossa Reverência foi devidamente informado dos CRIMES da VACARIA, do Armando Corte de Gouveia?
Vossa Reverência foi devidamente informado que este doente, em tratamentos, no Centro Assistencial do Telhal, é Irmão de sangue de um Religioso da Ordem Hospitaleira?
Vossa Reverência foi devidamente informado que este doente, embora doente, trabalhava na Vacaria do Telhal?
Vossa Reverência foi devidamente informado que a família do abusado, depois, reclamou junto do Prior Local, recebeu uns dinheiros «para abafar os escândalos» das piedosas «uniões reservadas» da vacaria?
Vossa Reverência foi devidamente informado, se o Irmão, que praticou esta piedosa prática, reservada, foi submetido ao Tribunal Civil da Comarca de Sintra? Foi denunciado ao Tribunal do Patriarcado de Lisboa [1.ª estância]; de Évora [2.ª estância] e depois a Sagrada Rota Romana?
Vossa Reverência foi devidamente informado, se o Reverendo Prior Provincial, informou devidamente o Ordinário do Lugar, o Cardeal-Patriarca de Lisboa e se este comunicou a autoridade judicial?
Vossa Reverência foi devidamente informado, pelos ex Priores Provinciais, das «práticas reservadas» deste Irmão, na Casa de Saúde do Telhal, na Casa de Saúde de S. Rafael ou na Casa de Saúde de S. Miguel?
Vossa Reverência foi devidamente informado pelo actual Provincial [em quem Vossa Paternidade «votou», consentindo «um erro jurídico - canónico», que o próprio frei José Augusto «votasse - nele próprio», para ganhar a eleição] das irregularidades canónicas deste freire tão defensor das piedosas «uniões reservadas»?
Tomamos a liberdade de lhe fazer o último ultimatum a Vossa Reverência. Informando que esta mensagem será enviada a 7 mil endereços de e-mail da Igreja, da Comunicação Social – até ao preciso momento que o Frei Donatus Forkan, vier falar connosco, pessoalmente, um a um, sem os tradutores da Ordem, sem Advogados [para secretariar ou fazer processos canónicos de linchamento vingativos], sem nenhum Irmão da actual ESTRUTURA corrompida pelos «figurinos modelares» a que a obediência religiosa nos obriga.
Concluindo, se Vossa Paternidade não agir num espaço de 30 dias, passaremos dos e-mails, aos actos: exigindo uma sindicância pública às obras do Arquitecto Gonçalo Castelo Branco e do Enf. Doutor Luís Daniel; uma 2.ª auditoria externa a todas as obras e dinheiros, contas privadas, salários e reformas e de todos os Irmãos com base na declaração e no modelo do IRS de 2009.
Estamos certos e Vossa Paternidade, também o está, que o estado de apostasia religiosa e comunitária chegou aos limites do razoável; fazemos denúncia pública, mais uma vez, para que o Arcebispo de Braga, na sua qualidade de Presidente da CEP exerça o seu ministério de influência, junto das estâncias Superiores da Santa Igreja, em Portugal e no Vaticano.
Sabemos, que o seu limite é real, mas o nosso chegou ao fim, só lhe damos mais 30 dias a partir da data do envio, desta missiva, a Vossa Paternidade, Reverendo Prior Geral Frei Donatus Forkan.
Sanctus, Sanctus, Sanctus
Fatebenefratelli,
Frei Luís de Granada, oh
Montemor-o-Novo, 17 de Outubro de 2010
Abusos sexuais «desfiguraram» o sacerdócio, diz Bento XVI
Papa escreve aos seminaristas de todo o mundo, pedindo atenção ao amadurecimento da personalidade
Bento XVI reconheceu esta Segunda-feira, 18 de Outubro, que os recentes casos de abusos sexuais de crianças e adolescentes por membros do clero “desfiguraram” o sacerdócio.
O Papa fala com “grande mágoa” destas situações numa carta que enviou aos seminaristas de todo o mundo, no dia da festa de São Lucas, Evangelista, poucos meses depois do final de um ano dedicado aos sacerdotes, na Igreja Católica.
Para Bento XVI, alguns padres, “com os seus abusos, provocaram devastações, pelas quais sentimos profunda pena e desgosto”.
Quem se prepara para o sacerdócio nos seminários, escreve o Papa, pode ter questionado “se é bom fazer-se sacerdote, se o caminho do celibato é sensato como vida humana”.
“Mas o abuso, que há que reprovar profundamente, não pode desacreditar a missão sacerdotal, que permanece grande e pura”, indica Bento XVI, para quem cada padre deve “levar as pessoas a uma humanidade madura e servir-lhes de exemplo”.
Numa carta em que o Papa expressa a sua preocupação com todos os futuros sacerdotes católicos, pode ler-se que “os anos no Seminário devem ser também um tempo de maturação humana”.
“Para o sacerdote, que terá de acompanhar os outros ao longo do caminho da vida e até às portas da morte, é importante que ele mesmo tenha posto em justo equilíbrio coração e intelecto, razão e sentimento, corpo e alma, e que seja humanamente «íntegro»”, assinala.
Bento XVI defende a “integração da sexualidade no conjunto da personalidade”, deixando um alerta: “Quando não é integrada na pessoa, a sexualidade torna-se banal e ao mesmo tempo destrutiva”.
A missiva apresenta várias reflexões pessoais do Papa, que lembra um episódio ocorrido em Dezembro de 1944: “Quando fui chamado para o serviço militar, o comandante de companhia perguntou a cada um de nós a profissão que sonhava ter no futuro. Respondi que queria tornar-me sacerdote católico”.
O jovem Joseph Ratzinger ouviu então que “na nova Alemanha, já não há necessidade de padres” e agora o Papa reconhece que “de vários modos, mesmo nos nossos dias, muitos pensam que o sacerdócio católico não seja uma «profissão» do futuro, antes pertenceria já ao passado”.
Esta ideia é contrariada, na prática, por quem optou por entrar num seminário, a quem Bento XVI aconselha “o estudo da teologia” com “diligente sensibilidade”, com a consciência de que “sem a Igreja que crê, a teologia deixa de ser ela própria e torna-se um conjunto de disciplinas diversas sem unidade interior”.
“Para nós, Deus não é uma hipótese remota, não é um desconhecido que se retirou depois do «big-bang»”, diz o Papa.
O seminário, acrescenta a carta, “é o período em que aprendeis um com o outro e um do outro”.
“Com estas linhas, quis mostrar-vos quanto penso em vós precisamente nestes tempos difíceis e quanto estou unido convosco na oração”, conclui Bento XVI.
Irlanda: Igreja convoca ano de oração
Os Bispos católicos da Irlanda convidaram os fiéis do país a seguirem com a oração, o processo de renovação que, em estreita colaboração com a Santa Sé, se iniciou após as várias denúncias de abuso sexual cometidos por sacerdotes contra menores.
O apelo saiu da Assembleia Geral da Conferência Episcopal da Irlanda, durante a qual os bispos voltaram a expressar “gratidão” a todos aqueles que neste período ofereceram reflexões úteis sobre o assunto.
O maior agradecimento foi para Bento XVI e a sua Carta Pastoral aos católicos da Irlanda, publicada no dia 19 de Março de 2010.
Os bispos sublinham “a necessidade de iniciar uma profunda renovação e uma nova visão, capazes de inspirar as gerações presentes e futuras para que façam tesouro do dom da fé em comum”.
O ano de oração terá início no dia 28 de Novembro, primeiro domingo do Advento.
Sanctus Sanctus Sanctus
Fatebenefratelli,
Depois de tantas ameaças de uma «minoria chantagista – com poções sexuais desviantes» as autoridades civis já estão no terreno.
Depois de tantos e-mails apagados; controlados; vigiados; lidos indevidamente, corrompidos e violados como as outras vítimas, os Irmãos de S. João de Deus vão ser escutados…, atendidos nas suas questões de consciência, pela autoridade externa à frágil autoridade moral da Ordem, sem testemunhas ou advogados externos há vida dos Irmãos.
Depois de muita corrupção as contas vão ser revistas. As obras vão ser auditadas e o levantamento do sigilo bancário vai ser pedido, levantado e vai a juízo, no local próprio.
Depois de tanto amoralidade religiosa, de uma «minoria adversa à vida espiritual», defensora acérrima das teologias da libertação, da nova era e das espiritualidades do além, das místicas desviantes e da «corrupção dos costumes» do convento.
A Teoria que «sem os IRMÃOS a ORDEM não acaba», finalmente abortou.
Acaba aqui!
Sem Irmãos de S. João de Deus – Não Há Ordem Hospitaleira!
JÁ TEMOS bons SINAIS de ESPERANÇA, contra ventos e marés; más vontades e humilhações, linchamentos públicos dos Irmãos e colaboradores, com vinganças pessoais e ajustes de contas pessoais, à margem das Constituições Canónicas, no nosso direito próprio, e da Regra de Santo Agostinho.
Agora, sem ameaças, vamos esperar os passos próprios que as autoridades competentes vão delinear, no momento próprio.
Saudações Hospitaleiras, Fatebenefratelli,
Irmãos de S. João de Deus
Casa de Saúde de Barcelos, 25 de Outubro de 2010
VATICAN CITY — The Vatican issued revisions to its internal laws Thursday making it easier to discipline sex-abuser priests but caused confusion by also stating that ordaining women as priests was as grave an offense as pedophilia.
The decision to link the issues appears to reflect the determination of embattled Vatican leaders to resist any suggestion that pedophilia within the priesthood can be addressed by ending the celibacy requirement or by allowing women to become priests.
The overall document codified existing procedures that allow the Vatican to try priests accused of child sexual abuse using faster juridical procedures rather than full ecclesiastical trials. The Vatican spokesman, the Rev. Federico Lombardi, said the changes showed the church’s commitment to tackling child sexual abuse with “rigor and transparency.”
Those measures fell short of the hopes of many advocates for victims of priestly abuse, who dismissed them as “tweaking” rather than a bold overhaul. The new rules do not, for example, hold bishops accountable for abuse by priests on their watch, nor do they require them to report sexual abuse to civil authorities — although less formal “guidelines” issued earlier this year encourage reporting if local law compels it.
But what astonished many Catholics was the inclusion of the attempt to ordain women in a list of the “more grave delicts,” or offenses, which included pedophilia, as well as heresy, apostasy and schism. The issue, some critics said, was less the ordination of women, which is not discussed seriously inside the church hierarchy, but the Vatican’s suggestion that pedophilia is a comparable sin in a document billed a response to the sexual abuse crisis, which roared back from remission in Europe this spring a decade after it first erupted in the U.S.
“It is very irritating that they put the increased severity in punishment for abuse and women’s ordination at the same level,” said Christian Weisner, spokesman for We Are Church, a liberal Catholic reform movement founded in 1996 in response to a high-profile sexual abuse case in Austria. “It tells us that the church still understands itself as an environment dominated by men.”
Archbishop Donald Wuerl, a top official of the U.S. Conference of Catholic Bishops, called the document a “welcome statement” even as he took pains to praise the role of women in the church.
“Women offer unique insight, creative abilities and unstinting generosity at the very heart of the Catholic Church,” he said at a news conference in Washington. Still, “the Catholic Church through its long and constant teaching holds that ordination has been, from the beginning, reserved to men, a fact which cannot be changed despite changing times.”
At a news conference at the Vatican, Monsignor Charles Scicluna, the Vatican’s internal prosecutor in charge of handling sexual abuse cases, explained the change on women’s ordination in technical terms. “Sexual abuse and pornography are more grave delicts; they are an egregious violation of moral law,” Scicluna said in his first public appearance since the sex abuse crisis hit. “Attempted ordination of women is grave, but on another level, it is a wound that is an attempt against the Catholic faith on the sacramental orders.”
The revision codifies a 2007 ruling that made attempting to ordain women an offense punishable with excommunication. A priest who tried to ordain a woman could now be defrocked, the new document said.
Scicluna said that rules on their own could not eradicate priestly abuse but that the church now had better tools to work toward that.
“This gives a signal that we are very, very serious in our commitment to promote safe environments and to offer an adequate response to abuse,” he said.
In addition to making the faster administrative procedures for disciplining priests the rule, not the exception, the new norms also added possession of child pornography and sexual abuse of adults with mental disabilities to the list of grave crimes.
The Vatican also doubled the statute of limitations for abuse cases to 20 years from the victim’s 18th birthday. After that, a priest could be removed from the ministry but not defrocked unless the Vatican lifted the statute of limitations in the case, a right it reserves on a case-by-case basis.
Many victims have said they did not feel able to come forward until long after abuse took place.
O número dois do Vaticano relacionou a pedofilia com a homossexualidade, excluindo o celibato. Homossexuais católicos acreditam que pedófilos se escondem no celibato.
O grupo de homossexuais católicos Novos Rumos e o Movimento Nós Somos Igreja pedem o fim do celibato dos padres. O pedido surge em resposta às polémicas declarações do número dois do Vaticano, o cardeal Tarcisio Bertone, que relacionou a pedofilia com a homossexualidade, excluindo a influência do celibato.
O grupo Novos Rumos considera que nem o celibato nem a homossexualidade estão ligadas à pedofilia, no entanto, acreditam que o fim do celibato impede que os abusadores se escondam. “A hierarquia prestaria um grande serviço à Igreja se olhasse para a questão do celibato como algo que pode impedir as pessoas menos formadas de esconder atrás do celibato as suas perversões”, defende o coordenador nacional do grupo, José Leote. Em comunicado de imprensa o grupo escreve que “talvez pondo fim ao celibato, a Igreja deixasse de ser o santuário para todos aqueles que se escondem dos seus demónios interiores ou mentes doentias”.
Também o Movimento Nós Somos Igreja defende que está na hora da Igreja pôr fim à proibição dos padres casarem. “O celibato deve acabar porque não é essencial para o desempenho das funções de padre”, refere Alfreda Ferreira da Fonseca.
A professora de filosofia acrescenta que as denúncias de pedofilia no seio da Igreja Católica podem servir para a instituição “resolver as questões da sexualidade, que devem ser pensadas não com critérios medievais, mas com critérios contemporâneos”.
Na Igreja portuguesa, ninguém comenta as afirmações do secretário de Estado do Vaticano. Mas hoje a Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), que decorre em Fátima, irá divulgar oficialmente a sua posição. A polémica reacendeu-se por o cardeal Bertone ter dito: “Demonstraram muitos sociólogos, muitos psiquiatras, que não há uma relação entre celibato e pedofilia, mas muitos outros demonstraram, e disseram-mo recentemente, que há uma relação entre homossexualidade e pedofilia”. Um argumento criticado por psiquiatras. “Não faz sentido cientificamente e é intelectualmente desonesto”, aponta Júlio Machado Vaz, que elogia a postura da Igreja portuguesa nesta matéria. Já o presidente da Sociedade Portuguesa de Psiquiatria, António Palha, diz que “não vale a pena dar importância” a estas declarações
FOR IMMEDIATE RELEASE
Friday, June 16, 2010
Yesterday, the Vatican issued a clarification of its canonical procedures for how dioceses should handle priests who sexually abuse children. As part of the statement, they have added that the “attempted ordination of a woman” has now been added to the list of “delicta graviora,” or most serious crimes in church law, alongside the sexual abuse of minors.
This morning, twenty-seven international Catholic organizations issued the following joint statement in response:
We, the undersigned, express our solidarity with Catholics who continue to seek equality, including those who practice feminist ministries and those who are ordained. We know these women and men to be firm in their faith and courageous in their work as they seek an inclusive and accountable church, undeterred by threats of excommunication or other canonical penalties. In addition, we stand with our brother priests and bishops who are also being threatened by this new policy for their support of women’s equality in the church. Furthermore, we take great offense that good faith struggles for gender equality could be misunderstood as a sacrilege and placed on par with the sexual abuse of children. In 1976, the Vatican’s own Pontifical Biblical Commission concluded there is no valid scriptural reason for denying ordination to women. Therefore, we welcome such efforts to expand the scope and variety of ministry and we celebrate women’s faithfulness despite huge institutional obstacles.
We are gravely disappointed that the Vatican would largely repackage its sexual abuse policy norms from 2001 in yesterday’s re-issued statement without adding many meaningful changes to canonical procedures on how to handle the sexual crimes of its religious leaders. We stand with survivors in calling for the release of the names of all credibly accused Catholic religious leaders and for the Vatican’s immediate adoption and implementation of global child protection policies. Nothing less is adequate to the crying needs of a community torn asunder by its own leaders’ crimes.
Catholic Organization Signatories
Association for the Rights of Catholics in the Church (ARCC), USA
Patrick B. Edgar, D.P.A., M.Div., President
BASIC (Brothers And Sisters In Christ), Ireland.
Contact: Una Ruddock
+353 1 621 6816
DignityUSA
Marianne Duddy-Burke, Executive Director,
617-669-7810
Call To Action, USA
Jim FitzGerald, Executive Director
773.404.0004
Catholics for Choice- Canada
Rosemary Ganley, Coordinator
Catholic Coalition for Church Reform, USA
Paula Ruddy, Bernie Rodel, Michael Bayly, Co-chairs
(612) 379-1043
Catholic Network for Women’s Equality, Canada
Paula MacQuarrie, Coordinator
CORPUS, USA
Contact: William Manseau
Corriente Somos Iglesia, Spain
Raquel Mallavibarrena, Coordinator
+34 649332654
Católicas por el Derecho a Decidir, Mexico
Maria Consuelo Mejia, Director
+5255 5658 1163
Católicas por el Derecho a Decidir, Spain
Mar Grandal, President
352 88946
8th Day Center for Justice – Women’s Group, USA
http://www.8thdaycenter.org
Femmes et Hommes en Eglise/Genre en Christianisme, France
Danielle Penuel-Monneron, President
(0)2 33 90 78 10
Institute for Feminism and Religion, Ireland.
