5 poemas visuais com cartas de manuel almeida e sousa
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O tempo é algo que está a dar cabo de alguém:do mané? Deixar que o tempo povoe todos os pensamentos e acções torna-se uma obsessão.Andamos todos obsecados com o tempo que não tem tempo para nos dar mais tempo. Estou farta deste tempo mas sou deste tempo. Fazer do tempo algo intemporal é impossível para os mortais. Mas gosto do segundo poema – máquina de escrever e papel preenchido com escritos. Tem a ver com o passado, com o tempo e com o lazer. Deixa-te lazerar e oferece-me o segundo poema. Relógios? Não obrigado. Retira-os de tudo quanto é sítio e verás que o gozo sobe em exponencial. Manda o tempo para lá do tempo porque ao tempo já não pertences. Torna-te intemporal, mesmo pedalando velocipedicamente no virtual. Há tempos que não escrevia tão real no virtual.
Como se paseara, si, en bici, sen présa, sen rumbo, atopei este acolledora estación e o seu sinal indicativo
AQUÍ PÉRDESE O TEMPO INTENCIONADAMENTE
Un saúdo cordial dende Galizia, cú do mundo