Mary Condren, Th.D., Director
001-353-1-4624504
Interreligious Convention of European Women Theologians
Lee Wax, Coordinator
0044-208 884 0476
Kerk Hardop, Netherlands
Marleen Wijdeveld, President
Isaac Wüst, Editor-in-Chief
0031-20-441.3339
National Coalition of American Nuns, USA
Contact: Donna Quinn
Noi Siamo Chiesa (Italian Section of IMWAC), Italy
Contact: Vittorio Bellavite
Nous sommes Aussi l’Eglise, France
Lucienne Gouguenhem, Vice-President
33 1 45 88 04 92
Pax Christi Maine, USA
Bill Slavick, Coordinator
207-773-6562
RAPPORT, USA
Conatct: Gloria Ulterino
Roman Catholic Faith Community Council of the Federation of Christian Ministries
William J. Manseau, Evelyn Hunt, and Thomas Quinn, Co-Chairs
603-886-7158
Roman Catholic Women Priests, Europe-West.
I. Riedl, Coordinator
0049-089 845 830
Roman Catholic Womenpriests-USA, Inc
Contact: Alice Iaquinta
414-791-9952
Women’s Alliance for Theology, Ethics and Ritual (WATER), USA
Mary E. Hunt and Diann L. Neu, Co-directors
301 589-2509
Women’s Ordination Conference, USA
Erin Saiz Hanna, Executive Director
202-675-1006
WomenPriests.Org, International
Therese Koturbash, Coordinator
+44 (0)1923 779 446
Cometário de Teresa Martinho Toldy,
teóloga e membro do NSI-PT
——————————————————————————–
Comentário de Teresa Martinho Toldy sobre o documento publicado pelo Vaticano apontando como delitos graves tanto os abusos sexuais como a ordenação de mulheres.
A Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé emitiu um documento com “Normas substantivas” para julgar “delitos contra a fé, assim como delitos graves cometidos contra a moral e na celebração dos sacramentos” (Parag. 1). Entre estes delitos graves encontram-se os de “tentativa de ordenação de uma mulher” (Artº 5) e aqueles que são “cometidos contra o sexto mandamento do decálogo, cometidos por um clérigo com um menor de dezoito anos” (Artº 6).
O documento é extenso, incluindo outros delitos, sobretudo relacionados com os sacramentos, bem como pormenores relativamente à instrução dos processos que exigiriam uma análise detalhada por parte de um canonista.
Limitar-me-ei a comentar alguns aspectos dos dois artigos referidos: o 5º e o 6º.
Quanto ao artigo 6º, note-se que o documento refere actos cometidos contra o sexto mandamento, que manda “guardar castidade nos actos e nas palavras”. Significa isto que os actos de abuso de menores são aqui referidos eufemísticamente como “atentados contra a castidade”. Atente-se na linguagem “sacra” e mistificadora utilizada para descrever os crimes em causa. Não é utilizado o termo “pedofilia”, nem é referido que a instrução de um processo dentro da Igreja não dispensa a instrução de um processo criminal, nos tribunais próprios dos Estados de direito.
Pergunto-me como se sentirão as vítimas, pois nem me atrevo a dar opinião sobre isso, por respeito pelo seu sofrimento.
Poder-se-á perguntar também, quando o acto em causa é designado como sendo atentatório ao 6º mandamento, à castidade de quem se refere? À do clérigo ou à da vítima?
Quanto à punição prevista: diz o parágrafo 2º do mesmo documento que “um clérigo que cometa os delitos mencionados” será “punido de acordo com a gravidade do seu crime, não estando excluídas a demissão ou a deposição”. Portanto, depreende-se que há graus de gravidade nos actos de pedofilia, melhor, de atentado à castidade. Quais serão esses graus?
Quanto ao artigo 5º., diz-se que o clérigo que tente ordenar uma mulher “pode ser castigado com a demissão ou a deposição”. Por seu lado, a mulher que tente receber a ordem sagrada, “incorre em excomunhão latae sententiae reservada à Sé Apostólica” (artº 5, 1º).
A associação da ordenação de mulheres a uma lista de erros graves que inclui a pedofilia é, no mínimo, insultuosa. Tanto mais insultuosa quanto relevadora, explicitamente, de que a Igreja Católica, na sua hierarquia, é provavelmente a única instituição à escala global que continua a discriminar as mulheres com base na sua própria identidade, associando-se, assim, a lógicas de pensamento xenófobas e racistas, de acordo com as quais pessoas com determinadas características físicas, constitutivas da sua identidade profunda, estão impedidas de acesso a determinados cargos por causa de possuírem essas mesmas características.
Esta associação é tanto mais grave quanto a pena para um padre ou bispo que tente ordenar uma mulher é enunciada com menos rodeios do que a pena para um clérigo que cometa abuso de menores: no caso deste último, não está excluída a demissão, mas, de acordo com a gravidade do seu crime…
Chegados a este ponto, no início do século XXI, para que possa continuar a ser legítimo afirmar que nem toda a gente na Igreja pensa assim, que nem todos os clérigos pensam assim, que não se pode tomar a hierarquia pelo todo, será necessário que a hierarquia prove isto mesmo e que se levantem aqueles, no seu seio, que, por amor à Igreja, estejam convencidos da necessidade de não continuar a ferir o Povo de Deus.
——————————————————————————–
July 12, 2010Vatican Equates Women’s Ordination with Priest Pedophilia?
A now-released document includes the ordination of women in the same category as sexual abuse by priests.
By Mary E. Hunt
Letter (1)Write a letterEmailPrintShare
Pope Benedict XVI.
Mary E. Hunt
Mary E. Hunt, Ph.D., is a feminist theologian who is co-founder and co-director of the Women’s Alliance for Theology, Ethics and Ritual (WATER) in Silver Spring, Maryland, USA. A Roman Catholic active in the women-church movement, she lectures and writes on theology and ethics with particular attention to liberation issues.
Update: The Vatican has now issued the norms on dealing with priest sex abuse cases and other “more grave crimes” including “attempted sacred ordination of a woman.” They took great pains to distinguish the two, claiming there are two kinds of such crimes—one related to the sacraments and the other to moral issues. A Vatican official said, “The two types are essentially different and their gravity is on different levels.” This does not answer the question why they are both in the same list. — ed.
While Protestant churches like the Presbyterian Church USA have their annual gatherings in the summer, the institutional Roman Catholic Church, with no such meetings to worry about, uses the season to issue documents from on high. According to published reports, the Vatican is soon to release new norms that govern matters of sexual abuse by clergy. (Ho hum—but wait, there’s more.) They are expected to include the ordination of women under the delicta graviora, the same category of grave sin that governs sexual abuse by priests. Cue the music of doom!
It is hard to see past the PR aspect of this to the theological. Mixing the two issues, even under the same legal umbrella, is a profoundly perverse proposition. Either these gentlemen are more ethically tone deaf than one can imagine, or they are sly beyond the dreams of foxes in an effort to redirect attention from the criminal behavior of clergy against children to their wrath over the ordination of women. Neither option is terribly appealing.
The forthcoming norms are assumed to be the codification of the 2001 guidelines which made the Congregation for the Doctrine of the Faith (the powerful Vatican department formerly headed by now Pope Benedict XVI) the central location for handling sex abuse cases. These changes may make it easier for the Congregation in selected cases to forgo lengthy and costly ecclesial trials and simply laicize certain offending priests. But the Congregation’s track record under then-Cardinal Joseph Ratzinger, who moved slowly if at all on many egregious cases, does not inspire confidence.
The new norms are not expected to be as clear and definitive as those adopted by the US Conference of Catholic Bishops in 2002, when they were faced with paying more than $1 billion in compensation to victims and for lawyers’ fees. The Vatican deals with a global church, so its legalese tends to be more generic and open to interpretation. It will be interesting to see just how these norms are spelled out but no one expects unambiguous prose and zero tolerance. So what about the ordination of women? How did that sneak in here?
A Desperate Vatican?
The 2001 norms focused on “most grave crimes” against the sacraments and against morals. Some of the pedophilia crimes took place in the context of the sacrament of Penance or Confession. Breaking the seal of confession—that is, revealing anything told in the exchange between priest and penitent—is against the law. Another so-called grave matter dealt with in this way is “desecrating the sacred species.” That means taking a consecrated host and throwing it on the ground. Canonists will spend their summer parsing the implications of these matters, but we still need to track down the ordination of women which is now in the mix of sinful actions.
The Congregation declared in 2008 that women who get ordained “simulate ordination.” According to the Vatican official’s lights, the women, and the bishops who ordain them, automatically excommunicate themselves. It all sounds rather contorted. In this soon-to-be-published document, the ordination of women is said to be spelled out as one of those dicey matters which is not only a violation of the sacrament of Holy Orders, but so serious as to warrant the attention of Rome.
Perhaps they reason that the women’s ordination cases will keep them so busy that the pedophilia crimes will go away. Maybe they think people will be so scandalized by women wanting to get on with the ministry of the church at a time when the institution is morally bankrupt that they will forget the cover-ups that necessitated this revision of law in the first place. Or, perhaps the foxes may really think that this effort to centralize power with even less accountability can take place quietly since so many people will be exercised over the mere suggestion of women priests.
Stay tuned, but I think they miss their guess. There is simply no comparison between a theological argument over who is “fit matter” to be ordained and the destruction of a child’s life; not to mention the thousands of people who have been abused by clergy. The public simply won’t buy it, and the end result is that the institutional Roman Catholic Church will look even more out of touch with reality than ever.
I generally refrain from commenting on these matters without the document in front of me, but this is such a classic case of how church law is made—yes, like watching sausage being made—that it invites conjecture. It may turn out that the concerns over women’s ordination being linked with priest pedophilia are unwarranted. We will see by late summer when the document is expected.
Laws are made in relation to real events. There must have been a time when desecrating the sacred species was common enough to warrant comment. So, too, there have long been violations of the seal of confession. Another sticky wicket that got this kind of attention was “forgiving an accomplice in a sin of impurity.” This was when a priest had sex with another adult (usually referred to in the Latin instructions on this as “Titus, a man” with “Bertha, a woman” though we now know there were more options) and then forgave the sin in confession. It was considered a catch-22. So a law was made to send such cases to a higher authority.
Unless there are more women in the pipeline than I think, the ordination of women might be something the Vatican could have afforded to ignore in the hope it would go away. If women’s ordination really makes the list this time it implies three things:
First, the institutional church recognizes that women are being ordained both by the Roman Catholic Womenpriests initiative and in other congregational settings. Pity the form is so similar as to arouse the Vatican’s attention when the real news is that many local communities simply go ahead with shared ministry without ordaining anyone. The theologies vary, but the whole movement represents a challenge to the Vatican’s claim as sole authority in choosing priests. Like birth control, I think the ban on women priests will soon be honored by so few Catholics that even the institutional church will try to sweep it under the theological rug. That is one reason the ban on abortion has such a high profile: because Catholics’ use of birth control is simply a done deal.
Second, since its male priests are among those who will be sanctioned, the Vatican is obviously worried that the tide has turned against it inside as well as outside. Maryknoll priest Roy Bourgeois participated in a women’s ordination celebration in 2008 and was told to recant his actions. To date, no final word has come down on his refusal to do so. Maybe this law is it. More likely, it is a warning to other priests who might break clerical ranks and stand with feminists in ministry. Here’s hoping they have the courage and good sense.
Third, by drawing attention to women’s ordination, even if it is a tactic to distract attention from the pedophilia crimes and cover-ups, the Vatican is signaling its own desperate situation. Rumors of internal dissention in the Vatican ranks are rampant. One can only imagine what discussion ensued on this matter. Or maybe there wasn’t any discussion at all, which would be worse.
Catholics Go On Living while the Vatican Translates Dicta
But there is some good news coming from Catholicism this summer; two lovely examples serve as a reminder that all is not lost. First, those who are not Catholic are beginning to react to this ungodly mess with creative and courageous solidarity. Recently, the Catholic Archdiocese of Los Angeles, which provided financial support for the Holy Family Adoption Services, told the group they could no longer consider same-sex couples as potential parents for the infants and children they place. The agency refused to cooperate, losing a good bit of its financial support in the process.
Happily, Bishop Jon Bruno of the Episcopal Diocese offered to sponsor the group under Episcopal auspices. Robert K. Ross, President and CEO of The California Endowment, a donor agency issued a wonderful letter spelling out why the Endowment donated $50,000 and asking other people and agencies to do the same. He wrote:
While civic and public discourse these days seems to be dominated by scapegoating, intolerance, and even hate—Arizona’s anti-immigration legislation and California’s Prop. 8 battle embody such activity—we want to take a quiet moment to acknowledge the moral courage of the board of directors of Holy Family Adoption Services and Bishop Jon Bruno.
Amen to that.
A second break with Catholic institutional action is found in the increasing number of Catholics living their faith according to their consciences, ignoring the Vatican entirely. At the recent memorial mass for William R. Callahan, one of the founding directors of the DC-area social justice-oriented Quixote Center, such new practices were in evidence.
Bill Callahan was a Jesuit priest. A feminist before most men could even spell the word, he was dismissed from the order in the 1990s for reasons including his support of women’s ordination. He declined to leave his public ministry at Quixote and return to Boston as ordered. In other words, he refused to cop to a false notion of obedience that was really just a show of institutional church muscle. Instead, he continued on for decades as a dedicated champion of the rights of people in Central America, as a proponent of the full rights of women and LGBTQ people in both church and society, and as an all-around mensch.
He also continued to be a priest; not of the timid institutional sort, but a priest of the people who was called upon countless times to preside at weddings, baptisms, and funerals. He could be relied on to lead a Eucharist where everyone from the Irish grandmother to the smallest child was included, welcome at the table, and edified. According to Catholic theology well understood, all Catholics are priests by virtue of baptism.
Bill Callahan’s funeral liturgy held recently in a public school all-purpose room (sans air conditioning) was one such example of this reality. The gifted radio show host Maureen Fiedler of Interfaith Voices handled the whole celebration with aplomb. Bill’s companion of forty years in ministry, Dolly Pomerleau, spoke movingly and humorously of the man and his ways; a Catholic, married, male priest and a Catholic, married, woman bishop were the presiders.
The joyful celebration of a sad loss reflects the emerging model of small base communities that come together on important occasions. It was suspiciously like the early Church, which eventually built cathedrals for just such periodic gatherings of the local groups that otherwise worshipped and carried out their justice work in their own homes and centers.
So while the Vatican staff is busy translating its latest dictum into various languages, Catholic people, with the help of our friends, are living new models of Church. We do so in the hope that we might salvage the heart of the tradition we value, even while the institution persists in its own demise.
Tags adoption, california endowment, catholic church, confession, feminism, interfaith voices, jesuits, lgbt, pope, pope benedict, roman catholic womenpriests, roy bourgeios, sacraments, sexual abuse, sexual abuse scandal, vatican, william r callahan, womens ordination
Related articles
Replacing Godless Hollywood with Bible-Based “Cultural Dominion” Julie Ingersoll
The US Religious Right and the LGBT Crisis In UgandaSarah Posner
No ‘Christian Compassion’ in Tony Perkins’ Response to Anti-Gay Bullying, SuicidesAndrew Marin
“Ex-Gay” is Anti-Gay, Disguised as CompassionTanya Erzen
Letters
Write a letter
Every once in awhile the hierarchs in the Vatican show us their true colors. This is one of them.
I believe that there are two major, very primal, emotions which motivate most, if not all hierarchs and clerics in the Roman church:
First, for many clerics is a fear of death. Strange, because you would think that an religious tradition that is rooted in the death and resurrection stories of Jesus would have an easier time with this one.
To be sure, the clerics are dying off. No really vibrant replacements on the horizon. Many priests must wonder who will be their to mourn and bury them.
Second, most clerics I have encountered have a fear of women. Women are something they have foresworn, grown bitter about not having them in their lives, resentful of a woman’s emotional and sexual power.
Its long past the time when we should stop indulging and supporting this strange, celibate cadre and start building the priesthood of the future to minister to our children and grandchildren.
– Jim Jenkins, Berkeley, CA
Está bonito está!
É estrangeiro o que aqui anda a aparecer! Então deve ser bom!
Os Irmãos já cantam de alegria. Vai haver um inquérito! Vamos voltar a ter cargos de poder! Vamos assumir novamente as direcções das casas de saúde! Agora sim, vai-se fazer justiça! O que seria das casas e dos doentes sem os Irmãos a mandar! Sem Irmãos as casas têm de fechar!
Caros amigos, tenham vergonha na cara. As casas existem porque um grande homem as criou para servir os mais necessitados e não para vos servir! Dizem-se Irmãos de S. João de Deus, mas deviam ter vergonha de dizer que são parentes desse grande homem. Então as casas têm de fechar porque vossas eminências não estão no poder? E os votos que fizeram de hospitalidade, probreza, castidade… Eu sei bem porque querem o poder! É vinho tinto e vinho verde (acho que o termo popular não é bem este, mas não me estou a lembrar do original) e ninguém vos controla. Têm acesso a tudo e não dão contas a ninguém! Bendito Irmão José Augusto que vos colocou no lugar que merecem. Se não têm cargos de chefia é porque não têm nem competências profissionais, nem pessoais para os exercer. Todos sabemos como é que as casas funcionavam. Era tudo uma verdadeira trapalhada, porque vocês julgavam que só por serem Irmãos de S. João de Deus, estavam imbuídos de capacidades divinas que faziam com a vossa presença punha as coisas a funcionar. Tomem lá a verdade: as coisas funcionam porque têm colaboradores que são mais Irmãos de S. João de Deus do que vocês! Deixem-se de tretas e apoiem o nosso grande Irmão José Augusto a abrir os olhos em relação a alguns aspectos mal esclarecidos. Têm um grande homem à vossa frente, que pode levar a Ordem e o ISJD para onde deve estar – instituição de destaque a nível nacional e internacional.
Vocês nas casas levam uma vida vergonhosa e a única pessoa que tentou mudar tudo isto foi o Frei José Augusto. Têm bom carro à disposição (e criticam o carro em que ele anda), empregadas para vos fazer tudo (sim, porque vossas eminências nem o rabinho devem poder limpar já que são seres quase divinos e olham para a plebe como se fosse bosta), não trabalham (sim porque essa história de dizer que estão 24 horas ao serviço do doente é uma treta – aproveitam-se disso para não entrarem em nenhuma planificação de horários e não se comprometerem com nada nem com ninguém), e acho que também não rezam, caso contrário não tinham tanto tempo para andar a lavar roupa suja. Tenham vergonha na cara! Falam dos colaboradores como se fossem vossos lacaios – Já leram as cartas de S. João de Deus? A maior parte foi para Irmão porque não tinha o que comer em casa e a inteligência não abundava. Não pensem que ao ser ordenados Irmãos desceu em vocês a Pomba Gira da Inteligência. Se vos disseram isso enganaram-vos.
Tenham vergonha na cara e mudem de estratégia.
Unam-se ao vosso Provincial, arrumem a vossa casa, cuidem das pessoas necessitadas e dos vossos colaboradores que já estão fartos deste lavar de roupa suja na praça pública.
Quando quiserem lutar por ideais válidos lutem e façam-no em público e todos estaremos lá a apoiar. Quando quiserem lutar por poder, dinheiro, reconhecimento e por jogos de inveja, façam-no no mínimo como sempre fizeram até aqui: debaixo do tecto das vossas clausuras.
Ganhem modos!
Espero ter contribuído para o desanuviar deste ambiente pesado.
Contem sempre comigo.
Assina: De Santo Pouco ou Quase Nada (Nome próprio De Santo, Pouco da mãe e Quase Nada do Pai)
Sanctus…, Sanctus…, Sanctus
Ele é santo!
Ele é divino!
Ele é imaculado!
Ele é inocente!
Ele é virgem!
Ele é casto!
Ele é sagrado!
Ele é pobre!
Ele o céu – na terra!
Ele é o único capaz de governar!
Ele é o únco sério na OH!
Ele é O EMANUEL, o Deus connosco!
Ele não conheço «homem algum» para além do Luís Daniel!
Ele é a PAZ!
Ele não é vingativo!
Ele não abusa do poder!
Ele não humilha os seus Irmãos da Ordem!
Ele, P. José Torres, é o Santo dos Santos!
O Nosso Provincial, Frei José Augusto Gaspar Louro é o nosso tudo e o nosso nada. A Ordem sem ele teria que entregar as casas à Divina Pastora da Dra. Queiroga, do Márinho, do Cotovio, do Oblato Luís Daniel e do Oblato do Castello Branco.
- Já agora quando é que começam as auditorias das Finanças?
- Porque razão é que o Irmão Henrique Alminhas está com problemas nas finanças e com os tribunais?
Sanctus…, Sanctus…, Sanctus!….
Frei João Cidade, oh
Santus…, Sanctus…, Sanctus…
Caro Irmão Provincial
Rev. Frei José Augusto,
- Com quem é vossa Paternidade tem passado férias no Brasil?
- Será que vossa Paternidade não conheceu mais homem algum, para além do seu Luís Daniel?
Sabemos que quer «segurar» o P. Álvaro Lavarinhas. Mas clarifique:
1. Porque razão esse Santo Irmão deixou o Seminário Conciliar de Braga?
2. Os Superiores não deram as devidas informações acerca da sua excelente conduta espiritual e moral?
3. Quem foi o bom Prior Provincial que recebeu o Santo P. Álvaro na Ordem?
4. Quando esse Santo Prior Provincial enviou o Santo Padre para o Seminário de Angra não enviou uma carta / processo ou dossier sobre os feitos, milagres e obras do candidato?
5. Quando o Seminário Maior de Angra «apresentou» canónicamente às Sagradas Ordens não informou «devidamente» a Sagrada Ordem Hospitaleira dos dotes, convites e práticas religiosas desviantes?
6. Quem foi o Santo Prior Provincial – que admitiu o Santo Padre à Ordenação?
7. Afinal a Sagrada Ordem Hospitaleira tem 4 Bispos implicados na SAGRAÇÃO deste SANTO PADRE:
- de Braga, bispo e Seminário;
- de Angra, bispo e Seminário;
- de Évora, bispo e o Prior Luís Vieira da Silva [o único que tomou diligências];
- de Lisboa, bispo e o Prior Provincial desde do CEGO do frei Mattias, do frei Monteiro e do frei Zé Paulinho, a cumprir o degredo em Nampula.
É tudo mentira!
É tudo uma armadilha dos Irmãos REBELDES!
É tudo uma calúnia – contra os Santos!
É tudo falso!
E no fim, quem ainda vai pagar as favas é o ex Prior Geral P. Pascoales Piles, que foi o único que fez frente ao «sexo em casa e fora de casa»; o único que teve coragem para fazer frente ao P. Álvaro e o único que enfrentou de caras os casos desviantes.
É esta a Ordem que o P. José Torres, o Prior Provincial e «SEU» Luís Daniel querem para a Ordem?
Que Irmãos é que temos sem os pobres…, mal formados…, apostatas…, ou outros que não os que emitiram votos solenes?
- Será a Divina Pastora; os Oblatos Cotovio; Margarida Corda; Anabela Rodrigues; Sónia Ângelo; Ferreira do Amaral…, e outros tantos da mesma estripe canónica que são o modelo religioso da NOVA Ordem Hospitaleira, da NOVA Era – das espiritualidades duplas?
Isso não é uma Ordem, mas sim um SACO de Gatos ou um Sacro Bacanalis.
Os bispos desta vez vão ter uma palavra a dizer e vão ter que assumir as responsabilidades que omitiram no passado.
As contas, essas estão bem entregues à Direcção Geral dos Impostos e às Finanças Nacionais; para não andarem a meter medo medo às pessoas; a escreverem cartas aos directores para controlarem os Irmãos ou para forjarem «falsas cartas» ou testemunhas pagas – para manterem os seus lugares / postos de trabalho.
Não façam mais AMEAÇAS e deixem a autoridade canónica da Igreja agir, se não vai tudo para a inprensa e para o Ministério Público.
Cuidado, não ameaçem mais – porque vocês, também, já estão a ser controlados, pela autoridade canónica competente.
Saudações Hospitaleiras,
frei João Cidade, oh
Cumprimentos e a todos Irmãos Hospitaleiros
A todos Paz!
Caro P. José Torres
I
lustre Capelão de S. João de Deus de Barcelos, de S. José de Vilar de Frades e da Unidade da GELFA Doutor Luís Daniel, do VERDE e dos CAVALOS.
Louvamos muito a defesa do seu Mandatário frei José Augusto; no entanto não louvamos as suas omissões relativamente à rotatividade das Capelanias?
- Porque razão todos os padres rodaram, dos mais novos aos mais velhos e o P. Torres não muda desde a sua saída com secretário do velho Canês?
- Porque razão o P. Torres que muito espiritual se balda a oração comunitária e aos retiros da Província?
- Porque razão é que o P. Torres que é tão «honesto» e muito mais «justo» não apoia as sindicâncias do Estado e as Auditorias da Inspecção Geral de financias ao pintor Castelo Branco e ao Doutor Luís Daniel?
- Como o P. Torres não anda no Cavalo do Provincial e muito menos no cavalo do Luís Daniel, porque não «aprova» uma «taberna de alterne» no museu Doutor Luís Daniel, para esse Ilustre Representante CANÓNICO da OH e Civil do ISJD possa alternar, em ambientes monásticos e museológicos?
-
Como gosta do Verde e em S. José de Vilar há do BOM, porque não monta uma banca para recolher as assinaturas para a campanha eleitoral do próximo provincial?
- Como defende o fim dos Irmãos Hospitaleiros de Votos Solenes em amparo dos / das Irmãos / as Oblatos ou Ordem Terceira; porque não pede para ser nomeado Prior ou Mestre Escola dessa cambada?
- Como o P. Torres é muito cumpridor; zelador do sagrado e muito recto na liturgia porque não concelebra ou não usa, pelo menos, a ESTOLA nas nossas Missas – com os outros padres? Isso não informa ao Arcebispo?
- Como o P. Torres é tão devoto dos seus Oblatos de Alterne ou alternados com o VERDE ou com salários amorais; porque não lhe dá um pouco mais de formação religiosa? Os oblatos não sabem quando devem estar sentados ou de pé na Missa? Na Homilia ficam de pé com o Padre, mas na consagração ficam sentados para «ficarem mais concentrados» com o Mistério…
Não importa o VERDE e muito menos os CAVALOS; não importa caluniadores que agora se lembraram do Armando ou do Bruno: o que importa é que essa maralha mantenha os cargos…, os cartões VISAS…, e os CARROS topo de GAMA que o Prof. Marcelo Rebelo de Sousa já comentou para os Irmãos.
Não importa que só haja dois frades que tenham «habitações e idoneidade», o Prior Louro e o Vice Prior Manteiguinhas, para os CARGOS de DIRECTORES, ponham também o Cotovio, o Doutor Daniel, a Divina Pastora e os outros como PRIORES canónicos.
ACABEM de vez com a Ordem de S. João de Deus!
Saudações Hospitaleiras,
Irmão António, oh
NOTA:
Na Igreja Católica Apostólica-Calvinista ROMANA da Ordem de S. João de Deus
estas Sagradas Normas não se aplicam porque em Juízo os doentes mentais não valem nada o seu testemunho não é verdadeiro…, na espiritualidade do alterne e dos Oblatos canónicos impostos pelos dois últimos Capitulos Gerais.
———————————————————————————
AS NORMAS DO MOTU PROPRIO
“SACRAMENTORUM SANCTITATIS TUTELA” (2001)
INTRODUÇÃO HISTÓRICA
PELA
CONGREGAÇÃO PARA A DOUTRINA DA FÉ
O Código de Direito Canónico (Codex iuris canonici) promulgado por Bento XV em 1917 reconhecia a existência de um certo número de crimes canónicos, ou “delitos”, reservados à competência exclusiva da Sagrada Congregação do Santo Ofício que, como tribunal, era governada por uma lei própria (cf. cân. 1555 do CDC de 1917).
Poucos anos depois da promulgação do Código de 1917, o Santo Ofício emanou uma Instrução, a Crimen sollicitationis (1922), que dava instruções pormenorizadas a cada uma das Dioceses e aos tribunais sobre os procedimentos a serem adoptados quando se deviam tratar o delito canónico de solicitação. Este gravíssimo delito referia-se ao abuso da santidade e da dignidade do sacramento da penitência por parte de um sacerdote católico, que solicitasse o penitente a pecar contra o sexto mandamento, com o confessor ou com outra pessoa. A normativa de 1922 tinha a finalidade de actualizar à luz do novo Codex iuris canonici as indicações da Constituição Apostólica Sacramentorum poenitentiae promulgada pelo Papa Bento XIV em 1741. Deviam-se considerar diversos elementos que ressaltam a especificidade dos casos (com aspectos menos relevantes sob o ponto de vista do direito penal civil): o respeito da dignidade do sacramento, a inviolabilidade do sigilo sacramental, a dignidade do penitente e o facto de que em muitos casos o sacerdote acusado não podia ser interrogado sobre tudo o que tinha acontecido sem pôr em perigo o sigilo sacramental. Portanto, este procedimento especial baseava-se num método indirecto de alcançar a certeza moral necessária para chegar a uma decisão definitiva sobre o caso. Este método indirecto incluía que se investigasse sobre a credibilidade da pessoa que acusava o sacerdote e a vida e o comportamento do sacerdote acusado. A própria acusação era considerada como uma das acusações mais graves que se podiam mover contra um sacerdote católico. Portanto, o procedimento teve o cuidado de garantir que o sacerdote que podia ser vítima de uma acusação falsa ou caluniosa fosse protegido da infâmia enquanto não se provasse a sua culpabilidade. Isto foi garantido pela estreita confidencialidade do próprio procedimento, orientada para proteger de uma indevida publicidade todas as pessoas envolvidas, até à decisão definitiva do tribunal eclesiástico.
A Instrução de 1922 incluía uma breve secção dedicada a outro delito canónico: o crimen pessimum, que tratava o comportamento homossexual por parte de um clérigo. Esta ulterior secção determinava que os procedimentos especiais para os casos de solicitação fossem aplicados também para este caso; com as necessárias adaptações devidas à natureza do caso. As normas relativas ao crimen pessimum eram alargadas ao odioso crime do abuso sexual de crianças pré-puberais e à bestialidade.
Portanto, a Instrução Crimen sollicitationis nunca pretendeu representar a inteira policy da Igreja católica acerca de comportamentos sexuais impróprios por parte do clero, mas unicamente instituir um procedimento que permitisse responder àquela situação totalmente singular e particularmente delicada que é a confissão, na qual à completa abertura da intimidade da alma por parte do penitente corresponde, por lei divina, o dever de absoluta confidencialidade por parte do sacerdote. Só progressivamente e por analogia ela foi alargada a alguns casos de comportamento imoral de sacerdotes. A ideia de que é necessária uma normativa orgânica sobre o comportamento sexual de pessoas com responsabilidade educativa é bastante recente, por isso representa um grave anacronismo pretender julgar nesta perspectiva os textos normativos canónicos de grande parte do século passado.
A Instrução de 1922 foi enviada aos Bispos que tivessem a necessidade de tratar casos particulares relativos à solicitação, à homossexualidade de um clérigo, ao abuso sexual de crianças e à bestialidade. Em 1962, o Papa João XXIII autorizou uma reimpressão da Instrução de 1922 com um breve acréscimo sobre os procedimentos administrativos nos casos que envolvessem clérigos religiosos. As cópias da reimpressão de 1962 deveriam ter sido distribuídas aos Bispos reunidos no Concílio Vaticano II (1962-1965). Algumas cópias da reimpressão foram entregues aos Bispos que, entretanto, precisavam de tratar casos reservados ao Santo Ofício; contudo, a maior parte das cópias nunca foi distribuída. As reformas propostas pelo Concílio Vaticano II obrigavam também a uma reforma do Codex iuris canonici de 1917 e da Cúria romana. O período entre 1965 e 1983 (o ano em que foi publicado o novo Codex iuris canonici para a Igreja latina) foi marcado por diferentes tendências entre os estudiosos de direito canónico em relação à finalidade da lei penal canónica e à necessidade de uma abordagem descentralizada dos casos, valorizando a autoridade e o discernimento dos Bispos locais. Foi preferida uma “atitude pastoral” em relação aos comportamentos inoportunos; os processos canónicos eram por alguns considerados anacronistas. Com frequência prevaleceu o “modelo terapêutico” no tratamento dos casos de comportamentos inoportunos dos clérigos. Esperava-se que o Bispo fosse mais capaz de “curar” do que de “punir”. Uma ideia demasiado optimista em relação aos benefícios das terapias psicológicas determinou muitas decisões que se referiam ao pessoal das dioceses e dos institutos religiosos, por vezes sem considerar adequadamente as possibilidades de uma recaída.
Contudo, casos relativos à dignidade do Sacramento da Penitência, depois do Concílio permaneceram na Congregação para a Doutrina da Fé (ex-Santo Ofício; o nome foi mudado em 1965), e a Instrução Crimen sollicitationis ainda foi usada para estes casos até às novas normas estabelecidas pelo motu proprio Sacramentorum sanctitatis tutela, de 2001.
No período sucessivo ao Concílio Vaticano II, foram apresentados à Congregação para a Doutrina da Fé poucos casos relativos a comportamentos sexuais inoportunos do clero relativos a menores: alguns destes casos estavam relacionados com o abuso do Sacramento da penitência; outros podem ter sido enviados entre os pedidos de dispensa das obrigações da ordenação sacerdotal e do celibato (prática por vezes definida “laicização”), que foram tratadas pela Congregação para a Doutrina da Fé até 1989 (de 1989 a 2005 a competência para tais dispensas passou à Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos; de 2005 até hoje, os mesmos casos são tratados pela Congregação para o Clero).
O Codex iuris canonici promulgado pelo Papa João Paulo II em 1983 renovou a disciplina relativa ao cân. 1395, §2: “O clérigo que tenha cometido outros delitos contra o sexto preceito do Decálogo, se o delito foi feito com violência, ou ameaças, ou publicamente, ou com um menor com menos de 16 anos, seja punido com penas justas, não excluída a demissão do estado clerical, se a situação o exigir”. Segundo o CDC de 1983 os processos são celebrados nas Dioceses. Os apelos das sentenças judiciárias podem ser apresentadas à Rota Romana, enquanto os recursos administrativos contra os decretos penais são propostos à Congregação para o Clero.
Em 1994, a Santa Sé concedeu um indulto aos Bispos dos Estados Unidos: a idade para definir o delito canónico de abuso sexual de um menor foi elevada a 18 anos. Além disso, o tempo para a prescrição foi alargado a um período de 10 anos calculado a partir do completamento do 18º ano de idade da vítima. Foi indicado explicitamente aos Bispos que realizassem os processos canónicos nas Dioceses. Os apelos foram reservados à Rota Romana, os recursos administrativos à Congregação para o Clero. Durante este período (1994-2001) não foi feita referencia alguma à antiga competência do Santo Ofício para estes casos.
O indulto de 1994 para os Estados Unidos foi alargado à Irlanda em 1996. Entretanto, a questão de procedimentos especiais para casos de abuso sexual foi debatida na Cúria Romana. No final, o Papa João Paulo II decidiu incluir o abuso sexual de um menor de 18 anos cometido por um clérigo no novo elenco dos delitos canónicos reservados à Congregação para a Doutrina da Fé. A prescrição para estes casos foi estabelecida em 10 anos a partir do completamento do 18º ano de idade da vítima. A nova lei, um motu proprio com o título Sacramentorum sanctitatis tutela, foi promulgada a 30 de Abril de 2001. Uma carta assinada pelo Cardeal Joseph Ratzinger e pelo Arcebispo Tarcisio Bertone, respectivamente Prefeito e Secretário da Congregação para a Doutrina da Fé, foi enviada a todos os Bispos católicos a 18 de Maio de 2001. A carta informava os Bispos acerca da nova lei e dos novos procedimentos que substituíam a Instrução Crimen sollicitationis.
Nela eram antes de tudo indicados quais fossem os delitos mais graves, quer contra a moral quer na celebração dos sacramentos, reservados à Congregação; além disso, eram indicadas as normas processuais especiais a serem observadas nos casos relativos a tais graves delitos, incluídas as normas relativas à determinação das sanções canónicas e à sua imposição.
Os delicta graviora reservados à Congregação para a Doutrina da Fé eram enumerados do seguinte modo:
no âmbito dos delitos contra a santidade do augustíssimo sacramento e sacrifício da Eucaristia:
1° a ablação ou a conservação para finalidades sacrílegas, ou a profanação das espécies consagradas (cân. 1367 CDC e cân. 1442 CCIO, Código dos Cânones das Igrejas Orientais);
2° a tentada acção litúrgica do sacrifício eucarístico ou a simulação da mesma (cân. 1378 §2 n. 1 CDC e 1443 CCIO);
3° a concelebração proibida do sacrifício eucarístico juntamente com ministros de comunidades eclesiais, que não têm a sucessão apostólica nem reconhecem a dignidade sacramental da ordenação sacerdotal (câns. 908 e 1365 CDC; câns. 702 e 1440 CCIO);
4° a consagração para finalidades sacrílegas de uma matéria sem a outra na celebração eucarística, ou também de ambas fora da celebração eucarística (cf. cân. 927 CDC);
no âmbito dois delitos contra a santidade do sacramento da penitência:
1° a absolvição do cúmplice no pecado contra o sexto mandamento do Decálogo (cân. 1378 §1 e cân. 1457 CCIO);
2° a solicitação, no âmbito ou por ocasião ou com o pretexto da confissão, ao pecado contra o sexto mandamento do Decálogo, se é finalizada a pecar com o próprio confessor (cân. 1387 CDC e 1458 CCIO);
3° A violação directa do sigilo sacramental (câns. 1388 §1 e 1456 CCIO);
por fim, no âmbito dos delitos contra a moral:
1° o delito contra o sexto mandamento do Decálogo cometido por um clérigo com um menor com menos de 18 anos (cf. cân. 1395 §2 CDC).
As normas processuais a serem seguidas nestes casos eram assim indicadas:
– caso o Ordinário ou o Hierarca tenha notícia, pelo menos verosímil, do cometimento de um delito reservado, depois de ter feito uma averiguação preliminar, o mesmo indique à Congregação para a Doutrina da Fé, a qual (excepto a hipótese, por particulares circunstâncias, de atribuição do caso a si) deveria indicar ao Ordinário ou ao Hierarca como proceder, salvaguardando o direito de apelar a sentença de primeiro grau unicamente diante do Supremo Tribunal da mesma Congregação;
– a acção criminosa, nos casos de delitos reservados à Congregação para a Doutrina da Fé, se extinguir por prescrição num decénio. Era além disso previsto que a prescrição decorresse nos termos dos câns. 1362 §2 CDC e 1152 §3 CCIO, com a única excepção do delito contra sextum cum minore, sendo que neste caso é sancionado que a praescritio decorra a partir da data em que o menor tivesse completado 18º anos de idade;
– nos Tribunais constituídos junto dos Ordinários ou dos Hierarcas, relativamente a estas causas, possam desempenhar validamente o cargo de juiz, de promotor de justiça, de notário e de patrono unicamente sacerdotes que, quando a instância no Tribunal se tivesse de qualquer modo concluído, todas as actas da causa fossem transmitidas quanto antes ex officio à Congregação para a Doutrina da Fé.
Além disso, estabelecia-se também que todos os Tribunais da Igreja latina e das Igrejas orientais católicas fossem obrigados a observar os cânones sobre os delitos e as penas sobre o processo penal de ambos os Códigos, juntamente com as normas especiais, emanadas pela Congregação para a Doutrina da Fé.
À distância de nove anos da promulgação do Motu Proprio Sacramentorum sanctitatis tutela, a Congregação para a Doutrina da Fé, com a intenção de melhorar a aplicação da lei, considerou necessário introduzir algumas mudanças a estas normas, sem modificar o texto na sua inteireza, mas só em algumas das suas partes.
Depois de um atento e cuidadoso estudo das mudanças propostas, os membros da Congregação para a Doutrina da Fé submeteram ao Romano Pontífice o resultado das próprias determinações que, o mesmo Sumo Pontífice, com decisão de 21 de Maio de 2010, aprovou, ordenando a sua promulgação.
O texto das Normas sobre os delicta graviora actualmente em vigor é o aprovado pelo Santo Padre Bento XVI a 21 de maio de 2010.
DISCURSO DO SANTO PADRE
AOS PROFISSIONAIS E VOLUNTÁRIOS
RESPONSÁVEIS PELA PROTECÇÃO
DOS JOVENS NOS AMBIENTES ECLESIAIS
Queridos amigos!
Estou feliz por poder saudar-vos, vós que representais os numerosos profissionais e voluntários responsáveis pela protecção dos jovens nos ambientes eclesiais. A Igreja tem uma longa tradição de assistência aos jovens, desde os primeiros anos de vida até à idade adulta, seguindo o exemplo de afecto de Cristo que abençoava as crianças que se aproximavam dele e ensinava aos seus discípulos que o Reino dos Céus pertence a quem for como elas.
O vosso trabalho, levado a cabo com o apoio das recomendações elaboradas numa primeira fase pelo «Nola Report» e depois pela Comissão «Cumberlege», ofereceu um contributo vital para a promoção de ambientes seguros em prol da juventude. Ele ajuda a garantir que as medidas preventivas postas em acção sejam eficazes, seguidas com atenção, e que qualquer acusação de abuso seja tratada com rapidez e justiça. Em nome dos muitos jovens que servis e dos seus pais, gostaria de vos agradecer o bom trabalho que fizestes e continuais a fazer neste sector.
É deplorável que, num contraste tão marcante com a longa tradição da Igreja no cuidado aos jovens, eles tenham sofrido abusos e maus-tratos por obra de alguns sacerdotes e religiosos. Tornamo-nos muito conscientes da necessidade de proteger os jovens e vós constituís uma parte importante da ampla resposta da Igreja a este problema.
Embora não existam motivos para nos sentirmos alegres, é preciso divulgar o que foi realizado: os esforços da Igreja, neste país e noutros lugares, especialmente nos últimos dez anos para garantir a segurança das crianças e dos jovens e para lhes mostrar todo o respeito durante o seu crescimento rumo à maturidade, devem ser reconhecidos. Rezo a fim de que o vosso serviço generoso ajude a consolidar uma atmosfera de confiança e de empenho renovado para o bem-estar dos jovens, que são um dom de Deus tão precioso.
Deus torne fecundo o vosso trabalho e derrame a sua bênção sobre todos vós.
———————————
Estas normas e estes textos são só para os Anglicanos e para os Católicos mais rebeldes, mas não para a Sacra Ordem S. João de Deus do frei José Augusto [o amante] ou para o Frei Donatus Forkan [o reformador].
CURIA Informa
Por decisão de força maior o Sagrado Capítulo Provincial, presidido pelo frei Jesús ETAYO ARRONDO [sac. da ordem da nova era], decidiu acabar com a Fundação S. João de Deus, por descrédito dos benfeitores e porque o P. Álvaro Lavarinhas não podia acumular a direcção da Fundação, o Museu S. João de Deus, Secretaria Provincial e as saídas nocturnas.
O Sagrado Capítulo Provincial, decidiu, ainda, nomear o «Gestor Liquidatário», Enf. Rui Ferreira do Amaral e a Especialista em «despedimentos sem Justa Causa», Dra. Anabela Rodrigues, Oblata da ordem da nova era, para correr com os funcionários.
O Sagrado Capítulo Provincial, decidiu, também, nomear o Enf. Rui Ferreira do Amaral, para um lugar à sombra, para não incomodar mais o Prior Provincial e o Prior Conventual, frei Ireneu Corte de Gouveia, irmão do «amigo» do frei Manteiguinhas.
Relativamente ao futuro do espólio da OH / ISJD / FSJD da Família de Tomé Feteira, só o Tribunal é que terá a última palavra; no entanto mantêm-se a nomeação deste enfermeiro, da Universidade de Cacilhas, para os Cuidados Paliativos do Centro Doutor Luís Daniel, na Av. Júlio Dinis, n.º 23.
No Museu S. João de Deus despachou-se com a Prof. Natalia Correia Guedes (a ex Secretária de Estado do Prof. Cavaco Silva) e com a filha Dra. Carmina Guedes, por «usurpação da propriedade intelectual» por parte do P. Álvaro Lavarinhas, especialista em causas alheias…, e em violação: dos segredos…, do Bruno…, do Márinho…, dos Africanos…, dos outros todos de Portalegre e os outros.
Na Revista de Hospitalidade, aguarda-se que o velho, o retrógrado, o beato omisso e cúmplice P. José Dorguete, assuma a direcção da Revista e o Fórum / Wi-Fi do ISJD com as imagens ao vivo e em directo; com uma propaganda vocacional da ordem mais adaptada ao Irmãos da PARTELEIRA. Sem cursos, porque não são necessários canudos para chegar ao Céu e os Centros Assistenciais tem Irmãos oblatos – mais qualificados que essa estripe que se esconde debaixo do Sagrado Hábito Monástico.
Ficou nomeado Mestre de Postulantes, frei Ireneu Corte de Gouveia, o Prior da Casa Provincial, para os Postulantes «ficarem mais à mão de semear» do P. Álvaro Lavarinhas, que os irá seduzir espiritualmente com novas teologias espirituais da OH, aprovadas pelo Prior Geral da Ordem. Os Postulantes só podem passar ao Noviciado depois de uma boa experiência vivida na psicanálise do Lavarinhas.
A CURIA Informa, que a partir de agora as noticias da Província vão passar a ser publicadas neste site.
A Secretaria Provincial
Sanctus Sanctus Sanctus
Finalmente que alguém tem os «principios no sitio» para falar assim com tanta frontalidade.
Este será o inicío ou o fim da Ordem!?
Nunca vimos a Ordem a ser gerida, controlada e devassada por tanta gente sem crédito. Os Irmãos podem ser rudes. São incomptentes. Não tem o jeito para andarem todos vestidos “cor de rosa”. Somos todos uns inbecis: mas estamos aqui há 30, 40, 50 e 60 anos.
Esses senhores doutores e senhores enfermeiros não estão aqui – andam por ali com estas e com aquelas… ou com o «amante». Não importa se é em Vilar de Frades, em Barcelos, nas Docas ou no Brasil. Mas não estão cá!
Segundo o P. Torres, o Jesús ETAYO, o Lavarinhas ou o Manteiguinhas os LEIGOS são a ORDEM e sem IRMÃOS a OH continua bem e recomenda-se! Os frades só podem ser:
- Sapateiros;
- Cozinheiros;
- Sopeiras;
- Alfaiates de Batas Clinícas e sotainas monásticas;
- Jornaleiros de alterne;
- Porteiros dos Museus do Telhal, de Vilar de Frades e dos Cavalos do Luís Daniel e do Provincial.
E quem não tiver vocação para montar – não têm vocação e será duramente provado por «assédio sexual» pelo Secretário Provincial.
As Vocações vão para a Costa da Caparica fazer NUDISMO com o promotor VOCACIONAL e o Mestre de Postulantes paga os bilhetes do metro e do autocarro até fazerem comboio. É assim a espiritualidade do alterne.
Saudações Hospitaleiras
O Irmão Sapateiro
Igreja alemã admite que ocultou casos de pedofilia
2010-03-17
O delegado da Igreja Católica Alemã para a investigação dos casos de abusos sexuais de menores reconheceu, pela primeira vez, que houve “ocultação” por parte do clero de alguns destes delitos, em declarações publicadas hoje, quarta-feira, no Rhein Zeintung.
“Pelo que sabemos agora, houve ocultação, temos de o reconhecer dolorosamente, preocupámo-nos demasiado com a imagem da Igreja e de determinadas instituições”, afirmou o prelado.
Nos locais “onde não havia vontade de esclarecer os casos, os autores dos delitos foram apenas transferidos e temos de reconhecer que houve ocultação de uma série de casos”, disse Ackermann, nomeado há duas semanas pela Conferência Episcopal Alemã para investigar o escândalo de pedofilia em instituições da Igreja, que começou com revelações do reitor de um colégio jesuíta de Berlim, no mês passado, e alastrou entretanto a vários pontos do país.
Simultaneamente, Ackermann defendeu o Papa Bento XVI contra acusações de ainda não se ter pronunciado sobre os casos de pedofilia na Igreja alemã.
“É injusto dizer que o Papa não tem sido claro nesta questão”, disse o bispo germânico, lembrando que na audiência que concedeu ao presidente da Conferência Episcopal Alemã, Robert Zollitsch, na sexta feira passada, no Vaticano, Bento XVI “insistiu na via do esclarecimento” dos casos de pedofilia.
Ackermann adiantou ainda que tenciona concluir “rapidamente” o inquérito de que foi encarregado e anunciou que a Igreja católica alemã aprovará “ainda este ano” novas directivas sobre casos de pedofilia e até lá definirá também formas de indemnizar as vítimas.
O bispo recusou ainda estabelecer qualquer conexão entre o celibato e os casos de abusos sexuais de menores, sublinhando que “as anomalias sexuais surgem cedo, não são desencadeadas por uma promessa que um homem faz”, em referência ao voto de castidade dos sacerdotes.
Entretanto, o cardeal Joachim Meissner, de Colónia, uma das mais altas figuras da Igreja alemã, afirmou, em carta às ordens da sua diocese, que nos seus 48 anos de sacerdócio nunca viveu “tempos tão difíceis para a Igreja”.
O cardeal disse ainda ter ficado “desesperado e inconsolável pela tristeza, a dor e a ira causada pelo terrível fracasso de alguns sacerdotes e outros funcionários da Igreja”.
Partilhar
Estas ligações, para serviços externos ao Jornal de Notícias, permitem guardar, organizar, partilhar e recomendar a outros leitores os seus conteúdos favoritos do JN(textos, fotos e vídeos). São serviços gratuitos mas exigem registo do utilizador.
——————————
E O Irmão Matias; o Irmão Monteiro; o Irmão Zé Paulo e o Vingativo frei José Augusto não estão a ocultar os CRIMES?
Os Bispos de Braga, de Angra, de Évora e o Patriarca de Lisboa não estão a tapar o sol com a peneira? Eles não sabem todos e não têm já TODA a informação dos Seminários de Braga, de Angra, do Bruno Coquinhas e das saídas da noite do ex padre Lavarinhas?
O que espera a Igreja Católica da Justiça Portuguesa, das lições de moral que dá ao pagode – se depois é cumplice e ABAFA os seus com indulgências plenárias ou uma penitência doutoral nos USA ou na Austrália.
Não andem a brincar mais com o povo!
O Irmão Sapateiro
Comunicado do presidente da Conferência Episcopal Alemã
Rigor na busca da verdade
e medidas de prevenção
No site da Conferência episcopal alemã está à disposição um comunicado do presidente, D. Robert Zollistsch, Arcebispo de Freiburg im Breisgau, do qual publicamos a tradução.
Como todos os anos, depois da assembleia plenária da Primavera da Conferência episcopal alemã, tive hoje um colóquio com o Papa Bento XVI para o informar sobre os temas mais importantes. Por isso informei o Santo Padre sobre os casos, que se tornaram conhecidos nas semanas passadas, de tratamento pedagogicamente violento e de abuso sexual em relação a menores na Igreja católica na Alemanha. Com grande tristeza e profunda emoção o Santo Padre tomou conhecimento da minha exposição.
Foi importante para mim esclarecer que os bispos alemães estão profundamente transtornados pelos abusos que foram possíveis no ambiente eclesial. Precisamente há algumas semanas pedi desculpa às vítimas, o que hoje repito mais uma vez em Roma. Informei o Santo Padre das medidas que adoptámos. Estou-lhe grato por me ter encorajado a prosseguir a realização deste plano de medidas com tenacidade e coragem.
Desejamos descobrir a verdade e chegar a uma explicação leal, sem falsas interpretações, mesmo quando nos são apresentados casos que se verificaram há muitos anos. A isto as vítimas têm direito.
Seguimos as “Directrizes da Conferência episcopal alemã sobre o procedimento em casos de abusos sexuais contra menores perpetrados por eclesiásticos”. Nenhum país tem estas directrizes. Elas garantem às vítimas e aos seus parentes uma ajuda humana, terapêutica e pastoral, que é adaptada individualmente. Em cada diocese existe uma pessoa à qual se dirigir. Actualmente estamos a estudar como melhorar a escolha destas pessoas.
Além disso, reforçamos a prevenção. Pedimos às paróquias e, em particular, aos responsáveis das nossas escolas e do trabalho juvenil, que promovam uma cultura de observação atenta. Estou feliz por que o ministro da Família e o ministro da Cultura organizaram uma mesa redonda com os mais importantes grupos sociais, a 23 de Abril de 2010, em Berlim, para enfrentar o problema do abuso sexual, também em vista de possíveis medidas de prevenção. Naturalmente, a Conferência episcopal estará presente. Há duas semanas manifestei o meu apreço, durante uma entrevista a um jornal, por esta mesa redonda.
Um quarto ponto das medidas por nós adoptadas refere-se à responsabilidade que sentimos. Por isso nomeámos o bispo de Trier, D. Stephan Ackermann, encarregado especial da Conferência episcopal alemã para todas as questões relacionadas com os abusos sexuais. Também o Santo Padre acolheu favoravelmente esta decisão.
Permiti que reafirme mais uma vez claramente: não evitamos as nossas responsabilidades nem podemos desculpar ninguém pelos casos que se verificaram. Contudo, actualmente na Alemanha estamos a tomar conhecimento de um número notável de acções de abuso, em âmbito pedagógico, e de casos de abusos do passado, que vão muito além do âmbito da Igreja católica. Isto reforça-nos, a nós bispos, na nossa intenção de procurar um diálogo para o esclarecimento e a prevenção com o maior número possível de actores do cenário social.
Nisto insere-se também o apoio da Igreja às autoridades judiciárias estatais em perseguir os abusos sexuais contra os menores. Convidamos os sacerdotes e os empregados leigos das nossas estruturas eclesiásticas, assim como os voluntários, a autodenunciar-se quando existem factos significativos. Informaremos as autoridades judiciárias. Renunciaremos a fazê-lo unicamente em circunstâncias extraordinárias, por exemplo quando isto corresponder ao desejo expresso da vítima. Dado que as competências relativas ao procedimento penal estatal e ao procedimento eclesiástico são continuamente representadas de modo errado, desejo mais uma vez esclarecer: em caso de suspeita de abusos sexuais existe um procedimento penal estatal e um eclesiástico. Dizem respeito a diversos âmbitos jurídicos e estão totalmente separados e são independentes um do outro. Evidentemente, o procedimento eclesiástico não é superior ao estatal. O êxito do procedimento eclesiástico não tem qualquer influência no procedimento estatal, nem no apoio da Igreja às autoridades judiciárias estatais.
Estou grato ao Papa Bento XVI pelo seu apoio expresso à acção decidida pela Conferência episcopal alemã. Ele encoraja-nos a prosseguir com coerência o caminho empreendido para um esclarecimento completo e rápido. Em particular, pede que se sigam continuamente as orientações adoptadas e onde for necessário que elas sejam melhoradas. O Papa Bento XVI manifestou também o seu apreço pelo nosso plano de medidas. Do encontro de hoje saio fortalecido e estou convicto de que estamos procedendo no caminho para curar as feridas do passado.
Site do Vaticano
Papa alerta para secularismo «agressivo»
Bento XVI pede à Espanha que aprenda com os erros dos anos 30 do século passado
Bento XVI alertou este Sábado para o confronto entre fé e laicidade, na Europa, pedindo que a Espanha aprenda com os erros do século passado e evite um secularismo “agressivo”.
“A fé deve continuar a renovar-se para chegar a um encontro com a laicidade”, disse aos jornalistas que o acompanharam no avião, desde Roma, rumo a Santiago de Compostela.
Na sua segunda viagem à Espanha, com passagem também por Barcelona, o Papa afirmou que o país volta a ver um “confronto, uma disputa entre fé e modernidade, muito forte”.
Bento XVI lembrou os anos 30 do século passado, antes da Guerra Civil espanhola, e disse que hoje, como então, se assiste ao desenvolvimento de “uma laicidade, um anticlericalismo e de um secularismo forte e agressivo”.
Compostela, chamada pelos seus responsáveis como “capital espiritual da Europa”, é meta da primeira viagem papal após a criação de um novo Conselho Pontifício, no Vaticano, para a promoção da Nova Evangelização, especialmente destinado aos países ocidentais.
O Papa destacou a história católica do nosso país vizinho e admitiu que foi a pensar em Espanha e no resto da Europa que anunciou a criação de um novo Conselho Pontifício, face ao “secularismo e laicidade” que crescem no Ocidente.
Bento XVI falou também sobre o facto de viajar mais a território espanhol do que à sua própria terra natal, a Alemanha, o que considera um “sinal de amor” para com Espanha.
O Papa convidou a redescobrir o “valor da família, como célula fundamental da sociedade, que é o grande tema de hoje”, bem como a revalorizar a relação entre fé e arte, como fez Gaudí na igreja da Sagrada Família, em Barcelona, à qual chamou “catedral” pelas suas dimensões e pela continuidade arquitectónica com as grandes catedrais europeias do segundo milénio.
Antes, recordara que o Caminho de Santiago contribuiu para “formar a unidade espiritual do continente europeu e é um fenómeno que hoje renasce”.
Bento XVI estivera em Espanha no ano de 2006, para o Encontro Mundial das Famílias, em Valência, e volta em 2011, a Madrid, para a Jornada Mundial da Juventude.
——————————-
Nota: O Papa fala para Ad Extra, mas permite todo o tipo de «agressividades Ad Intra no interior da Irgreja – e com os seus santos». É a Teologia Dualista / Calvinista da Igreja Católica no seu melhor!
Igreja trabalha para que não se repitam crimes de abusos
Bento XVI, a Santa Sé e a Igreja trabalham para “fazer tudo o que for necessário para que os horríveis crimes de abusos sexuais não aconteçam”.
Assim se manifestou o padre Federico Lombardi, director da sala de imprensa da Santa Sé, numa carta escrita e entregue por ele no último Domingo aos responsáveis por um grupo de vítimas de abusos sexuais de membros do clero, presentes em Roma para uma manifestação.
O padre Lombardi encontrou-se com uma representação de oito pessoas do grupo Survivor’s Voice na sede da Rádio Vaticano.
Na carta, informa o jornal do Vaticano, “L’Osservatore Romano”, o porta-voz lembra que “a Igreja fez e está a fazer muito”, “tanto na escuta das vítimas como na prevenção e na formação”.
Alguns manifestantes expressaram críticas à postura da Igreja, afirmando querer que o Papa actue com maior decisão e faça com que os bispos denunciem os sacerdotes acusados de pedofilia.
—————————————-
Nota: Para quando a suspensão do Ministério Sagrado do Padre Álvaro Lavarinhas e a dispensa de Votos Solenes do frei Adelino Manteigas?
- Agora percebemos o «silêncio cúmplice» da Igreja no caso da Casa Pia de Lisboa!? Os silêncios perante Anás e Caifás nos Herodes Mitrados do nosso tempo…
Papa alerta para secularismo «agressivo»
Bento XVI pede à Espanha que aprenda com os erros dos anos 30 do século passado
Bento XVI alertou este Sábado para o confronto entre fé e laicidade, na Europa, pedindo que a Espanha aprenda com os erros do século passado e evite um secularismo “agressivo”.
“A fé deve continuar a renovar-se para chegar a um encontro com a laicidade”, disse aos jornalistas que o acompanharam no avião, desde Roma, rumo a Santiago de Compostela.
Na sua segunda viagem à Espanha, com passagem também por Barcelona, o Papa afirmou que o país volta a ver um “confronto, uma disputa entre fé e modernidade, muito forte”.
Bento XVI lembrou os anos 30 do século passado, antes da Guerra Civil espanhola, e disse que hoje, como então, se assiste ao desenvolvimento de “uma laicidade, um anticlericalismo e de um secularismo forte e agressivo”.
Compostela, chamada pelos seus responsáveis como “capital espiritual da Europa”, é meta da primeira viagem papal após a criação de um novo Conselho Pontifício, no Vaticano, para a promoção da Nova Evangelização, especialmente destinado aos países ocidentais.
O Papa destacou a história católica do nosso país vizinho e admitiu que foi a pensar em Espanha e no resto da Europa que anunciou a criação de um novo Conselho Pontifício, face ao “secularismo e laicidade” que crescem no Ocidente.
Bento XVI falou também sobre o facto de viajar mais a território espanhol do que à sua própria terra natal, a Alemanha, o que considera um “sinal de amor” para com Espanha.
O Papa convidou a redescobrir o “valor da família, como célula fundamental da sociedade, que é o grande tema de hoje”, bem como a revalorizar a relação entre fé e arte, como fez Gaudí na igreja da Sagrada Família, em Barcelona, à qual chamou “catedral” pelas suas dimensões e pela continuidade arquitectónica com as grandes catedrais europeias do segundo milénio.
Antes, recordara que o Caminho de Santiago contribuiu para “formar a unidade espiritual do continente europeu e é um fenómeno que hoje renasce”.
Bento XVI estivera em Espanha no ano de 2006, para o Encontro Mundial das Famílias, em Valência, e volta em 2011, a Madrid, para a Jornada Mundial da Juventude.
———————————–
NOTA: este é o CLIMA de APOSTASIA – imposto por uma minoria de Irmãos e de Colaboradores – que vivem em permanente chantagem financeira com a Ordem de S. João de Deus
Igreja trabalha para que não se repitam crimes de abusos
Bento XVI, a Santa Sé e a Igreja trabalham para “fazer tudo o que for necessário para que os horríveis crimes de abusos sexuais não aconteçam”.
Assim se manifestou o padre Federico Lombardi, director da sala de imprensa da Santa Sé, numa carta escrita e entregue por ele no último Domingo aos responsáveis por um grupo de vítimas de abusos sexuais de membros do clero, presentes em Roma para uma manifestação.
O padre Lombardi encontrou-se com uma representação de oito pessoas do grupo Survivor’s Voice na sede da Rádio Vaticano.
Na carta, informa o jornal do Vaticano, “L’Osservatore Romano”, o porta-voz lembra que “a Igreja fez e está a fazer muito”, “tanto na escuta das vítimas como na prevenção e na formação”.
Alguns manifestantes expressaram críticas à postura da Igreja, afirmando querer que o Papa actue com maior decisão e faça com que os bispos denunciem os sacerdotes acusados de pedofilia.
——————————————–
NOTA: O que é que o Prior Geral, o Prior Provincial e o Arcebispo de Braga têm feito para clarificar a situação irregular da Ordem Hospitaleira?
- O que é que pretendem os Bispos ao silênciarem crimes tão hideondos?
Esta é a moral da Igreja e a moral pessoal e sexual dos ministros sagrados e dos religiosos de votos solenes?
Abusos «desfiguraram» o sacerdócio
Papa escreve aos seminaristas de todo o mundo, pedindo atenção ao amadurecimento da personalidade
Bento XVI reconheceu esta Segunda-feira, 18 de Outubro, que os recentes casos de abusos sexuais de crianças e adolescentes por membros do clero “desfiguraram” o sacerdócio.
O Papa fala com “grande mágoa” destas situações numa carta que enviou aos seminaristas de todo o mundo, no dia da festa de São Lucas, Evangelista, poucos meses depois do final de um ano dedicado aos sacerdotes, na Igreja Católica.
“O sucedido deve tornar-nos mais vigilantes e solícitos, levando precisamente a interrogarmo-nos cuidadosamente a nós mesmos diante de Deus ao longo do caminho rumo ao sacerdócio, para compreender se este constitui a sua vontade para mim”, assinala.
Para Bento XVI, alguns padres, “com os seus abusos, provocaram devastações, pelas quais sentimos profunda pena e desgosto”.
Quem se prepara para o sacerdócio nos seminários, escreve o Papa, pode ter questionado “se é bom fazer-se sacerdote, se o caminho do celibato é sensato como vida humana”.
“Mas o abuso, que há que reprovar profundamente, não pode desacreditar a missão sacerdotal, que permanece grande e pura”, indica Bento XVI, para quem cada padre deve “levar as pessoas a uma humanidade madura e servir-lhes de exemplo”.
Numa carta em que o Papa expressa a sua preocupação com todos os futuros sacerdotes católicos, pode ler-se que “os anos no Seminário devem ser também um tempo de maturação humana”.
Bento XVI defende a “integração da sexualidade no conjunto da personalidade”, deixando um alerta: “Quando não é integrada na pessoa, a sexualidade torna-se banal e ao mesmo tempo destrutiva”.
A missiva apresenta várias reflexões pessoais do Papa, que lembra um episódio ocorrido em Dezembro de 1944: “Quando fui chamado para o serviço militar, o comandante de companhia perguntou a cada um de nós a profissão que sonhava ter no futuro. Respondi que queria tornar-me sacerdote católico”.
O jovem Joseph Ratzinger ouviu então que “na nova Alemanha, já não há necessidade de padres” e agora o Papa reconhece que “de vários modos, mesmo nos nossos dias, muitos pensam que o sacerdócio católico não seja uma «profissão» do futuro, antes pertenceria já ao passado”.
Esta ideia é contrariada, na prática, por quem optou por entrar num seminário, a quem Bento XVI aconselha “o estudo da teologia” com “diligente sensibilidade”, com a consciência de que “sem a Igreja que crê, a teologia deixa de ser ela própria e torna-se um conjunto de disciplinas diversas sem unidade interior”.
“Os homens sempre terão necessidade de Deus – mesmo na época do predomínio da técnica no mundo e da globalização –, do Deus que Se mostrou a nós em Jesus Cristo e nos reúne na Igreja universal, para aprender, com Ele e por meio d’Ele, a verdadeira vida e manter presentes e tornar eficazes os critérios da verdadeira humanidade”, diz o Papa.
“Para nós, Deus não é uma hipótese remota, não é um desconhecido que se retirou depois do «big-bang»”, prossegue.
O seminário, acrescenta a carta, “é o período em que aprendeis um com o outro e um do outro”.
“Com estas linhas, quis mostrar-vos quanto penso em vós precisamente nestes tempos difíceis e quanto estou unido convosco na oração”, conclui Bento XVI.
—————————————————
NOTA: A «homossexualidade praticante – entre os padres»…, «as dormidas fora de casa com meninas universitárias»…, «as prática de prostituição»…, «a prática regular…, comentada comunitariamente – da masturbação»…, «as visitas e as vidas de FACTO com mulheres divorciadas» e da pedofilia…
Cf. In Revista Sábado, 6 de Novembro de 2010
É esta dupla face da mesma moeda. Para o POVO aplica-se a VERITATIS SPLENDOR…, mas
para os padres…, frades…, e seminaristas aplica-se o DECRETO do BACANALIS do
séc. I
Casos de abuso sexual descredibilizam a Igreja
Afirmou Bento XVI no encontro com os Bispos da Inglaterra, Gales e Escócia
Bento XVI defendeu este Domingo que os escândalos de abusos sexuais de menores por parte de membros do clero católico “minam seriamente a credibilidade moral dos líderes da Igreja”.
Falando aos Bispos da Inglaterra, Gales e Escócia, neste dia 19 de Setembro, o Papa falou no “vergonhoso abuso de crianças e jovens por padres e religiosos” e nas “profundas feridas” que esse comportamento causou.
O pensamento de Bento XVI dirigiu-se “em primeiro lugar, e sobretudo”, para as vítimas, mas também destacou os efeitos destes casos nas “relações de confiança existentes entre os padres e o povo, entre os padres e os seus bispos, entre as autoridades da Igreja e as pessoas”.
Após reconhecer os esforços empreendidos pelos Bispos para “remediar esta situação” e “lidar adequada e transparentemente com as alegações que surgiram”, o Papa pediu que sejam retiradas as necessárias lições.
No discurso proferido no seminário de Oscott, Birmingham (Inglaterra), Bento XVI admitiu que os Bispos lidaram de “formas muitas vezes desadequadas” com todas estas situações, no passado.
“A vossa crescente consciência da extensão do abuso de crianças na sociedade, dos seus efeitos devastadores e da necessidade de oferecer um apoio adequado às crianças deve servir como um incentivo a partilhar as lições que aprendestes com a comunidade, no seu todo”, observou.
Na conclusão da sua visita de quatro dias ao Reino Unido, o Papa deixou votos de que a Igreja faça “reparação por estes pecados” e parta ao encontro “das crianças que continuam a sofre abusos, noutros locais”.
Antes deste discurso, Bento XVI já tinha abordado o tema dos abusos em duas intervenções, manifestando a sua “profunda dor” perante o acontecido, e manteve um encontro privado com cinco vítimas, na Nunciatura Apostólica, em Londres.
Perante os Bispos da Inglaterra, Gales e Escócia, o Papa quis ainda aludir à crise financeira, apelando a uma maior “generosidade” dos católicos britânicos, e à “urgente necessidade de proclamar novamente o Evangelho num ambiente altamente secularizado”.
Pediu ainda que seja dada prioridade “aos pobres e necessitados, aos doentes e idosos, aos não-nascidos e aos abandonados”.
Bento XVI foi saudado pelo Cardeal Keith O’Brien, presidente da Conferência Episcopal da Escócia, e o Arcebispo Vincent Nichols, líder da Conferência da Inglaterra e Gales, que manifestaram a sua gratidão pela presença e as palavras papais.
O Papa passou por Edimburgo, Glasgow, Londres e Birmingham, de 16 a 19 de Setembro, na sua 17ª viagem ao estrangeiro, a primeira visita de Estado de um Papa ao Reino Unido.
—————————————-
NOTA: A Igreja vive um dos piores momentos de credibilidade moral, religiosa, pastoral e espiritual.
1. Impõe a Veritatis Splendor ao povo; faz dos textos mortos, como a Humanae Vitae, lei e o caminho último; mas depois permite aos seus os maiores crimes morais [como o Fundador dos Legionários de Cristo]; os maiores crimes finnceiros [o IOR / Banco do Vaticano] e as maiores atrocidades dos direitos humanos, como foi a Inquisição de Sangue, do passado, mas com inquisição do silêncio do tempo presente.
2. A Igreja perdeu o mudo operário;
3. A Igreja perdeu o mundo da cultura;
4. A Igreja – está a perder – a MULHER, no momento presente
5. A Igreja assumiu o DISCURSO do Orgulhosamente SÓS do pior das ditaduras de extrema-direita católica…
6. Fala para si e de si mesma; não tem novos paradigmas e tenta, com a falta de vocações – sérias…, adultas…, e espirituais permitir os CRIMES da Ordem de S. João de Deus…, para
para os bispos não terem que mandar uma maioria qualificada dos padres para outros mercados…
Mas esta é a nossa fé, esta é a fé da iIgreja e quem falar SERÁ duramente castigado pelo silêncio / incivilidade da Inquisição branca dos silêncios.
Vaticano destaca sofrimento das vítimas de pedofilia
Padre Federico Lombardi antecipa encontro de Bento XVI com algumas pessoas que foram abusadas por membros do clero
O porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, admitiu que Bento XVI se vai encontrar com vítimas de abusos sexuais por parte do clero, durante a sua viagem ao Reino Unido.
“Estejam preparados para outros contributos”, disse aos jornalistas, em conferência de imprensa, ao comentar a segunda intervenção do Papa sobre o tema, nesta visita, que foi a homilia da Missa de hoje, 18 de Setembro, na Catedral de Westminster.
À imagem do que aconteceu em anteriores ocasiões, a última das quais em Malta, há menos de seis meses, estes encontros não constam do programa oficial e são tornados públicos apenas depois de terem decorrido.
O director da sala de imprensa da Santa Sé não precisou a altura em que o encontro deverá acontecer, mas deixou claro que “ainda há tempo” para tal.
Na homilia deste Sábado, Bento XVI falou em “vergonha e humilhação”, manifestando “profunda dor” pelo sofrimento causado às vítimas destes “crimes inqualificáveis”.
Para o padre Lombardi, este pedido de desculpa sublinha a importância do arrependimento na “comunidade da Igreja”, que viveu estes crimes no seu campo de actividades.
“Quem tem de ser renovar é a Igreja”, precisou.
O porta-voz do Vaticano afirmou também que o sentido da homilia não foi equiparar mártires às vítimas de pedofilia, “um problema diferente”, sendo verdade que elas tiveram uma experiência de “profundo sofrimento”.
“As vítimas dos abusos sofrem, sofrem terrivelmente”, disse.
A bordo do avião que o trouxe desde Roma, a 16 de Setembro, Bento XVI tinha começado por afirmar que a a Igreja, no seu conjunto, os bispos e o Vaticano, não foram suficientemente “vigilantes, velozes e decididos”, quando chegou a hora de combater os casos de abuso sexual a menores, por parte de sacerdotes.
—————————————-
NOTA. O Padre Lombardi só fala quando é apertado pela imprensa e pelos tribunais. O problema do Bruno Coquinhas, do Márinho «do Pavilhão de Sto. Agostinho»; das saídas para as noitadas místicas e espirituais dos CANABALIS ou do Armando Corte de Gouveia é diferente: em juizo…, em tribunal…, no «confessionário inventado pelos eclesiásticos na idade média» a palavra do doente mental não conta…
Então os criminosos da Ordem vão continuar à solta…
E os Hierárquicas, cá da aldeia, vão continuar a cuidar, cada um, do seu reino, o de Herodes, claro…
Esta é a nossa fé, mas este não é o caminho da Salvação Anunciado pelo Libertador do Homem…
Papa condena abusos de menores na Igreja
Papa fala em vergonha e humilhação para todos os que sofreram com estas situações
Bento XVI condenou hoje, 18 de Setembro, os “crimes inqualificáveis” de abusos de crianças, especialmente os que aconteceram “dentro da Igreja” e foram cometidos “pelos seus ministros”.
“Acima de tudo, expresso a minha profunda dor às vítimas inocentes destes crimes inqualificáveis”, afirmou.
Na homilia da Missa a que preside na Catedral de Westminster, em Londres, o Papa associou-se ao “imenso sofrimento” que foi causado.
Bento XVI reconheceu “a vergonha e a humilhação que todos sofremos por causa destes pecados”, deixando votos de que a situação seja superada, levando a uma “cura das vítimas”, “purificação da Igreja” e “renovação do compromisso na educação e cuidado dos mais novos”.
“Manifesto a minha gratidão pelos esforços feitos para enfrentar este problema de forma responsável e peço a todos que mostrem preocupação pelas vítimas e solidariedade com os vossos padres”, acrescentou.
O Papa rezou ainda para que as vítimas dos abusos sexuais por partes de membros do clero encontrem “cura profunda e paz nas suas vidas”.
Numa Catedral dedicada ao Preciosíssimo Sangue de Cristo, Bento XVI lembrou os sofrimentos da Igreja, em especial os “mártires de todos os tempos” e aqueles que ainda hoje “sofrem discriminação e perseguição pela sua fé cristã”.
A homilia lembrou em particular “os doentes, os idosos, os deficientes e os que sofrem mental e espiritualmente”.
O Papa voltou a lembrar o património cristão do Reino Unido e desafiou os cristãos do país a “construir uma sociedade digna do homem, digna das mais altas tradições” da nação.
“Que os católicos desta terra se tornem cada vez mais conscientes da sua dignidade enquanto povo sacerdotal, chamados a consagrar o mundo a Deus através da sua vida de fé e santidade”, desejou.
Para Bento XVI, a sociedade contemporânea precisa deste “testemunho” da “alegria e liberdade nascidas de uma relação viva com Cristo”, apelando à oração pelas vocações sacerdotais.
Neste contexto, o Papa aludiu à figura do Cardeal John Henry Newman, que vai beatificar no Domingo, pedindo que “as profundas ideias deste grande inglês continuem a inspirar todos os seguidores de Cristo nesta terra” a defender “as verdades morais imutáveis” que “estão na base de uma sociedade verdadeiramente humana, justa e livre”.
Bento XVI disse que “um dos grandes desafios do nosso tempo é como falar de forma convincente da sabedoria e do poder libertador da palavra de Deus num mundo que demasiadas vezes vê o Evangelho como uma limitação à liberdade humana”.
———————————————
NOTA: O que espera o Irmão Luís Vieira da Silva, Prior de Montemor-o-Novo, agora e na altura dos crimes; o Bispo de Évora D. José Alves, prelado da diocese onde ocorreu o crime do Bruno ou do bispo de Lisboa, D. Policarpo [diocese onde Ministra o ex Padre, segundo o Decreto PAPAL de 15 de Julho do corrente ano] para agirem!?
Papa nomeia delegado externo para Legionários de Cristo
Escolha recaiu sobre o Arcebispo italiano Velasio De Paolis
Bento XVI nomeou esta sexta-feira, dia 9, o arcebispo italiano Velasio De Paolis como Delegado Pontifício para a Congregação dos Legionários de Cristo.
O novo Delegado é o presidente da Prefeitura dos Assuntos Económicos da Santa Sé, especialista nas áreas do direito e da economia.
Esta nomeação visa sobretudo reorganizar a congregação, depois das acusações de pedofilia que recaíram sobre ela.
O Papa já tinha prometido maior atenção para esta matéria, ao anunciar a reformulação da Legião e de sua ala laica.
Entre os assuntos que De Paolis deverá encarar, estão os regulamentos autoritários da entidade e a total obediência imposta pelo fundador aos membros.
———————————–
NOTA: Foi esta a suplica e o pedido que um grupo de Irmãos fizeram à Santa Sé, depois das várias humilhações sumárias do VINGATIVO Prior Provincial – HUMILHAR os Irmãos perante tribunais e advogados externos à Ordem e pessoas – sem a minima formação religiosa; canónica; psicológica e espiritual para percebrem os traumas dos Irmãos.
Os Irmãos perante os maus tratos do Prior Provincial, Visitador da Ordem Hospitaleira e do um Prior Geral que ABAFA os casos e os problemas da Ordem tem colocado os problemas no lugar próprio: na Congregação para a Doutrina de Fé e dos Religiosos; casos os bispos abafem vai tudo para os Jornais.
O Visitador Apostólico EXTERNO e do Vaticano, com uma equipa de peritos para fiscalizar as contas; os documentos elaborados pelo Prior Provincial e o Padre criminoso; os textos da Divina Pastora, Teóloga Geral da Ordem; assim para ver in loco a «garotada» e o desnivel dos directores escolhidos pelo Prior Provincial e ratificados pelo «relativista Prior Geral». Basta uma simples pergunta de “doutrina elementar” do catecismo S. Pio X, para a garotada ir embora de vez..
Europa: Bispos seguem indicações do Papa para casos de pedofilia
Conselho das Conferências Episcopais reconhece «dramaticidade do problema»
O Conselho das Conferências Episcopais da Europa (CCEE) afirmou que perante a “dramaticidade” do problema dos abusos sexuais de menores, os Bispos pretendem “seguir” a linha de Bento XVI nesta matéria.
Em nota enviada à Agência ECCLESIA, o CCEE defende que a questão tão “actual e dolorosa” dos casos de pedofilia envolvendo membro do clero deve ser enfrentada com “seriedade, transparência e vontade de tomar medidas enérgicas”.
A declaração tem como título “Em comunhão com Pedro” e surge após um encontro de secretários-gerais dos episcopados católicos europeus, em Roma, no qual marcou presença o Pe. Manuel Morujão, secretário da CEP.
Na reunião foram recordadas “as medidas que os Bispos são chamados a seguir assim que são informados de possíveis casos de abusos”.
“Impressionam as medidas colocadas em prática por algumas conferências episcopais para enfrentar o problema, para prevenir casos de abusos e apoiar e acompanhar as vítimas e as suas família perante tais dramas, cuja condenação foi unânime”, pode ler-se.
Os participantes quiseram reafirmar a sua “comunhão” com o Papa e afirmam que o recentemente concluído ano sacerdotal foi “uma ocasião privilegiada” para reflectir sobre “a vocação, a vida, a espiritualidade e o ministério do sacerdote”.
Outro ponto tocado na reunião foi o da relação da Igreja com os media e a opinião pública, abordado pelo Pe. Federico Lombardi, director da sala de imprensa da Santa Sé, e Mons. Domenico Pompili, porta-voz da Conferência Episcopal Italiana.
Bento XVI nomeou visitadores da Irlanda
Enviados do Papa vão averiguar dioceses, seminários e congregações religiosas, no seguimento dos abusos sexuais de menores
O Vaticano divulgou esta Segunda-feira um comunicado sobre a visita apostólica a algumas dioceses, seminários e congregações religiosas na Irlanda, que vai ocorrer no Outono deste ano.
A iniciativa, que se enquadra nas indicações da carta que Bento XVI escreveu a 19 de Março aos católicos daquele país, pretende “oferecer assistência aos bispos, clero, religiosos e fiéis leigos que procuram responder adequadamente à situação causada pelos trágicos casos de abuso cometidos por padres e religiosos sobre menores”.
A visita pretende também “contribuir para a renovação espiritual e moral” que, refere o comunicado, já está em curso na Igreja da Irlanda.
Os visitadores apostólicos têm como objectivo explorar “mais profundamente” as questões relacionadas com os casos de pedofilia e a assistência prestada às vítimas, além de monitorizarem a eficácia dos actuais procedimentos para a prevenção de abusos, procurando acrescentar-lhes melhorias.
As delegações começam por visitar as quatro arquidioceses da Irlanda (Armagh, Dublin, Cashel e Emly, e Tuam), prosseguindo seguidamente para outras circunscrições eclesiásticas.
Os visitadores nomeados por Bento XVI são: para Armagh, o Cardeal Cormac Murphy-O’Connor, arcebispo emérito de Westminster (Inglaterra); para Dublin, o Cardeal Sean Patrick O’Malley, arcebispo de Boston (EUA); para Cashel e Emly, D. Thomas Christopher Collins, arcebispo de Toronto (Canadá); e para Tuam, D. Terrence Thomas Prendergast, arcebispo de Ottawa (Canadá).
A coordenação da visita aos seminários irlandeses, incluindo o Colégio Pontifício Irlandês de Roma, foi confiada à Congregação para a Educação Católica, um dos dicastérios do Vaticano.
O visitador apostólico destas entidades, D. Timothy Dolan, arcebispo de Nova Iorque vai prestar atenção a “todos os aspectos da formação dos padres”.
A Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica, outro dos departamentos centrais da Santa Sé, vai organizar a visita às congregações religiosas em duas fases.
A primeira consiste no envio de um inquérito aos superiores dos institutos religiosos presentes na Irlanda, com a intenção de estabelecer um retrato preciso da realidade e estabelecer um plano para a observância das normas da Igreja.
Num segundo momento, os visitadores – dois religiosos para as congregações masculinas e duas religiosas para as femininas – vão avaliar os resultados do inquérito e avançar com medidas que contribuam para o “renascimento espiritual da vida religiosa” no país.
A nota de imprensa da Santa Sé termina com uma referência ao convite que Bento XVI dirige a “todos os membros da comunidade católica irlandesa” para apoiarem esta “iniciativa fraterna com as suas orações”.
O Papa “invoca as bênçãos de Deus” para que a visita seja uma oportunidade de renovação do “fervor na vida cristã” e para que “possa aprofundar a fé e fortalecer (…) a esperança em Cristo”.
——————————————–
NOTA: É o que falta fazer, neste momento, ao Santo Padre e aos Bispos Portugueses – que têm “voluntáriamente” ABAFADO o CASO do Álvaro Lavarinha e do Adelino Manteigas.
A Igreja persiste na sua Sancta Práxis: Abafar o Institucional e desfavor dos doentes, dos pobres e das viúvas. É uma tradição milenar e
e vai continuar SEMPRE com um ar de santinhos…, de ingénuos…, e de imaculados.
É tudo boatos!
Reverendo Prior Geral Frei Donatus Forkan
Fatebenefratelli;
“Disse Jesus: Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas! Sois semelhantes aos sepulcros caiados: por fora parecem formosos, mas por dentro estão cheios de ossos, de cadáveres e de toda espécie de podridão.28 Assim também vós: por fora pareceis justos aos olhos dos homens, mas por dentro estais cheios de hipocrisia e de iniquidade.29 Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas!”
—————————————————————-
Bento XVI fala em Igreja ferida pelos pecados
Papa diz que os «naufrágios» podem obedecer a um projecto divino
Bento XVI admitiu que o “corpo” da Igreja está “ferido” pelos “pecados” dos seus membros, numa alusão indirecta aos recentes casos de pedofilia envolvendo membros do clero.
A confirmação da referência a esses casos foi dada pelo próprio porta-voz do Vaticano, Pe. Federico Lombardi.
No avião que o levou até Malta, este Sábado, o Papa deixou a certeza de que “o Senhor ama esta Igreja e o seu Evangelho é a verdadeira força que purifica e cura”.
A curta intervenção papal – Bento XVI não respondeu a perguntas, mas proferiu uma intervenção com base em pergunta escritas previamente enviadas – começou por lembrar a “nuvem escura” que cobre parte da Europa, perturbando seriamente as ligações aéreas em vários países.
Bento XVI disse que a viagem a Malta é uma ocasião para “lembrar a grande figura” do Apóstolo Paulo, que há 1950 anos ali naufragou.
“Também nós podemos pensar que os naufrágios da vida faem parte do projecto de Deus para nós e podem ser úteis para novos inícios na nossa vida”, afirmou.
A mensagem transmitida por S. Paulo no primeiro século cristão, indicou o Papa, continua a ser válida ainda hoje: “a fé, a relação com Deus, que se transforma depois em caridade”.
Bento XVI destacou a vivacidade da Igreja em Malta, “plena de fé”, que responde “aos desafios do nosso tempo”.
Num último ponto, o Papa disse que na Ilha mediterrânica é importante recordar as “correntes de refugiados que chegam de África e batem à porta da Europa”.
“Todos devemos responder a este desafio, trabalhar para que todos possam, na sua terra, viver uma vida digna e, por outro lado, fazer os possíveis para que estes refugiados encontrem aqui, onde chegam, um espaço de vida digna”, declarou.
————————————————–
NOTA: como podemos ver a DOUTRINA do PAPA e dos BISPOS é muito humana, mas não passa da RAZÃO ao CORAÇÃO….
Ficando só numa boa doutrina, não vamos às questões de fundo; deixamos o «mundo rodar à nossa volta», como fizeram com Galileu.
No entanto o mundo mudou. A Igreja e os Bispos já não têm a AUTORIDADE reconhecida às grandes FIGURAS, de um passado recente. O Primeiro-Ministro, não reconhece a autoridade moral do seu bispo; o Presidente da República utiliza o «argumento da consciência» para aprovar leis contra a Igreja e no Parlamento as Deputadas Católicas defendem «abertamente» a Ordenação das Mulheres.
A Ordem Hospitaleira e a Igreja Portuguesa que chegou voluntáriamente deve assumir o «minha culpa» – porque andaram muito tempo a descançar à sombra das Oliveiras da Senhora de Fátima e não fizeram o trabalho de casa.
Temos niveis «muito elevados – da homossexualidade praticante» nos padres novos e a culpa é «má formação dos Seminários», quando os rapazes deveriam estar junto dos seus Pais. Quando a «formação dos afectos» e a «formação femenina» nos Seminários Maiores está reservada só para as Criadas.
Os Padres e os frades, muitos deles, vão para a vida religiosa – porque na Igreja o «nicho de mercado gay» está mais à mão… e
e a falta de vocações e de abertura a novas realidades pastorais vai permitindo aos bispos e aos Provinciais da Ordem Hospitaleira aceitar TODO e TODOS os casos mais graves – que neste momento histórico estão nos lugares chaves.
Ou será preciso rebentar um abuso sexual num Colégio Católico? Não,
Não, já rebentou num Colégio na Diocese do Porto, mas o Padre foi logo enviado para ROMA…
E Braga e Bragança!?
“Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas! Sois semelhantes aos sepulcros caiados: por fora parecem formosos, mas por dentro estão cheios de ossos, de cadáveres e de toda espécie de podridão”
Também na casa de saúde de S. Miguel vive-se um ambiente ditaturial, pela presente Direcção (Director Pedro Diogo, o Dr. sem pasta, sobrinho da Dra. Anabela dos recursos humanos e o Enf. Pedro, o peneirento que julga que é o dono do mundo), que mascaram a sua incompetência com comportamentos intimidatórios aos funcionários.
Acham-se Deuses, ao ponto de quererem dispensar funcionários para criarem uma NOVA equipa à sua semelhança e imagem, para que aí, sim, possam reinar sem serem questionados.
Resta-nos a esperança, na pessoa Íntegra do Irmão Jorge, querido pelos doentes e respeitado pelos funcionarios, para pôr cobre a esta imoralidade que nos perturba a todos.
Caros Colaboradores e Irmãos de S. João de Deus
A festa ainda não começou!…
A Dra. Anabela Rodrigues a «´Técnica Qualicada» para despedimentos sem justa causa tem os seus objectivos, mas apoiada pelos VINGATIVOS P. Torres e o frei José Augusto Louro, (o amante), o Doutor Luís Daniel (o amado) e o Vitor Cotovio.
O maranhal está feito e é tudo à medida de cada um. O Castelo Branco quer mais obras e empreitadas para receber as comissões nas contas do filho, da Mãe (na Itália) ou da mulher…
O Luís Daniel, quer vavalos e muitas mulas, vacas e apartamentos para vender em Viana do Castelo e Ponte de Lima. Não importa a raça o preço ou o ano do nascimento ou da construção. O importante é enganar os freires e agradar ao «amado» e ao P. Torres.
A REVISTA de Hospitalidade está suspensa – porque o velho, o empata moscas, do Padre José Dorguete não tem pedalada para escrever. está arrasca porque leva pancada de uns e de outros e VOTA sempre com eles – contra a sua consciência.
Mas é assim tão santo, porque vota as ordens do Bacanalis?
O Nojeira da Costa está a preparar uma «falsificação da Regra da OH». A Ordem deixará de ser Ordem Hospitaleira de S. João de Deus, para passar a ser:
- Ordem dos Sapateiros, “Provincia da Panasqueira”, de S. José Augusto, O amante magno;
- Os putos dos directores admnistrativos; os enfermeiros da Universidade de Cacilhas; os directores clinícos e os Cavaleiros da Ordem da Panasqeuira, do Pavilhão de Santo Agostinho, da Sacristia de Montemor-o-Novo, do Armando e do Bruno são todos promovidos a OBLATOS de Honra, com vinculação canónica, para votarem em Capítulo – mas dispensados dos Sacros Votos do Sagrado Decreto do Canabalis do século I da nova era.
O Prior Geral, os Bispos e todos os outros que vêm, calam e omitem são promovidos ao estatuto canónico OBLATO da Ordem dos Telefonistas; Sopeiras; Fachineiras e dos Porteiros – a nova espiritualidade desviante ou a nova missão dos Irmãos de S. João de Deus.
Esta é a nossa fé, esta é a fé da igreja!…
Sanctus…, Sanctus…, Sanctus
Eles querem lá saber dos Irmãos ou da Ordem Hospitaleira?
Isto é tudo uma palhaçada porque vai ficar tudo na mesma e eles já andam a fazer mais ameaças estamos todos e ser controlados e os chefes de turno receberam ordens do Provincial e dos Directores para controlarem BEM os Irmãos.
Vai continuar tudo na mesma até que o documento enviado para o Vaticano começe a fazer moça nos bispos que abafaram os crimes…
Relativamente aos frades que mandam e os criminosos eles sempre foram assim e não é agora que eles vão mudar…
Os Colaboradores da SEDE vão continuar a «fazer chantagens» para receberem mais 13% como o Castelo Branco ou para serem promovidos a um lugar ao sol como o Luís Ferreira do Amaral. Já agora, porque não enviam para lá a Divina Pastora, até podia ser que eles fizessem algo melhor que os pulhas que de lá sairam…
Enf. Maria
Bento XVI reúne cardeais para abordar pedofilia
por LusaHoje
O papa vai reunir todos os cardeais a 19 de Novembro para uma jornada de reflexão sobre a resposta da Igreja aos casos de abusos sexuais de menores por membros do clero, anunciou hoje o Vaticano num comunicado.
“O papa convidou os membros do colégio cardinalício e os novos cardeais para uma jornada de reflexão e de oração na sexta-feira 19 de Novembro”, anunciou o Vaticano.
O texto divulgado precisa que um os temas da reunião será “a resposta da Igreja aos casos de abusos sexuais”, apresentado pelo cardeal William Levada, prefeito da congregação para a Doutrina da Fé.
Desde a publicação, há um ano, de um relatório sobre centenas de casos de abusos sexuais de menores cometidos por membros da Igreja católica na região de Dublin (Irlanda), encobertos pela hierarquia, o papa Bento XVI enfrenta a mais grave crise dos últimos anos na Igreja, amplificada por escândalos semelhantes noutros países europeus e nos Estados Unidos.
—————————————–
Será desta que o Papa vai chamar os Bispos omissos de Portugal e do Prior Geral da OH?
Reação ao Calvinismo Católico:
O papa Bento XVI foi recebido hoje em Barcelona, Espanha, por 200 homens e mulheres homossexuais que gritavam à sua passagem “vai-te embora” e “pedófilo”.
Durante cinco minutos, o grupo de manifestantes, que foi convocado através do Facebook, acompanhou a viagem de Bento XVI no “Papamóvel” em direcção à Sagrada Família, onde o papa vai consagrar a catedral construída pelo arquitecto António Gaudí. Ao lado dos manifestantes, apoiantes do papa agitavam bandeiras com as cores do Vaticano (amarelo e branco).
Sergi Diaz, um dos manifestantes, disse estar ali para “protestar contra a visita do Papa” e para apelar a “uma mudança de mentalidade no ensino católico que mantém uma atitude oposta aos direitos [dos homossexuais] e às diferentes formas de amar”. Acompanhada da amiga Rebecca, Helena Coll, 26 anos, lamentou o facto das “religiões falarem de humanidade, paz e respeito, mas depois esses valores serem discriminados”.
O grupo de manifestantes cruzou-se durante alguns minutos com os apoiantes de Bento XVI, que gritavam “Viva o papa”. A viver em Barcelona há 14 anos, a Filipa Theresa Revera Oliero disse que está à espera desde as 06:00 com a filha e três amigos “para ver o Papa”. Maria José Corbella, 65 anos, chegou um pouco mais tarde (às 07:00) e confessou estar “muito emocionada por ver o Santo Padre”, mas lamentou que a fé se esteja a perder em Espanha, principalmente por parte dos jovens.
Para conseguir chegar mais perto de Bento XVI, alguns católicos passaram a noite junto da Sagrada Família, como foi o caso da jovem Adriana Mayner. “É uma experiência que não voltará a repetir-se na nossa cidade”, disse a Adriana Mayner, 18 anos, orgulhando-se de haver “muitos jovens que seguem o papa”.
Perto da catedral da Sagrada Família, onde o papa vai celebrar uma missa, as opiniões divergem: “Eu odeio o papa, ele que fique no seu país e não venha incomodar-nos em Barcelona”, atira Stuard Eduardo, 24 anos, explicando que não gosta do papa por causa da sua posição conservadora em relação a temas como casamento homossexual e o aborto.
O papa Bento XVI chegou hoje a Barcelona, a segunda etapa de uma visita de dois dias a Espanha.
———————————–
Reação ao Calvinismo Católico:
1. Os Padres e os frades podem particar tudo e de tudo estão libertos na terra e no céu;
2. Ao povoléu aplica-se a Humanae Vitae, a Veritatis Splendor e a quem não obedecer aplica-se a Santa Inquisição do RUDE silêncio; da exclusão; da humilhação em público ou seja o martírio branco até morrer asfixia sagrada…
3. O caminho é “ser permisivio” às teorias Calvinistas Oficiais e não levantar ondas; mesmo que depois vá a Portalegre, às sacristia de Montemor ou do Telhal ou, quem sabe à vacaria do Telhal…
Caro Irmão Jorge,
Deixa que os gajos se mordam e se comam uns aos outros!…
Deixa aí, os enfermeiros mais novos e os mais velhos fazerem o Carnaval. Já vimos esse filme em Barcelos, em Vilar de Frades com o psicótico do P. Torres e o Doutor Daniel (o amado); depois foi no Funchal, será, agora – também nos Açores e em Montemor-o-Novo.
Nunca te esqueças que eles tem muito dinheiro e têm que a aproveirar os DOTES da Incompetente directora-coordenadora, Dra. Anabela Rodrigues, que é, também, Oblata da Ordem da Província da Panasqueira. Não te metas…
Se os enfermeiros forem corridos, eles que venham a Lisboa «fazer uma queixa ao Tribunal do Trabalho».
Agora é assim!
Já que os superiores da Ordem não respeitam as pessoas e os bispos encobrem os crimes, deixa-os em paz e não te metas nesse saco de gatos.
Se não ainda vais ter mais um «auto da sancta inquisição» com os Inquisidores Mores: o frei José Augusto, o frei Manteiuinhas e o Oblato Nojeira da Costa.
Deixa-os lá em paz!…
Sabes, mais ainda?
Os enfermeiros que se preparem, quando frei José Augusto (o vingativo), mais o seu (amado) forem aí passar férias; ou o Nojeira da Costa, mais a inábil Oblata Dra. Anabela Rodrigues ou o «préferé» frei Manteiguinhas, eles que lhe façam uma espera e dêem-lhe uma forte carga de porrada.
Sabes o que fizeram ao Papa João XXI, no Vaticano?
Levaram o Pontífice, a ver as obras e deixaram cair uma pedra de chumbo do cimo da torre e o santo ficou imobilizado e passou-se logo para o outro mudo.
Como vez esta é a receita para o vingativo Prior, para o seu «préferé» Vice-prior; para o bêbado do Nojeira da Costa e para a campónia Anabela Rodrigues.
Ouvistes? Não percas tempo e não te metas – com os despedimentos «sem justa causa» e deixa os enfermeiros fazerem o trabalho deles.
Mas a festa continua!
Olha, sabes? O P. Torres vai para Capelão de Nampula, porque foi o único que não alternou nas mudanças…, e ele lá é mais útil, para «vigiar» as meninas dos freires e tomar conta dos filhos dos Irmãos.
Já saíram 5 frades… O frei Ciro, que era o Prior têm um filho com 18 anos e os outros iam alternando de casa em casa. Bem, pelo menos eles preferem as meninas, porque os de cá gostam mais de doentes e de homens «com e de peso».
A coisa está preta!
O Irmão Cozinheiro
Meus caros colaboradores da nossa ordem de S. joão de Deus, realmente a missa vai no adro e quando chegar à praça pública que se faça justiça. quanto à justiça de deus esta não falha, pois mais cedo ou mais tarde os sacanas que conhecemos e que são muitos, terão a paga e esta será na terra. Todas estas informações sobre alguns frades e alguns colaboradores destes ditos representantes da ordem, ( Deus deve estar muito envergonhado por semelhantes criaturas), não é de estranhar. Tive o desgosto de conhecer alguns deles: O Provencial é um mariconço que mete nojo, o manteiguinhas um chefe da época Hitleriana, irineu, um panasca que gostava de passear pela avenida de Ponta Delgada à procura de rapazinhos para lhe alimentar o vício. Temos o doente emanuel, o único a quem o irineu pagava viagens ao continente e vinha cheio de prendas de marca, gabando-se depois das brasileiras que comia em vez do rabinho do irineu. Realmente é um nojo. Mas todos sabemos isto, mas……. Depois o nosso querido Diretor ca casa, o Dr. Pedro Diogo, Dr uma grande merda!!! mais a sua estimada esposa Dra Alexandrina, que lado a lado vieram ocupar lugares de chefia A Mando do provencial e claro a sua cúmplice Dra anabela, a grande besta, para linchar quem honestamente cumpre a sua obrigação na casa de saúde. Acham por acaso que estão na terra de pretos e que nós somos todos tolos?????Mas têm mais…..,Elegeram como Diretor de enfermagem o Duas caras do enfermeiro Pedro que está se cagando para a ordem mas como bom actor que é juntou-se aos da sua laia. És um Mau caratér e o teu está à porta também. Claro que a Direção se complementa com o Doente do Dr Paulo Vidal que todos sabem que é doente psiquiatrico, um banana nas maõs dos outros dois e que ainda é director porque não existe mais ninguém discreto para ocupar estas funções de banana. Dr. Paulo, será que também costumas fazer reuniões no Convés com os teus dois colegas de direcção para falares de quem querem limpar da Casa de Saúde??? Pedro Diogo cuidado é que tu és um bom homem casado, claro quando estás acompanhado pela tua esposa, porque no entretanto só vemos tu, mais o enfermeiro pedro, a enfermeira Ana de quem tanto gostas, o tarado do enfermeiro Paulo Braga que não quer trabalho para o lombo a gozarem de todos nós. Vocês representam o podre e rodeam-se de gente podre os vossos informantes da casa de saúde.
Sanctus…, Sanctus…, Sanctus…, Santctus…, Sanctus…
Sanctus…., Sanctus…, Sanctus…., Sanctus…
Sanctus…., Sanctus…., Sanctus…
Isto é que vai uma vida?
- Então eles não são todos santos?
- Um gosta do Armando Gouveia (o guardava as vacas e fazia uns «servicinhos» ao manteiguinhas), queria mais e com abastança…
- Outro só gosta de Sacristias, de Retiros, de Igrejas e de Propiedades alentejanas…, mas quando não vai o Márinho, o Bruno…, ou todos os seminaristas à mão se semear em Braga…, nos Açores…, e os meninos do Parque Eduardo VII…
- O Seu José Augusto, só gosta do Luís Daniel e vai ao Brasil…., a Roma…, a África…, e ao fim do mundo passar férias de «prestige» oblatadas ao seu «préferé» a cavalo ou montado…
- Agora este Irmão Ireneu (a doida da casa) andar à caça dos meninos nas Avenidas Marginais da Ilha? Mas quem escreve não sabe tudo ou então nunca escutou os padres da zona? Essa doida da casa, o frei Ireneu – vai para os WC do Colombo para ver o tamanho da dos outros…, e desafiar quem vai na cantiga do «flautista» dos instrumentos alheios…
Sanctus…, Sanctus…., Sanctus…, Sanctus…., Sanctus
- Mas para quê falar aqui no Paulo ou no Pedro Diogo? Eles são os mandatários dos mandantes do manteiguinhas do SEU José Augusto, que é conhecido pelos seus dotes literários de teologia da Universidade da Panasqueira.
- Mas quem essa Sacra Anabela Rodrigues? Não uma «qualificada em despedimentos – sem justa causa»? Se é essa, enviem mas é uma carta assinada por todos para as seguintes entidades:
- Tribunal do Trabalho;
- ARS dos Açores;
- Segurança Social Social da Região Autónoma dos Açores;
- Secretário da Saúde, do Trabalho e da Segurança Social da Região;
- Ministra do Trabalho e Segurança Social;
- Tribunal dos Direitos Humanos Internacional;
- Bem…, e por uma questão de DEScarga de consciência ao Bispo do Açores…, ao D. Jorge Ortiga…, ao Prio Provincial da Ordem dos Sapateiros e ao Prior Geral da Ordem Hospitaleira….
Fica tudo na mesma, mas pelo menos escrevem e dizem tudo aos «santos»….
Mas será desta que o Tecedeiro Castelo Branco (o construtor financeiro) e o Doutor das Vacas e dos Cavalos do Seu Zé Augusto – passam ilesos à justiça…. a rir a festejar a farra em Ponte de Lima, em Viana do Castelo, na Casa da Praia ou na taberna do P. Torres, em Vilar de Frades, a comerem um bom queijo (que o Torres devora) e um Verde, Fino ou Tinto. Bem o Seu Zé gosta dele bem «maciço, cumprido e forte». Mas lá em cima há vinhos para todos…
Mas estão o frei Alminhas anda arrasca com as finanças e com a justiça. Mas todos de bico calado. A Hospitalidade está parada até o «empata moscas» do P. Zé começar a escrever a introdução….
A CURIA Informa não informa nada. As informações agora são escritas pelo Advogado externo, para o Prior não ficar «com ele entalado»…, e dirigidas as «mandantes» dele e da inapata directora / perita em despedimentos sem justa causa…
Do Brasil só podem mais dinheiro para pagar as dividas das casas. A Ordem do Bacanalis do Brasil quer correr com o P. Casimiro, porque o cavalheiro não alinha na nova Ordem dos Sapateiros…
De Timor chegam «boas novas» de conversões em massa e das meninas da Hospitalidade. Um é poeta o outro é lento, porque é da velha escola….
Agora de Nampula, o mundo é todo negro. O Ciro gostava de meninas, mas gosta muito mais do filho e do tinto. Saltou fora, com mais quatro e assim podem aplicar a «regra canónica» : CRESCEI e multiplicai-vos!…
O Zé Paulo anda com as calças na mão…, pelo menos não está cá para assistir ao CAOS que ele mesmo criou com o apoio do Cotovio, do frei Matias Cego, da Anabela e da Sónia Angelo. Tudo isto é delirante…, tudo isto é festa…, tudo isto é fado…
DEO Gracias,
Sanctus…, Sanctus…., Sanctus
Reverendo Prio Geral
Vossa Paternidade não acha que deveria ter feito algo mais? Não basta chamar o pobre frei José Augusto, porque enquanto ele tiver «os casos pendentes» – quem manda não é o Provincial, como mandatário (porque a cabeça não dá mais); são os MANDANTES do frei Adelino, do ex Padre Álvaro Lavarinhas, do Castelo Branco e do Doutor Luís Daniel.
Se Vossa Paternidade não sabe português, não faz mal contrate um padre que fale bem Inglês, na Universidade Católica e vá fazer uma visita canónica a sério. Se não sabe, peça ajuda ao P. Pascoale Piles ou a outro «homem justo».
Meu Caro Irmão, ponha a mão na consciência e não se permita a ser ainda mais permissivo. Enquanto escreve cartas, faz telefonemas ou manda chamar a Roma as pessoas erradas venha para Portugal 3 ou 6 meses…, e aqui, no dia a dia, verá as nossas fragilidades e os nossos problemas reais. Não se permita a escutar as versões dos mandatários: ESCUTE, primeiro, e só os Irmãos, depois ficará com outra visão dos factos.
Ir. João Cidade
A onde a Igreja «Católica Apostólica Pedófila» chegou?
Mas as Finanças e a Justiça Portuguesa não funciona? A «Offshore» Católica da Ordem Hospitaleira do frei José Augusto, do Oblato do Gonçalo Castelo Branco e do Oblato Luís Daniel não são «auditados» pelo Tribunal de Contas, pelas Inspecção de Finanças e pelo Banco de Portugal?
Há limites!
A Igreja não aprende com a história do IOR, do Banco do Vaticano, do BPN, do BCP e do Padre Marciel, Fundador dos Legionários de Cristo.
Enquanto a teoria escatológica da Igreja continua a ser Tomista ou Escolástica a «praxis da moral social» da «estrutura da Igreja» continua a ser o que vemos nos textos em cima; numa dupla prática de valores: os deles (o vale tudo) e os nossos (mão fechada).
O que diria Lutero?
“Mal a moeda toca no fundo da caixa das esmolas – a alma fica liberta de todos os pecados”. Basta um milhão da «Offshore» Católica da Ordem Hospitaleira do frei José Augusto – para os Bispos ou para o Vaticano que tudo fica sanado.
Foi assim e continuará a ser assim aos finais dos tempos?
Porém a Igreja não pode pôr em causa a falta de vocações ou da sua descredibilização social – porque ela mesma não se dá ao respeito.
A pedofilia é crime!
O abuso de poder com pessoas / Irmãos idosos é imoral!
O abuso de pessoas inocentes / doentes no foro da psiquiatria é um crime hediondo!
A fuga de capitais de uma Instituição – vocacionada para servir os pobres para os bolsos de uma «minoria mafiosa» é crime…, é imoral…, é um pecado que brada aos céus num tempo de pobreza…, fome…, de privações no mundo inteiro!
Os salários praticados pelo Vítor Cotovio, Anabela Gonçalves, Sónia Ângelo, pelos Directores dos Centros Assistênciais dos 9 Centros e os salários «de ALGUNS Irmãos» é CRIME…, amoral…., e fogem à legislação própria no foro das IPSS ou dos salários do Estado….
Sim, tudo isto é verdade, mas só uma «sindicância» do Estado é que pode educar estes Senhores. A Igreja fala da separação da Igreja do Estado – na prestação das contas; mas usa o conceito Tomista do Estado Teocrático – para exigir mais direitos…, comendas…, fundos…, e leis à margem do sistema…
Concluíndo, os frandes e os membros da Igreja que criticam a nova concordata, fazem-no porque querem continuar a chafurdar sem rei nem roque….
Como a Igreja leva 100 anos a agir, que actuem as Entidades do Estado; porque o Estado Teocentrico defendido pela «estrutura» mais ninguém o reconhece. Este é facto que limita as chafurdices dos frades, dos padres ou dos bispos omissos.
E viva a Revolução Francesa, o Marquez de Ponbal, o Joaquim Ausgusto de Aguiar e a todos os iluminados. Agora a Igreja Católica perde o seu tempo a publicar NORMAS se depois ela não as aplica no seu próprio espaço.
Urge mudar de registo,
Enf.ª Anabela
Olá, bom dia
Acabei de ter conhecimento deste espaço aberto.
Sabia de algo, mas não de tanto. Fico preplexo que possa haver uma Instituição da Igreja que possa pôr em causa outras Obras da Igreja sérias e comprometidas com os mais pobres.
Faço votos que quem de direito possa actuar nos locais próprios e rápidamente. Tomei conhecimento por uma Congragação que está ser vitima das irregularidades de terceiros.
Que o bom senso, o direito possam prevalecer e que a Igreja possa, apesar de tudo, continuar a ser testemunha de uma mensagem de esperança.
Não deixo de cumprimentar os visados, os inocentes ou quem ousa pensar numa vida religiosa a sério. Saudações eclesiais,
Pe. Peixoto
Capítulo Geral dos Irmãos de S. João de Deus com novidades
Destinado a modificar os Estatutos Gerais a Ordem Hospitaleira, este capítulo geral, terminado no dia 20 de Novembro, teve várias novidades. Uma foi o facto de cerca de 50% dos seus 75 capitulares serem de fora da Europa, 17 da Ásia Pacífico, 18 das Américas e 4 da África.
Este deslizar da Ordem para Oriente e Sul ficou bem evidenciado. Basta notar que mesmo as províncias do Norte começam a ter elementos doutras culturas. A francesa, por exemplo, com um vogal de Nova Caledónia, a irlandesa com um americano de origem porto-riquenha, a americana com um provincial de origem cubana, a australiana com um vogal de Papua a representar 20 Irmãos deste país.
É de esperar que esta tendência se vá acentuando em parte devido ao envelhecimento da Europa e ao seu arrefecimento na fé e na oração nas famílias e nas comunidades.
Outra novidade maior foi a aprovação e introdução de um capítulo nos Estatutos sobre os colaboradores, isto é, assalariados, voluntários e benfeitores. Espera-se agora com mais ênfase que de todos eles: muitos sejam profissionais de integridade pessoal e grande competência; um grupo significativo, além disso, viva com decisão a espiritualidade de S. João de Deus; e outro grupo, não menos significativo, viva a sua fé cristã católica muito próximo e ao jeito de consagrados segundo o seu estado.
Espera-se ainda que muitos se vão organizar em associações ligadas à Ordem Hospitaleira. Ficou também a condição de os colaboradores não poderem ser nomeados para cargos de gestão antes de terem dado provas de interiorização dos valores da Ordem durante seis anos.
O relevo dado aos colaboradores animou a assembleia e motivou a proclamação de um ano especial dos colaboradores pelo Superior Geral para 2011-2012 na Ordem. Um dos objectivos deste ano é o de estudar e propor aos colaboradores de hoje o exemplo e paixão dos colaboradores de ontem pelo modelo e pelo espírito de S. João de Deus.
O capítulo foi ainda diferente por se ter realizado fora da Europa. Os 75 vocais reuniram-se em Guadalajara, México, em centro de retiros e espiritualidade, rodeado de fábricas metalomecânicas e de montagem electrónica, e de bairros sociais, quais colmeias humanas que se estendem às centenas pelos arredores da cidade.
À margem dos trabalhos o capítulo foi rico de oportunidades para troca de conhecimentos e impressões sobre outros países: sobre a situação da Igreja e da Ordem, por exemplo em Papua (Nova Guiné); no Vietname, na Coreia do Sul; o Benim, o Perú, Colômbia, etc.
Falava-se com um Irmão natural do estado de Ourissa na Índia onde os católicos têm sido perseguidos; trocam-se impressões sobre o santuário de S. João de Brito em Oryur: fica-se informado que na República Checa só o hospital geral de S. João de Deus não pratica abortos, etc.
Apesar de ser convocado como capítulo extraordinário com objectivos de modificação dos estatutos da Ordem, não faltaram os temas de espiritualidade e sobre os problemas que a Ordem atravessa em vários países por falta de candidatos com coerência interior e exterior que correspondam aos valores da vida consagrada a Deus na hospitalidade consonante com o exemplo de S. João de Deus. Os desafios que a Ordem enfrenta estão ligados a algumas falhas nesta consistência, dizia um dos participantes; e à diversidade crescente dentro da Ordem devido às muitas culturas dos seus elementos. Não raro, diversidade e individualismo vivem nos mesmos grupos.
Outro acto fundamental do Capítulo, e sua chave de oiro, foi a renovação do gesto doutro capítulo geral, o de 1736, entregando em oração solene a Ordem a Nossa Senhora do Patrocínio, juntamente com a bênção e oferta de uma imagem de Nossa Senhora de Guadalupe, Mãe das Américas, à Província anfitriã, do México e Cuba.
A pedofilia é uma doença do foro psiquiátrico que se caracteriza por pulsões e comportamentos sexuais orientados para crianças pré-púberes.
Causa? Incerta. Os estudos abundam mas ainda não foi comprovada inequivocamente qualquer relação de causa-efeito. Existem sim associações, isto é, maior probabilidade de manifestação da característica A num indivíduo pedófilo do que na população em geral, sem que daí se possa extrair um nexo de casualidade evidente.
Nas minhas pesquisas, tive a oportunidade de ler um artigo que explora associações entre a pedofilia e alterações cerebrais.
Neste artigo foi feito um estudo de comparação de grupos – pedófilos do sexo masculino, metade patologicamente orientado para crianças do sexo masculino, metade para o sexo feminino e um grupo de controlo constituído metade por heterossexuais e metade por homossexuais, de maneira a assegurar um paralelismo de afinidade de género.
Para avaliar a existência de diferenças, recorreram à ressonância magnética, uma técnica imagiológica. Para os geeks de vós, usaram um técnica chamada VBM – voxel based morphometry. Um voxel é um pixel volumétrico; em linhas gerais, agrupam os sujeitos em grupos (pedófilos e controlos), fazem um averaging, e comparam voxel a voxel em busca de diferenças.
O que encontraram?
Sem grandes detalhes anatómicos, a verdade é que foram encontradas diferenças significativas. Com detalhes, para quem os quiser ler, verificou-se diminuição do volume de matéria cinzenta no putamen, nc. accumbens, cortex orbifrontal e cerebelo no grupo de sujeitos pedófilos.
A interpretação do output gráfica da VBM é simples, as zonas vermelhas representam diminuição de massa cinzenta, na primeira slice temos zonas vermelhas no cerebelo, no segundo corte a nível do cortex orbifrontal, etc…
Por fim, pergunto aos que lerem isto, da mesma forma como me perguntei a mim mesmo, que valor tirar desta informação? Vamos diagnosticar pedófilos? Fazer exames genéticos como quem faz uma amniocentese ou uma ecografia pré-natal? Vamos entrar numa onda à Minority Report onde a sentença antecede o crime?
Não há muito tempo atrás Adolf Hitler seleccionava indivíduos no seu ideal eugénico. No futuro, o conhecimento poderá levar à tentação, e a tentação levará a…prefiro não saber.
Ler mais: http://www.webtuga.com/pedofilia/#ixzz14yLWw7J2
Pedofilia
A pedofilia é uma preferência pela actividade sexual com crianças pequenas. Nas sociedades ocidentais, a pedofilia é geralmente considerada como o desejo de ter actividades sexuais com crianças de 13 anos de idade ou menos. Uma pessoa a quem se diagnostica pedofilia tem no mínimo 16 anos e é pelo menos 5 anos mais velho que a criança vítima.
Embora as leis variem de um país para outro, em linhas gerais considera-se que uma pessoa comete um delito tipificado de violação quando a criança tem 16 anos ou menos e o adulto é maior de 18 anos. Os delitos tipificados de violação muitas vezes não correspondem à definição de pedofilia.
Uma pessoa com pedofilia angustia-se ou preocupa-se intensamente com fantasias sexuais relacionadas com crianças, embora não tenha lugar qualquer relação sexual. Alguns pedófilos sentem atracção só pelas crianças, muitas vezes de um grupo de idades específico, enquanto outros se sentem atraídos tanto por crianças como por adultos. Os pedófilos podem ser tanto mulheres como homens e as vítimas podem ser crianças de ambos os sexos. Os pedófilos podem ter como objectivo crianças das suas famílias (incesto) ou podem abusar de crianças da sua comunidade. Podem utilizar a força ou a coerção para submeter sexualmente as crianças e podem proferir ameaças para evitar que a vítima os denuncie.
A pedofilia pode tratar-se com psicoterapia e fármacos que alterem o comportamento sexual. Este tratamento pode ser solicitado de modo voluntário ou somente depois de uma detenção por delito e os consequentes processos legais. Alguns pedófilos podem responder ao tratamento, outros não. A prisão, inclusive a longo prazo, não altera os desejos nem as fantasias dos pedófilos.
Caríssimo Funcionário da casa de Saúde de S. Miguel (FCSSM);
Os seus comentários, não só fedem a baixo nível como ainda deixam à passagem um perfume a inveja e um leve aroma de cobardia!
As ofensas pessoais são sempre fáceis de proferir, têm sempre impacto nos mais incautos e até divertem os mais inteligentes. Contudo num contexto profissional ou até institucional, como é o caso, não podem ser classificados de outro modo… BAIXO NÌVEL!
Quanto às críticas aos sr(a)s Coordenadore(a)s e sr Director de Enfermagem, embora tenha de reconhecer a sua total incompetência (todos sem excepção), esta não se deve aos encontros no Convés, nem à dificuldade que alguns senhores têm em manter os seus genitais atrás da braguilha! Devem-se sim à sua completa falta de maturidade profissional, falta de iniciativa, sentido de inovação, capacidade de rentabilização de recursos…e por aí adiante numa lista infindável. Basta consultar qualquer manual de gestão, no capítulo “características de um bom gestor” e aí encontrarão aquilo que eles NÃO possuem!
Quanto ao Sr Director, considero não ser de muito bom tom, fazer insinuações acerca da sua fidelidade sobretudo quando são infundadas e em ausência de provas. O sr FCSSM tão acérrimo defensor dos valores da igreja, porque atenta tão levianamente, sobre uma instituição tão sagrada como o Casamento? Não terá o próprio FCSSM cometido tal Pecado Capital…?
Pois quanto ao Sr Director, aponta-se lhe mais algumas características (ou falta delas), além das que são comuns aos seus coordenadores e director de enfermagem. Existem na minha óptica dois aspectos que contribuirão para o seu insucesso:
1) O refúgio constante no cliché “Não depende de mim, são orientações da sede!”, pois bem a história vem nos ensinando que quem não assume as suas posições e se refugia no poder dos outros (e que outros!! a avaliar pelos posts atrás), tende inexoravelmente ao fracasso, devia aplicar melhor o que aprendeu em Liderança!
2) A falta de “Cultura Insular” isto não é coisa que se aprenda nem que se compre! “as Gentes” de cá têm um saber estar, um saber ser e um saber fazer muito distinto das “Gentes” de Lisboa! Só quando beber um pouco desta cultura, perceberá que, a dissimulação, a ironia e o vedetismo não têm tradução no dicionário Açoriano. Os Açorianos não têm memória curta para o bem e para o mal!!
Quanto ao Sr Director Clínico, mantenho a minha linha de pensamento, o ataque pessoal não é a melhor via. Sobre a sua doença psiquiátrica, gostaria de ter uma confirmção clínica, a opinião do sr FCSSM não será obviamente a mais válida, pois percebe-se facilmente que não possui qualificação para tal! A constante apatia e notória falta de capacidade de liderança presentes na personalidade do sr doutor, deixam sérias dúvidas até no campo da sua prática clínica! Mas enfim, sr FCSSM, nesse campo tenho de dar a mão à palmatória e aqui tenho de ser curto e grosso: só está lá porque não há outro!!
Quanto ao Irmão Irineu, o mínimo que se lhe exigia era que não manchasse o bom nome da Irmandade de São João de Deus…enfim…nesse aspecto falhou redondamente!
Por último sr FCSSM deixe de se refugiar em blogues com comentários que ninguém atingem e faça alguma coisa de producente na instituição em que trabalha!
Em vez de críticas e ataques pessoais infundados produza ideias e discuta-as!
Faça-se de útil pois estes posts são completamente inúteis!
Hasta la Vitória!
Che
MAIS PARECE UM ANTRO DE PARASITAS DA SOCIEDADE. COM MUITA PENA MINHA, POIS COMO CRISTÃO, CATÓLICO E APOSTOLICO, ROMANO, CONFIRMO QUE TODAS VÓS SOIS UNS VERDADEIROS PARASITAS DA SOCIEDADE. EM NOME DE DEUS, DE JESUS CRISTO, DOS POBRES, DOS VOTOS DE POBREZA, DE CASTIDADE, DE HUMILDADE COMETEIS OS CRIMES E PECADOS MAIS VERGONHOSOS QUE CONTINUAM A FLAGELAR, CUSPIR, CRUXIFICAR, A CRISTO TODOS OS DIAS DA VOSSA VIDA. BAAASSSTAAAA! BASTA! PECADORES, FECHEM DE VEZ ESSES ANTROS PECAMINOSOS. FALTA MUITA ORAÇÃO, HUMILDADE, E SOBRETUDO TRABALHO. UNS ENCHEM OS BOLSOS, OUTROS O EGO, OUTROS O ORGULHO, OUTROS ETC… ETC… JESUS CRISTO A SOFRER NOS DOENTES QUE SÃO ACOLHIDOS NESSES ANTROS…. GRITO DE DOR! ….. E AINDA SE DÃO AO DESPLANTE DE CRITICAR A S FAMÍLIAS, A SOCIEDADE CIVIL…. MAS QUEM IVENTOU AS ORDENS RELIGIOSAS? PARA QUE SERVEM? …. JESUS CRISTO VEIO AO MUNDO NUMA FAMILIA E NÃO EM ANTROS DE HOMENS OU MULHERES. ACABBBEMM COM ESSAS CASAS !. AMAR A DEUS E AMA-LO SOBRE TODAS AS COISAS E AMAR OS IRMÃOS COMO A NOS PROPRIOS. . É TÃO SIMPLES QUANTO ISTO!… ABRAÇO FRATERNO
Mas a procissão nunca mais acaba?